Blogg com conteúdo específico voltado a Fonoaudiologia e outros assuntos relacionados à saúde.
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Friday, September 10, 2004
Você sabe o que é essa Lei do Ato Médico???
Sabe porque muitos estão dizendo NÃO ao ato médico???........................(Por Selene Lipe)
Mais uma vez me deparo com uma agressividade contra o ser humano. A gente começa a ver o mundo e lamenta diante de tanta crueldade, tantas injustiças, tantos atos insanos de gente que pensa ter o direito de podar a liberdade e o direito do outro e esquece de ver que tão pertinho da gente, atos desse porte também vem acontecendo. No momento, a classe de profissionais da saúde está passando por uma situação grave e que, dependendo dos resultados finais, muita gente sairá no prejuízo... e o pior disso tudo é que estão resolvendo, discutindo, decidindo e a população (maior interessada no assunto) ignora o fato. A maioria das pessoas não sabe o que se passa nos bastidores da SAÚDE BRASILEIRA. E essa é a hora oportuna do povo brasileiro saber... conhecer... ter noção dos atos ´da classe médica. Povo Brasileiro! Estejam alerta para o que a classe médica vem requerendo à favor deles!!!!! Gente, acorda para a realidade! Procurem estar por dentro das notícias não só das novelas, fofocas políticas, etc... procurem saber o que a área de saúde brasileira vem passando nesse tempo em que mais se precisa de qualidade e quantidade de profissionais para atender a grande demanda brasileira! Para quem não sabe o que está acontecendo, eu vou explicar:
"Os médicos, na tentativa de subjugar a todos os profissionais de saúde, resolveram por conta própria transformar uma resolução interna do CFM num projeto de lei (não consultaram a população e nenhuma outra classe profissional). Se esse projeto for aprovado, virando lei, somente o médico será responsável técnico em todas as ações diagnósticas e terapêuticas (é uma piada!!!! Os médicos teriam que voltar à faculdade, experienciar e aprender todas as técnicas de fonoaudiologia, fisioterapia, psicologia, etc, etc... isso levaria por baixo muito mais de 10 anos... e qual médico, voltaria a estudar ??? rsss... tenho que rir de tamanha ignorância!). Esse é o chamado PLS 25/2002 que procura determinar o que é o ato médico, em outras palavras, é a proposta da Lei do Ato Médico, apresentado no Congresso pelo Senador Geraldo Althoff (PFL-SC) e redigido por ele a partir de uma resolução do CFM (Conselho Federal de Medicina). O projeto ainda está no Senado: já foi aprovado pela CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania) e encaminhado à CAS (Comissão de Assuntos Sociais), de onde poderá ser entregue à Câmara dos Deputados sem mesmo passar pelo Plenário do Senado. O texto do projeto estabelece que:são atos privativos do profissional médico todos os procedimentos que envolvam "diagnósticos de enfermidades ou impliquem em indicação terapêutica". Ou seja fica estabelecido somente à medicina a competência da promoção e prevenção à saúde, limitando as atividades de outros profissionais com os quais o médico vem compartilhando suas responsabilidades nos últimos tempos (tais como biomédicos, enfermeiros, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, nutricionistas, psicólogos, sanitaristas, terapeutas ocupacionais, entre outros). Prevê ainda que a infração da lei seja crime, enquadrado como prática ilegal de medicina nos termos do Código Penal Brasileiro. Com esse projeto, para a classe médica no futuro, haverá um mercado promissor, todas as clínicas precisarão ter um médico responsável, respondendo por cada profissional que nela tiver atuando. Para não levantar suspeitas, quanto ao interesse de se sobressaírem nesse mercado onde cada vez mais encontra-se em alta concorrência vêm colocando pretextos como preservar a população, definir as ações, etc. Como preservar a população se eles querem tirar dela o direito de tratamento adequado? Como definir ações que eles não dominam a prática? O médico que verdadeiramente preza pela vida e interessa-se pelo bem da humanidade, deveria é agradecer à Deus pelo aumento do número de profissionais cada vez mais competentes. Profissionais que investem em suas áreas e buscam se reciclar em conhecimentos, novas técnicas e interessados em buscar o melhor para seus pacientes. Enquanto que a maioria dos médicos(salvo algumas exceções) se formam e alí na clínica / hospital ficam. Não busca se atualizar porque é muito prático: o dinheiro vem entrando facilmente... o povo é enganado... Mas a mente desse povo vem mudando. Os médicos, diante desse projeto, mais uma vez subjulga a inteligência do povo brasileiro, decidindo algo pela população em geral e acham-se no direito de enganar essa gente de que com a formação deles, é possível fazer o papel do paramédico (fisioterapeuta, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional, etc). A população vai atrás de qualidade. Hoje em dia o povo não aceita mais pagar seu dinheiro ganho com suor por 10 minutos de consulta e uma receitinha prescrevendo um medicamento que o farmacêutico poderia ter opinado por outro melhor. A pretexto de definir o ato médico no projeto de lei n° 25/2002, estão impondo um ato absurdo, violento contra as demais profissões da área das ciências da saúde e outras. Pergunto à vocês: - Vamos falar sério, ou seja: ENXERGAR a realidade! Se nossas faculdades de Medicina, atualmente, já não conseguem mais preparar na sua maioria profissionais competentes, responsáveis e humanísticos (fato este que não pode ser ignorado , nem contrariado pois já foi comprovado pelo MEC), como poderá pensar o Senador Geraldo Althoff, em normatizar o exercício de uma profissão que possui um campo tão vasto e importante para a qualidade de vida do brasileiro, para uma única área das Ciências da Saúde que seria a Medicina?... Reflitam sobre essa questão que eu lhes coloco. Esse projeto de lei não pode cercear as atividades dos profissionais, concentrando condutas como prevenção, diagnósticos, tratamentos e reabilitação, sem ressalvar a atuação dos profissionais que já atuam na área. Como conciliar ao mesmo tempo conhecimentos científicos médicos, mais conhecimentos científicos e condutas terapêuticas de outras profissões, se o que vemos na realidade é que a classe médica possui muitas vezes um conhecimento científico limitado na sua própria área ? Como requerer para si só, cargos de direção, chefia e coordenação, os quais são cargos que implicam diversos profissionais e conhecimentos das mais variadas áreas? De que servirá um Administrador fazer uma Pós - Graduação em Administração Hospitalar, se o projeto de lei limita todas essas atividades ao médico? Isso é um absurdo!!!! Os profissionais da área da saúde vão ainda se deparar com outra questão: O profissional que geralmente lida com o paciente por 1 hora e que ganha por volta de R$15,00 a R$40,00 no máximo vai ter que pagar 10 a 30% de seus honorários para seus médicos responsáveis, que em geral só aparecem para assinar laudos ou ficam 10 a 20 minutinhos de seu rico tempo com o paciente, muitas vezes nem põe as mãos no paciente, e cobra na faixa de R$120,00 pela chamada consulta (de olho, não é?rss...). Se fosse tão simples assim, ser uma fonoaudióloga, um fisioterapeuta, uma nutricionista, ou outra profissão da área da saúde, ninguém ficava 4 a 5 anos estudando, aprendendo, praticando em cima de uma área específica. E nem existiriam tantas técnicas para aperfeiçoar a capacitação desses profissionais que buscam o melhor para a população. O médico não possui conhecimentos no que se refere aos vários tipos de tratamento, as propriedades específicas de cada um e métodos utilizados para se obter melhores resultados em todas as áreas da saúde. Geralmente está limitado à sua área específica (o neurologista não domina pediatria e vice versa, como dominariam todas as áreas da saúde que estão muito além de conhecimento científico... baseiam-se em técnicas, práticas. Nós não temos medo de por as mãos no paciente! Nossas ações são além do olhar frio e na maioria das vezes dinheirista!). Penso que o povo brasileiro deve saber dessa luta que está se travando entre os profissionais da classe de saúde! Deixar o povo ignorante a esse fato, é subjulgar a inteligência do brasileiro. Estão esquecendo de consultar a população, saber o que o povo quer, estão deixando de ouvir as entidades estudantis envolvidas, os cursos universitários aprovados por lei pelo próprio Congresso Nacional, os quais estão atualizados e beneficiando a população. Infelizmente, encontramos ainda profissionais com atitudes tão desastrosas como essa dos médicos, mas o povo brasileiro precisa saber e agir no assunto, afinal a luta embora seja das classes , o resultado dela interfira no país em geral. O prejuízo recairá como sempre sobre a população que sofre as conseqüências de atos impensados. . Toda a população irá sofrer com esse ato: o Sistema de Saúde no Brasil vai piorar, e mesmo quem utiliza serviços de saúde particular irá ser prejudicado, pois o preço de uma consulta médica elevará absurdamente, sem falar na burocracia que irá ser instalada em todos os atendimentos entendidos como viabilizadores de saúde. Os médicos estão bem, muito obrigado!! E continuarão melhores, caso a lei seja aprovada! A população brasileira, cada vez mais carente em todos os sentidos, com a ganância de certos profissionais irresponsáveis, egoístas e lobistas, que não se conformam com os limites estabelecidos por lei, ficará cada vez pior. Enquanto se fala em qualidade de vida, esses escondem-se atrás dessa justificativa, lutam por monopolizar as classes e o resultado será a queda geral da saúde na população brasileira. Tenho um filho de 8 anos que a dois anos vem afirmando que será médico quando crescer. Daí lhe perguntam porque ele quer ser médico e sua resposta é simples e direta: -Quero ser médico para cuidar das pessoas, salvar vidas. Nesse momento noto o quanto é puro seu coraçãozinho. Antigamente os médicos faziam a diferença" por serem diferentes, davam o melhor de si e trabalhavam para todos, por todos; realidade essa que não existe mais. Hoje até cachorros salvam vidas! Para a classe médica, saúde é sinônimo de ausência de doença e é esse o objetivo deles. Para demais profissionais da saúde, o objetivo é alcançar muito além do que ausência de doença; é alcançar bem estar físico-orgânico-emocional-social... ou seja : a melhor qualidade de vida da população. Talvez o erro maior do PLS 25/2002 seja ter confundido saúde com a própria medicina, como se fossem sinônimos, quando na verdade saúde é o estandarte comum de todas as profissões que se voltam a essa área. Ao defender essa idéia absurda de que a medicina tem o poder de ser o eixo que deve centralizar todas as ações em saúde, a Lei do Ato Médico se mostra egoísta e fria às necessidades do povo e enquadra as demais profissões dessa área como insignificantes, subjugadas ao seu domínio. Isso vai contra a luta que sempre se colocou em prol da população, buscando a união de equipes multidisciplinares como um modelo moderno e dinâmico que se pretende ter nos serviços de saúde, inclusive o do SUS. O ato multidisciplinar faz somar benefícios na forma como se atende o paciente, proporcionando atuações diferenciadas, tornando a promoção da saúde um processo mais abrangente, pluralista e democrático. Esse projeto que defende a Lei do Ato médico soa como uma manobra corporativista em defesa da preservação e ampliação do mercado para os próprios médicos, talvez para tentar recuperar a força que a profissão perdeu decorrente da queda na qualidade de trabalho promovida por eles próprios. O projeto, se for aprovado, agirá de modo retrógrado: sob forma de lei limitará as classes e promoverá a reserva de mercado somente aos profissionais médicos, limitará as relações entre profissionais dos ambientes de atuação multidisciplinar em saúde e o desenvolvimento de conhecimento científico compartilhado entre as profissões da saúde. Fico revoltada porque em tempos de crise pelo qual o país passa, o egoísmo e a preocupação com a sobrevivência no mercado e o fator lucro se sobreponham à qualidade de vida da população, a melhoria dos serviços na Saúde e sua universalização para o bem comum da nação. O país é muito carente na área de saúde e enquanto se espera que a classe médica opte pelo encontro e pela cooperação mútua, tendo consciência de que a humanização de seus serviços depende, antes de mais nada, da humanização dos profissionais envolvidos, vem esse projeto A Lei do Ato Médico e apresenta-se como um retrocesso simplesmente ignorando a construção de caminhos comuns em favor de interesses de uma única classe. A população brasileira deve saber o que se passa nos bastidores da saúde e deve entrar nessa luta, porque a saúde é direito de todos. Senhor Presidente, deputados, líderes políticos, povo brasileiro... se essa lei for aprovada, realmente confirma-se de que esse país ... Brasil... é o país do futuro... porque então, tudo permanecerá como está: caminhando a passos largos PARA TRÁS.
4:30 PM
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Friday, September 03, 2004
29 de Agosto
Dia Nacional de Combate ao Fumo
4 milhões de mortes por ano, uma a cada oito segundos.
O pior de tudo é que, exatamente AGORA outra vítima pode estar sendo "recrutada", e... normalmente é um jovem.
O mundo precisa ter consciência desse mal!
Caso verídico: 22/05/1994- L.S chegou de seu trabalho estava se arrumando para sair ao shopping com a mãe, quando sentiu uma forte tontura e imediatamente entrou em convulsão. Ela teve uma trombose cerebral, episódio raro para uma garota de apenas 22 anos. Ficou dois meses em coma, fez duas cirurgias no cérebro e teve um ataque cardíaco. Sobreviveu, mas ficou muda e tetraplégica. Na época, os médico apontaram como causa do acidente vascular cerebral o uso associado de pílulas anticoncepcionais e cigarro. Apesar de constar das bulas poucas mulheres têm consciência e se preocupam com os riscos que essa combinação pode trazer. É preciso ressaltar que episódios como esse não são comuns e que toda terapia hormonal - principalmente as utilizadas por via oral - tem seu risco aumentado quando feita em conjunto com o fumo. Tanto o uso de homônios quanto o cigarro alteram a capacidade de coagulação sanguínea - aumentando a agregação plaquetária -, inclusive dentro de vasos e artérias, elevando a possibilidade de a paciente ter doenças cardiovasculares, por exemplo, O risco de doença coronária chega a ser 39 vezes superior e o de acidente vascular cerebral chega a ser 22 vezes superior em fumantes que usam anticoncepcionais em comparação com não-fumantes ou com fumantes que deles não fazem uso. Entre as mulheres com menos de 35 anos, não-fumantes e que não usam pílula, para cada 100 mil 4 mulheres podem ter infarto. Já entre as que fumam e usam o anticoncepcional, na mesma faixa etária, o número sobe para 43 em 100 mil. Esse risco cresce ainda mais a partir dos 35 anos tanto que a OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda que médicos não indiquem anti-concepcional hormonal a mulheres fumantes acima dessa idade, explica o obstetra da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) Abner Lobão Neto, 36. Isso não significa que se deva dispensar o uso de anticoncepcionais. As mulheres que não pretendem engravidar devem conversar com seus médicos, contar seu histórico, para adotar o melhor método contraceptivo em cada caso.
A indústria do cigarro é uma das principais inimigas da saúde pública. Afinal, o cigarro é um produto feito para viciar e matar. CADA CIGARRO FUMADO REDUZ 15 A 20 MINUTOS DE VIDA!!!
UM CIGARRO CONTÉM 4720 SUBSTÂNCIAS TÓXICAS!!!
Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), o tabagismo é a maior causa evitável de morte no mundo inteiro. Nos países em desenvolvimento, 48% da população masculina e 7% da população feminina são fumantes. O Brasil é o terceiro maior produtor e exportador de tabaco do mundo. Aqui, o tabaco tem importância cultural e econômica desde o século XVI, quando rolos de fumo eram usados até como moeda no comércio de escravos. De lá para cá, muita coisa mudou, mas ainda hoje cerca de 200 mil brasileiros morrem anualmente, vitima de doenças causadas pelo cigarro. São mais de 10 mil mortes por dia. A população mais pobre chega a gastar boa parte do seu orçamento para manter a essa dependência que não leva a vantagem alguma. Pesquisas mostram que há famílias com renda de até R$ 400,00 que consomem com o fumo duas vezes mais do que reservam para a educação. A associação do cigarro com imagens de pessoas bem sucedidas, jovens, artistas famosos e até mesmo esportistas, é uma constante nos meios de comunicação. Este tipo de propaganda é um dos principais fatores que estimulam o uso do cigarro. Felizmente, por outro lado, os programas de controle do tabagismo, vêm recebendo um destaque cada vez maior em diversos países, ganhando apoio de grande parte da população
Cientistas americanos pesquisaram mais de 600 crianças entre 12 e 13 anos, e alertam que os jovens podem ficar dependentes da nicotina antes mesmo do fumo se tornar um hábito diário. Segundo os pesquisadores, a maioria apresenta os mesmos sintomas de dependência de adultos que fumam há muitos anos, já depois dos primeiros dias ou semanas como fumantes.
Os fumantes não são os únicos expostos à fumaça do cigarro pois os não-fumantes também são agredidos por ela, tornando-se fumantes passivos. O tabagismo indireto ou passivo é aquele que afeta as pessoas que não fumam mas convivem com tabagistas este pode também provocar doenças graves, como câncer do pulmão e distúrbios respiratórios. Os filhos de pais fumantes apresentam uma incidência 3 vezes maior de doenças respiratórias (asma brônquica, pneumonia, sinusite, rinite e outras deficiências respiratórias, do que os filhos de pais que não fumam.
O tabagismo é responsável por:
* 200 mil mortes por ano no Brasil (23 pessoas por hora)
* 25% das mortes causadas por doenças coronariana e vasculares, entre elas derrame cerebral
* 45% das mortes causadas por doença coronariana em pessoas com menos de 60 anos e por infarto agudo do miocárdio em pessoas com menos de 65 anos
* 85% das mortes causadas por bronquite e enfisema
* 90% dos casos de câncer no pulmão (entre os 10%restantes, 1/3 é de fumantes passivos)
* 30% das mortes decorrentes de outros tipos de câncer (de boca, laringe, faringe, esôfago, pâncreas, rim, bexiga e colo de útero)
De um modo geral, podemos afirmar que as substâncias nocivas contidos no cigarro atingem, em maior ou menor grau, todas as funções do corpo humano Os prejuízos à saúde que o cigarro pode causar são diversos. Entre eles estão:
Enfarto do Miocárdio - O cigarro é um dos maiores responsáveis pela trombose (entupimento) das artérias coronárias que, muitas vezes leva ao infarto do miocárdio. A nicotina produz um pequeno aumento no batimento cardíaco, na pressão arterial, na freqüência respiratória e na atividade motora. Quando uma pessoa fuma um cigarro, a nicotina é imediatamente distribuída pelos tecidos. No sistema digestivo provoca queda da contração do estômago, dificultando a digestão. Há um aumento da vasoconstricção e na força das contrações cardíacas. Um cigarro fumado aumenta 8 a 10 batimentos do coração por minuto.
Impotência Sexual - Recentemente se constatou que o cigarro é a maior causa de impotência sexual que se conhece. "Quem fuma corre risco de ficar impotente. (SIC.Dr. Carlos Manuel de Carvalho, pneumologista, professor de Biometria na Universidade Estadual do Rio, publicada no Jornal Brasileiro de Medicina). Fumar reduz o fluxo vascular periférico. O fluxo de sangue necessário para atingir uma ereção pode ser bloqueado. A nicotina acaba por entupir as veias que levam o sangue ao pênis.

Aborto espontâneo- Quando a mãe fuma durante a gravidez "o feto também fuma", recebendo as substâncias tóxicas do cigarro através da placenta. A nicotina provoca aumento do batimento cardíaco no feto, redução do peso do recém-nascido, menor estatura, além de alterações neurológicas importantes e descolamento da placenta
Tosse, Dor de garganta, Bronquite - cerca de 80% das pessoas que têm bronquite fumam. A fumaça do cigarro contém um número muito grande de substâncias tóxicas ao organismo. Dentre as principais, citamos a nicotina, o monóxido de carbono e o alcatrão. O uso intenso e constante de cigarros aumentam a probabilidade de ocorrência de algumas doenças como por exemplo a pneumonia, câncer (pulmão, laringe, faringe, esôfago, boca, estômago, entre outros), infarto do miocárdio, bronquite crônica, infisema pulmonar, derrame cerebral; úlcera digestiva, etc. Entre outros efeitos tóxicos provocados pela nicotina, podemos destacar ainda náuseas, dores abdominais, diarréia, vômitos, cefaléia, tontura, bradicardia e fraqueza
Fragilidade óssea- vários estudos ligam fumo e osteoporose em ambos os sexos. Isso pode acontecer porque fumar afeta a síntese de estrogeno e outros hormônios necessários para se ter ossos saudáveis. Uma vez perdida, a densidade óssea não pode ser recuperada completamente
Rugas faciais, Pés -de-Galinha, Linhas verticais ao redor da boca, envelhecimento precoce, alteração na coloração da pele- fumar causa vasoconstrição dos capilares faciais, o que reduz o fluxo de oxigênio e nutrientes para as células da pele. Os danos à pele são na maior parte irreversíveis!
Mal cheiro - o odor desagradável da fumaça de cigarro impregna a pele, os cabelos, as roupas e o ambiente. Até no suor da pessoa é possível sentir o cheiro desagradável.
Dentes manchados e mal hálito - O tabaco aumenta a inflamação nas gengivas e afeta o suporte ósseo dos dentes, deixando-os amarelados e causando bactérias produtoras de odor/ mau hálito.
Gengivite- o fumo é considerado o responsável por metade dos casos de gengivite.
Problemas de circulação - nos fumantes, moléculas de oxigênio são deslocadas da hemoglobina (as células de hemoglobina distribuem oxigênio pelo corpo) pelos componentes da fumaça de cigarro, bloqueando a transferência do oxigênio para o corpo. Um dos efeitos menores disso são mão e pés frios e pontadas dolorosas. Mas os problemas de circulação podem levar à gangrena e à amputação do órgão afetado! Fumantes antigos têm os vasos sanguíneos desgastados 10 a 15 anos antes dos não- fumantes
Efeito Medicações -Diminui o efeito de analgésicos, hipotensores, hipolipemiantes.
Efeitos no cérebro -A pessoa que fuma fica dependente da nicotina - uma droga bastante poderosa, que atua no sistema nervoso central como a cocaína. Quando o fumante dá uma tragada, a nicotina é absorvida pelos pulmões, chegando ao cérebro em 7 a 9 segundos. Por isso, ao parar de fumar, os primeiros dias sem cigarros são tão difíceis, porém a necessidade de nicotina diminui a cada dia. Os principais efeitos da nicotina no Sistema Nervoso Central são: elevação leve no humor (estimulação) e diminuição do apetite. A nicotina quando usada ao longo do tempo, pode provocar o desenvolvimento de tolerância (a pessoa tende a consumir um número cada vez maior de cigarros para sentir os mesmos efeitos que originalmente eram produzidos por doses menores).Alguns fumantes, quando suspendem repentinamente o consumo de cigarros, sentem desejo incontrolável por cigarro, irritabilidade, agitação, prisão de ventre, dificuldade de concentração, sudorese, tontura, insônia e dor de cabeça. Esses sintomas caracterizam a síndrome de abstinência, desaparecendo dentro de uma ou duas semanas.
DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica)- é uma doença devastadora que progressivamente prejudica a capacidade de respirar da pessoa, causando a invalidez até a morte, e a maioria dos casos é secundária a abuso do tabaco. Geralmente tem sintomas de bronquite crônica (BC) e enfisema, também incluindo a asma.
Em 2000, 31.000 pessoas morreram por DPOC no Brasil. E hoje estima-se que 7 milhões de brasileiros sofrem desta doença., significando que 1 pessoa morre a cada 11 segundos por DPOC em todo o mundo, no Brasil, morrem 85 pessoas por dia. A OMS coloca a DPOC como a 4ª maior causa de morte no mundo, ao lado da AIDS/HIV e atrás das doenças cardíacas, cérebro-vasculares e pneumonia. A DPOC é a doença respiratória de maior custo ao Sistema Único de Saúde.
Diversos tipos de câncer: Câncer na Boca, Câncer no Esôfago,Câncer na Garganta, Tumor nas cordas vocais - o cigarro contém aproximadamente 60 substâncias cancerígenas. Estima-se que 20 cigarros por dia durante 20 anos resultam em um depósito de 6 quilos de fuligem nos pulmões e 30%dos casos de câncer do pulmão em não fumantes relacionam-se ao fumo passivo.
Os benefícios de parar de fumar são imediatos após o último cigarro. Confira:
* após 20 minutos - a pressão sangüínea e a pulsação se normalizam
* após 2 horas - não há mais nicotina no sangue
* após 8 horas -o nível de oxigênio no sangue se normaliza ¨
* após 12 a 24 horas os pulmões funcionam melhor
* após 2 dias - o olfato e o paladar ficam mais apurados para cheiros e sabores
* após 3 semanas - a respiração e a circulação melhoram sensivelmente
* após 5 a 10 anos o risco de sofrer infarto será igual ao de quem nunca fumou

O auto-exame da boca pode prevenir o câncer bucal
As pessoas podem prevenir o câncer bucal, fazendo o auto-exame bucal pelo menos uma vez por mês. Deve-se ir ao espelho, com uma boa iluminação, abrir a boca, colocar a língua para fora, e segurando-a com uma gaze ou toalha, rotacioná-la de um lado para o outro, olhando bem do lado da língua, examinar a parte interna das bochechas, o palato (céu da boca), gengivas, e o assoalho da boca, verificando se existem áreas avermelhadas ou esbranquiçadas, feridas (úlceras), caroços (nódulos) ou sangramento.
Se algumas dessas lesões estiverem presentes na boca, deve-se procurar um Cirurgião-Dentista imediatamente, para que outros exames sejam realizados. A radioterapia no tratamento de tumores da cabeça e do pescoço, pode provocar perda auditiva condutiva em diferentes graus. Além da radioterapia, a quimioterapia também tem conseqüências graves. Os agentes quimioterápicos causam efeitos colaterais e entre esses efeitos, há a ototoxicose, que são afecções iatrogênicas provocadas por diferentes drogas medicamentosas que alteram o ouvido interno (labirinto), causando perdas auditivas neurossensoriais. Essas drogas podem afetar o sistema coclear ou o sistema vestibular (ou ambos) e alterar duas funções importantes do organismo: a audição e o equilíbrio. O ideal para os fumantes seria parar de fumar, mas se isso não for possível, eles devem fazer o auto-exame e ir ao seu Cirurgião-Dentista com maior freqüência para que qualquer lesão suspeita seja detectada precocemente.
O câncer é a terceira causa mais comum de morte no Brasil, perdendo apenas para as doenças infecciosas e parasitárias e para as doenças cardiovasculares. Em alguns países é na realidade a segunda maior causa de morte. e o câncer da boca é o mais incidente entre os tumores malignos encontrados na região da cabeça e do pescoço. Geralmente, esses pacientes são pessoas fumantes, alcoólatras e/ou negligenciam a higiene e os cuidados orais. Entre os fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de boca, é marcante o papel do tabagismo e do etilismo, de forma isolada ou associado um ao outro.O câncer de boca e orofaringe pode ser tratado com cirurgia, quimioterapia e/ou radioterapia. Cada modalidade de tratamento ocasiona diferentes alterações na mastigação e na deglutição, sendo alguns casos reversíveis, e outros não. A atuação da Fonoaudiologia no tratamento do câncer da cabeça e do pescoço se inicia no período pré-operatório e se acentua no pós-operatório, nos quadros de disfagia (dificuldade de deglutição), deficiência auditiva, disfonias, disartrias, traqueostomias e próteses, sendo o elo de comunicação do paciente com os demais membros da equipe. A Fonoaudiologia, não somente atua nos quadros de câncer de cabeça e pescoço, como também nos quadros de patologias da voz, DPOC e vários graus da Disfagia causada por outros quadros em decorrência do cigarro.
Se não é fumante, evite ao máximo a presença de tabagistas e ambientes poluídos pelo cigarro. Não se torne um fumante passivo. Se você é fumante, procure logo abandonar o cigarro e beneficiar-se da saúde e da qualidade que essa nova atitude lhe proporcionará. Procure visitar um hospital ou a enfermaria do setor de pneumologia, não para ver como os enfisematosos vivem, mas sim para ver como é que eles estão morrendo. Desperte o não-fumante que está em você! Busque mais qualidade de vida, mais saúde, sem crises respiratórias, sem cansaço após um pequeno esforço físico, como por exemplo subir um lance de escadas, dançar ou até mesmo brincar com um filho ou jogar futebol com os amigos. Busque, também, reduzir as chances de ter enfisema pulmonar, bronquite, doenças coronarianas, problemas vocais e auditivos, derrames, câncer do pulmão e outros tipos de tumores. Esse hábito não leva a lugar algum, senão ao prejuízo financeiro sem retorno e a MORTE prematura.
Reflita... e pelo menos no dia de combate ao fumo: APAGUE SEU CIGARRO... ACENDA-SE PARA A VIDA!!!
Selene R. de F. L. Lipe
Fonoaudióloga CRFa. 06273-3 SP

3:11 AM
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Thursday, April 29, 2004
OS DISTÚRBIOS ALIMENTARES NA CLÍNICA DE BEBÊS"
Merece destaque na Fonoaudiologia a atuação com bebês.
Na área preventiva e na clínica, o profissional fonoaudiólogo poderá contribuir no desenvolvimento do bebê como um todo ou em assuntos mais específicos como este.
A deglutição é a passagem do alimento da boca até o esôfago. Ela depende do controle nervoso e da ação muscular específica. Quando os sintomas como: dificuldades na deglutição, regurgitamento, ruminação, vômito e alterações respiratórias (microaspirações) estejam ocorrendo, pode ser indícios de desordens ocasionadas pela incoordenação faríngea, esofágica ou de ambas.
No recém-nascido a sucção e a deglutição são funções vitais. Ocorrendo incoordenação faríngea o lactente apresenta dificuldades na deglutição dos alimentos, que são mantidos por mais tempo na boca, refluídos ao nariz, à boca ou aspirados para a traquéia.
No recém-nascido a sucção e a deglutição são funções vitais. Ocorrendo incoordenação faríngea o lactente apresenta dificuldades na deglutição dos alimentos, que são mantidos por mais tempo na boca, refluídos ao nariz, à boca ou aspirados para a traquéia.
O refluxo gastroesofágico (RGE) patológico, freqüentemente está associado a distúrbios de alimentação. As manifestações clínicas do RGE patológico no bebê que devem ser observadas são: vômitos e regurgitações, dificuldades no ganho ponderal, distúrbios respiratórios, tosse noturna, pneumonias de repetição, ruminação, dentre outras.
Bebês com RGE patológico podem sofrer de "esofagite" o que determina recusa em alimentar-se. A irritação, o choro, os movimentos anormais de cabeça, o esforço para deglutir, as naúseas e vômitos tornam-se uma constante na vidinha dessas crianças.
A alimentação é rejeitada em virtude das sensações desconfortáveis que provoca, tudo somando-se à ansiedade e angústia da família.
Somente o tratamento interdisciplinar, envolvendo pediatra, gastroenterologista, pneumologista, fonoaudiólogo, entre outros especialistas poderá produzir resultados.
A Fonoaudiologia não trata o RGE (patológico) e sim os distúrbios alimentares associados. O pediatra deverá orientar a melhor terapêutica para o caso, seja medicamentosa, postural e/ou cirúrgica.
O atendimento fonoaudiológico nos distúrbios alimentares busca basicamente: a) melhorar a aceitação de estímulos orais; b) promover a sucção nâo nutritiva (SNN), com chupeta; c) orientar a família quanto aos procedimentos e posturas adequadas do bebê no seu dia-a-dia; d) sugerir uso de colher, bicos e copos apropriados para alimentação.
A amamentação é sempre a melhor nutrição do bebê. Na sua impossibilidade de amamentar, converse com seu pediatra.
Cuidados com a dieta alimentar e a higiene bucal do bebê devem ser constantes. Muitas vezes, a mudança dos hábitos alimentares dos bebês leva ao uso muito precoce de alimentos artificiais. A dieta rica em glicose, sacarose e carboidratos exige alerta dobrado para o controle da cárie dentária.
6:13 AM
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REFLUXO GASTROESOFÁGICO
Definição
Os fluídos estomacais viajam ou se refluem do estômago de volta para o tubo esofágico causando refluxo gastroesofágico. O esôfago é um tubo muscular que carrega o alimento da boca até o estômago. Existe um anel muscular no final do esôfago que possui função de esfíncter. O refluxo pode ocorrer ocasionalmente sem maiores complicações, mas caso este esfíncter não esteja funcionando corretamente, pode acarretar em sérios problemas.
O que está acontecendo com o organismo?
Uma vez que o alimento é engolido, ele passa pela garganta e atinge o estômago através do esôfago, e o fechamento imediato do esfíncter esofágico evita que o alimento retorne para o esôfago.
Caso este esfíncter esteja relaxado, o fluído estomacal, com todos os ácidos provenientes do estômago refluem para o esôfago, o que a longo prazo pode acarretar em severas complicações.
Quais são os sinais e sintomas desta condição?
O sintoma mais comum é a sensação de queimação. O paciente se queixa de queimação na região medical do peito. Esta sensação pode se estender até a garganta ou boca.
Outros sintomas são: tosse que não para, dor de garganta, perda da voz, dores no peito, pneumonia, cáries, náusea ou vomito.
Geralmente os sintomas vem e vão embora rapidamente. Caso os sintomas persistam por um período prolongado, pode acarretar em uma inflamação do esôfago ou ulceração, o que levaria em uma dor constante no local.
Quais são as causas e riscos desta condição?
Refluxo gastroesofágico é um problema comum. Ele pode ser provocado pela ingestão de alguns alimentos ou certas drogas. Este problema tende a piorar caso o indivíduo se deite após alimentação, especialmente após grandes refeições. Pessoas com hérnia de hiato ou com relaxamento de esfíncter esofágico tendem a possuir maior chance de evoluírem para esta condição. Os alimentos e drogas que geralmente causam refluxo são: café, álcool, pimenta, alimento fermentado, chocolate e drogas anti- inflamatória.
O que pode ser feito para prevenir esta condição?
Você pode prevenir evitando alimentos e drogas que podem causar esta condição.
Os sintomas podem se tornar piores no caso de: excesso de peso, uso de cigarro, hérnia de hiato, ingestão de tomate ou produtos cítricos, ingestão de café a noite, álcool, uso de roupas apertadas ou devido a utilização de certas drogas.
Como a condição é diagnosticada?
Geralmente esta condição evolui sem diagnóstico. Geralmente o diagnóstico é feito por exclusão, ou seja, pensa- se em outras patologias, que durante a investigação são descartadas, chegando- se a conclusão que estamos falando de um problema de refluxo gastroesofágico. O diagnóstico é confirmado através de um exame endoscópico.
Quais são os efeitos a longo prazo?
Geralmente o indivíduo tem queixa de queimação que região medical do peito. O refluxo pode levar a esofagite, que a longo prazo acarreta em ulceras esofágicas que podem até levar a sangramento.
Outra condição a longo prazo é o esôfago de Barrett , que é uma condição onde devido ao excesso prolongado do refluxo ácido proveniente do estômago no esôfago, este terá seu conteúdo celular alterado, tendo assim sua estrutura original alterada. Neste caso, a princípio, os sintomas melhoram uma vez que as novas células são mais resistentes ao refluxo, mas estas mudanças na estrutura celular podem levar a uma maior chance de câncer no local.
Quais são os riscos para os outros?
Esta doença não é contagiosa.
Qual é o tratamento?
O refluxo é facilmente tratado. Com o uso da medicação correta e alteração do modo de vida os sintomas melhoram ou desaparecem. O primeiro passo é determinar o grau de severidade da condição. A mudança do estilo de vida e uso de medicação são o primeiro passo para um resultado positivo do tratamento. Em alguns casos extremos a intervenção cirúrgica pode ser necessária.
Quanto a mudança de hábitos de vida, elas incluem: evitar bebidas ou comportamentos que acarretem no refluxo estomacal, elevar a cabeça da cama com pesos pode ajudar a melhorar os sintomas, e evitar deitar-se antes de três horas após o término de uma refeição.
Quanto ao tratamento medicamentoso ele pode ser: antiácidos, que podem ser utilizados em refluxos leves. Existem dois tipos de medicamentos que são utilizados no tratamento, não existe medicação para prevenção desta condição. A medicação vai neutralizar o ácido proveniente do estômago, são os bolqueadores de histamina (H2) e são medicamentos que são tomadas de uma a duas vezes por dia. Os medicamentos disponíveis são ranitidina, cimetidina e nizatidine. Inibidores da bomba de prótons são medicamentos que bloqueiam a produção do ácido pelo estômago. São eles o omeprazole, lansoprazole ou rabeprazol e são tomados de uma a duas vezes por dia.
Caso os sintomas sejam severos e é feito o diagnóstico de câncer, cirurgia é necessário. Entretanto, muitos indivíduos não necessitam de cirurgia. Os medicamentos disponíveis para o tratamento desta patologia são geralmente efetivos.
Em algumas pessoas pode não haver nenhuma explicação óbvia de por que o músculo não funciona da maneira como deveria, mas sabe-se que alguns fatores têm a sua influência; ter peso acima do normal, consumir bebidas alcoólicas em excesso, fumar, certas comidas (frituras, cebola, condimentos, chocolate e alimentos ácidos) e, ocasionalmente, alguns remédios. Todos esses têm mais possibilidades de causar problema perto da hora de dormir, de forma que o risco de haver refluxo é maior quando você se deita.
>> Hérnia de hiato
Algumas vezes o hiato (abertura) do diafragma é muito largo, permitindo que a parte superior do estômago escorregue para cima do diafragma. Como resultado, as duas partes da válvula gastroesofágica ficam desalinhadas e reduzidas na sua força, o que vai permitir a passagem de ácido gástrico para o esôfago.
Ter uma hérnia de hiato não é uma garantia de ter sintomas; na verdade, a maioria não os têm. O que a hérnia de hiato faz é tornar o refluxo mais provável, e o refluxo causa sintomas. Não se sabe qual é a causa do desenvolvimento de uma hérnia de hiato, mas ela é extremamente comum (principalmente após os 65 anos) e freqüentemente não é detectada, não causando problema nenhuma vez na vida da pessoa.
>> Consequêcias do refluxo
Na maioria das pessoas o refluxo de ácido e pepsina no esôfago causa sintomas, mas não chega a provocar uma lesão. Numa pequena proporção de pessoas, entretanto, há lesão da parede interna do esôfago na forma de uma inflamação conhecida somo esofagite.
>> Esofagite
Embora ninguém saiba por que algumas pessoas com refluxo têm e outras não têm esofagite, parece que esta é mais provável naqueles que são fumantes. Com um tratamento apropriado a esofagite pode ser curada, mas, se ela persistir por muito tempo, há duas possíveis e sérias conseqüências: o estreitamento esofagenao e o esôfago de Barrett.
>> Estreitamento esofageano
Uma inflamação do esôfago por muito tempo pode levar à formação de cicatrizes e estas, por sua vez, a um estreitamento do esôfago que dificulta a deglutição. Esta vai necessitar de tratamento por um especialista em um hospital. É importante salientar que dificuldade em engolir sempre requer uma investigação completa, e o mais rapidamente possível, por um médico e muitas vezes requer internação.
>> Esôfago de Barret
Após muitos anos de exposição ao ácido, a parede interna do esôfago vai mudando lentamente de forma, passando a se assemelhar à parede interna do estômago, isto é, com uma camada protetora de muco. O nome Barrett é uma homenagem ao médico que a descobriu. Em muitos casos não há nenhuma conseqüência adversa, mas sabe-se que é uma das causas do câncer de esôfago; por esta razão, se o processo for extenso, você terá de ser seguido de perto em serviço hospitalar.
>> Como é diagnosticado
Normalmente, seu médico será capaz de diagnosticar um refluxo gastroesofágico apenas pelos seus sintomas, principalmente se, como a maioria das pessoas, você vem tendo os mesmos sintomas há vários anos. Por outro lado, há situações, relacionadas abaixo, em que outros exames são necessários para excluir outras doenças que iriam requerer outro tipo de tratamento:
Você tem mais de 40 anos e seus sintomas variam
Você tem mais de 40 anos e tem sintomas pela primeira vez
Você tem dificuldade de engolir
Os seus sintomas não respondem ao tratamento
Nesse contexto, o exame mais comumente realizado e o mais útil é a endoscopia do trato gastrointestinal alto. Um raio-X com bário às vezes também é útil, uma vez que mostra qualquer espasmo muscular. Nos casos relativamente raros, em que o diagnóstico ainda não pode ser feito com o resultado desses exames, há outros exames disponíveis realizados em hospitais. Dentre eles está a medida da quantidade de ácido presente no esôfago e a medida da pressão do esôfago, usando-se tubos especiais passados através do nariz.
>> Tratamento de refluxo
Como em qualquer outra doença, o tratamento do refluxo visa, em primeiro lugar, a eliminação da causa subjacente. Como já foi explicado anteriormente, é importante mudar todos os aspectos do seu estilo de vida que possam estar piorando a situação.
Se você fuma, tome a iniciativa de largar o hábito e faça-o. Fumar torna a queimadura do estômago mais provável e faz mal para a sua saúde em geral.
Perca peso se for necessário - tente fazer exercícios regulares e mudanças adequadas na sua dieta.
Reduza a ingestão de bebidas alcoólicas a um mínimo ou corte de uma vez.
Evite todo o alimento que piore os seus sintomas.
Não encha o seu estômago, e sim coma pouco e mais freqüentemente. Tenha o hábito de sentar-se para comer e alimente-se devagar, mastigando bem os alimentos.
Não use roupas íntimas ou cintos apertados.
Não coma ou beba imediatamente antes de se deitar.
Suspenda a cabeceira da sua cama uns 15 centímetros de forma que você durma numa leve inclinação - isso pode ser feito usando-se listas telefônicas.
Você também pode sentir-se melhor dormindo sobre o seu lado esquerdo.
Evite inclinar o corpo com a cabeça para baixo imediatamente após ter comido.
Para a maioria das pessoas essas mudanças são tudo que é necessário, mas elas não funcionam para todas. De qualquer maneira, se os seus sintomas melhorarem o bastante a ponto de não o incomodarem mais, então você não precisa de outro tratamento.
>> Tratamento médico
Embora o seu médico possa prescrever drogas mais poderosas se for necessário, para a maioria dos casos os sintomas se resolvem com remédios comuns como os antiácidos e os bloqueadores de receptores H2. As drogas mais poderosas estão incluídas em duas grandes categorias: inibidores da bomba de prótons e drogas procinéticas. Ambas necessitam de receita médica.
>> Inibidores da bomba de prótons
Estas são drogas supressoras de ácidos de desenvolvimento recente e incluem, por exemplo, o omeprazol, o lanzoprazol e o pantoprazol. Estas são drogas extremamente poderosas usadas para tratar o refluxo gastroesofágico quando as medidas mais simples não surtem efeito. Elas suprimem a produção de ácido apenas enquanto você as está tomando, de modo que os sintomas do refluxo retornam se o tratamento for interrompido. Isso significa que você vai ter de toma-las por longos períodos sem interrupção, o que aumenta a possibilidade de se manifestarem efeitos colaterais.
O fato de dessas drogas serem relativamente recentes significa que os médicos ainda estão acumulando conhecimentos a respeito delas. Elas causam efeitos colaterais discretos como no caso dos antagonistas dos receptores H2, sonolência, dor de cabeça, erupções cutâneas e possivelmente confusão mental em pessoas de idade.
Entretanto, como os inibidores da bomba de prótons são muito poderosos, eles reduzem o ácido no estômago a quase zero. Isto tem dois efeitos colaterais importantes. Uma das funções do ácido do estômago, como já foi mencionado antes, é ajudar a matar as bactérias presentes nos alimentos ingeridos.
Assim, uma das conseqüências mais comuns da ausência de ácido no estômago é o aumento do risco de uma gastroenterite. Em um individuo saudável normal, isto geralmente não chega a ser um problema (a não ser que ele viaje para o exterior, quando a diarréia dos viajantes é mais comum), mas os muitos idosos e pessoas enfermas podem desenvolver uma gastroenterite severa. Uma outra preocupação com o tratamento a longo prazo com os inibidores da bomba de prótons é que eles acabam por diminuir a espessura da mucosa do estômago (uma condição conhecida pelos médicos como gastrite atrófica).
Se esta condição vai ter alguma conseqüência importante é ainda uma questão debatida pelos médicos. Atualmente, os inibidores da bomba de próton são considerados seguros para o tratamento a longo prazo, mas isso pode vir a mudar no futuro. Uma abordagem sensata é fazer uso deles por longos períodos apenas se for absolutamente necessário.
>> Drogas procinética
O nome "procinética" na realidade significa "ajuda ao movimento" . Essas drogas ajudam a musculatura da parede do estômago a se tornar mais eficiente na prevenção do refluxo gastroesofágico e encorajam o estômago a se esvaziar mais rapidamente. Além disso elas fecham a válvula no topo do estômago, prevenindo o refluxo. Esses dois efeitos são conseguidos pela ação da droga nas terminações nervosas que controlam os músculos do estômago.
Além de desempenhar um papel no tratamento do refluxo, as drogas procinéticas são especialmente úteis para as pessoas com um estômago "ansioso" e às vezes são prescritas para a dispepsia não-ulcerosa, juntamente ou não com outros tratamentos. Essas drogas são de modo geral tomadas regularmente todos os dias e, à semelhança das drogas supressoras de ácido, elas podem precisar ser tomadas a longo prazo.
Exemplos de drogas procinéticas são a metoclopramida, a domperidona e a cisaprida. Essas drogas são geralmente seguras, mas, por causa do seu efeito procinético no intestino, elas podem causar cólica na barriga e diarréia. A metoclopramida não é dada comumente para mulheres jovens e crianças porque podem causar espasmos musculares intensos na face e no pescoço (chamada reação distônica). Este efeito colateral é muito menos freqüente em homens e em mulheres mais velhas.
>> Cirurgias
Antes do advento das poderosas drogas supressoras de ácido, os refluxos gastroesofágicos mais severos eram tratados freqüentemente por meio de cirurgia.
Resumidamente, a operação consta de duas partes. Primeiro o cirurgião, com alguns pontos, diminui o buraco do diafragma, corrigindo dessa maneira a hérnia de hiato. Segundo, ele estreita o esfíncter esofageano inferior usando parte do estômago enrolado em torno de si mesmo como se fosse um cinto.
Antigamente essa era uma grande cirurgia, requerendo vários dias de hospitalização e muitas semanas de licença do trabalho, mas agora ela é realizada através de um pequeno "buraco" na barriga e é muito menos incapacitante. Isto porque, em vez de trabalhar através de uma grande incisão, o cirurgião opera usando endoscópios com a ajuda de câmeras de vídeo, e, portanto, necessita apenas de uma pequena abertura para introdução do instrumento.
O resultado é que o tempo de recuperação após a cirurgia é muito mais curto. Entretanto, a operação pode ser tecnicamente mais difícil de se realizar, principalmente se o paciente é obeso. Com o advento de cirurgia menos trabalhosas e também porque o tratamento clínico do refluxo pode levar muito tempo, a cirurgia para tratar o refluxo está voltando a ser popular.
Contudo, toda cirurgia tem seus riscos e cerca de 15% das pessoas vão ter algum sintoma como seqüela (em particular uma inabilidade de arrotar ou vomitar). Assim, a cirurgia é reservada para aqueles indivíduos que não respondem às drogas ou não podem tomá-las por uma razão ou outra. No caso de se decidir pela cirurgia, o cirurgião vai pedir outros exames para se certificar dos benefícios que você vai obter dessa medida
>> Complicações de refluxo
De maneira geral, as complicações do refluxo gastroesofágico só afetam pessoas que têm sintomas severos e não foram tratadas, especialmente idosos, mas podem também aparecer como primeiro sinal dessa condição. Essas complicações (com ou sem biópsia) e/ou raios-X com bário.
>> Tratamento das complicações
A esofagite pode ser tratada de uma maneira semelhante ao próprio refluxo gastroesofágico. Contudo, os tratamentos tanto do estreitamento esofageano como do esôfago de Barrett não são tão simples.
>> Esofagite
O tratamento da esofagite é muito semelhante àquele do refluxo gastroesofágico não complicado, embora seja provável que se recomende o uso de um inibidor da bomba de prótons por algumas semanas para garantir que o esôfago cicatrize. Uma vez que a esofagite foi curada, ministra-se ao paciente, o tratamento mais simples e menos poderoso (e, portanto, menos perigoso) que seja efetivo para reduzir os sintomas por um longo prazo. Juntamente com modificações na dieta e perda de peso, alguns antiácidos ocasionalmente são tudo que é necessário, na maioria dos casos. Alguns pacientes entretanto, requerem tratamentos mais poderosos e por longos prazos, sob prescrição de seus médicos, como os antagonistas do receptor H2 ou mesmo os inibidores da bomba de prótons.
A seguir, algumas dicas alimentares para evitar o Refluxo:
Alimentos Permitidos
- todas as frutas, com exceção das cítricas. Algumas frutas como mamão, goiaba, pêra e banana podem ser amassadas e usadas para engrossar sucos e outros alimentos;
- arroz
- macarrão sem molho
- pão
- carne magra
- alimentos engrossados
- legumes, etc.
Alimentos contra-indicados
- Frutas cítricas
- Refrigerantes
- Chocolate
- Açúcares concentrados (balas, doces, etc.)
- Iogurtes
- Chás, café
- Salgadinhos
- Produtos de tomate
- Frituras e comidas condimentadas
6:10 AM
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O poder mágico da voz
O que fazer para manter a voz "em dia"????.... Cuidando da sua voz
No início deste ano a Unesp (Universidade do Estado de São Paulo) de Marília divulgou os resultados de uma pesquisa sobre a saúde vocal dos professores. A constatação foi de que 77% dos professores sofrem de algum problema vocal. Grandes parte destes problemas, porém, poderiam ser resolvidos com técnicas vocais adequadas.
Nem sempre isto é fácil, ainda mais se considerarmos as condições educacionais precárias de nosso país, já que na maioria das vezes o professor acaba contando apenas com os recursos do giz e da sua própria voz para ensinar, e em momento algum, durante sua formação, fala-se em saúde vocal. O mais sério nessa história toda é saber que boa parte dos professores não se dá conta de que o tempo e o uso intensivo da voz vão levando-o a sentir ardência, dor na garganta, perda de voz ou rouquidão. Esses sinais podem estar dizendo que alguma coisa está acontecendo e, nesse caso, procurar um médico ou um fonoaudiólogo, é a conduta mais certa.
A voz é produzida por meio do ar que vem dos pulmões e que, ao chegar na laringe, faz as pregas vocais (também popularmente conhecidas como cordas vocais) vibrarem. A laringe fica na região anterior do pescoço, atrás da cartilagem tireóide, que nos homens fica mais visível, e é o chamado pomo de Adão. Na laringe estão as pregas vocais que ficam paralelas ao chão e que se aproximam para produzir o som; quando respiramos elas estão afastadas, mas ao falarmos elas se aproximam e vibram. Na verdade a laringe não é o único órgão responsável pela nossa voz; depois de passar por ela, a voz vai ocupando as cavidades da garganta, da boca e do nariz, que funcionam como alto-falantes, ficando a nossa voz mais encorpada, mais recheada. Se uma dessas cavidades estiver por algum motivo obstruída ou com suas paredes tensionadas, a voz vai ficar diferente.
O que fazer para manter a voz "em dia"?
Primeiro, estar atento para aquilo que você percebe que piora ou melhora a voz. Algumas coisas devem ser evitadas e outras devem ser feitas. O mais importante é saber qual de cada um dos aspectos que vamos abordar de fato prejudica a sua voz, e qual das dicas que vamos dar é aquela que surte melhor efeito.
Vamos falar agora dos aspectos que de uma maneira geral costumam prejudicar a voz e que portanto devem ser observados e evitados.
cigarro e qualquer tipo de droga, além da dependência química, podem trazer alterações nas pregas vocais;
as bebidas alcoólicas atuam como anestésicos, mascarando o abuso vocal;
sprays, pastilhas e os drops também têm efeito anestesiante, causando uma reação apenas imediata de melhora;
as mudanças bruscas de temperatura, quer seja pela ingestão de substâncias muito quentes ou geladas ou pela ação do ambiente, também podem prejudicar a voz;
bebidas à base de cafeína, refrigerantes e comidas pesadas ou condimentadas podem dificultar a digestão, provocando aquela sensação de estar "conversando" o tempo todo com a comida... Na verdade essa "queimação", em alguns casos, pode chegar até as pregas vocais, irritando-as;
no caso de ser alérgico, deve ser dada atenção para o agente responsável pelas crises, pois certamente nesse momento a voz vai também se ressentir; é importante evitar exposição à poeira, gases e cheiros muito fortes;
ao reduzir a umidade relativa, o ar condicionado provoca um ressecamento da mucosa do trato vocal, com prejuízo para a voz.
Volta
Cuidando da sua voz...
Seria importante o professor incorporar no seu dia-a-dia algumas práticas que certamente ajudarão. Das que vamos sugerir é importante perceber aquela que é mais efetiva:
beber bastante água enquanto estiver falando, em temperatura ambiente, durante o dia, de preferência em pequenos goles porque em cada um deles a laringe estará se relaxando;
preocupar-se em manter uma alimentação equilibrada, sem grande número de horas em jejum, mastigando bem cada alimento a ser digerido;
ao sentir necessidade de tossir ou pigarrear, evite isto bebendo água ou deglutindo algumas vezes;
fazer gargarejo suave, com água morna e uma pitadinha de sal; isto ajudará na hidratação da região da garganta;
aproveitar ao despertar ou mesmo durante o dia, para bocejar e espreguiçar; são ações que podem diminuir a tensão da região do pescoço e dos ombros;
aproveitar a hora do banho para fazer alguns exercícios movimentando os ombros e o pescoço sob a água morna; isso pode ser um momento de relaxamento;
ficar atento para os ruídos da sala tais como os de ventilador, retroprojetor ou projetor de slides, ou mesmo dos alunos. Procurar não competir com o ruído externo. Usar microfone se necessário;
falar seguidamente durante muito tempo pode levar a uma fadiga muscular; alternar assim períodos de explanação com outras atividades;
prestar atenção na forma como apaga a lousa; evitando movimentos bruscos e de limpeza do apagador, principalmente os alérgicos; às vezes um perfex ligeiramente úmido pode resolver esse problema;
enquanto estiver falando, manter a postura do corpo ereta, no eixo, porém relaxada, principalmente a cabeça;
sono regular, momentos de lazer e atividades físicas adequadas também contribuem para uma boa produção vocal.
(Matéria retirada do Programa de Estudos Pós-Graduados em Fonoaudiologia /Faculdade de Fonoaudiologia/DERDIC
O GT-VOZ da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo é formado por professores e pesquisadores do Programa de Estudos Pós-Graduados em Fonoaudiologia, da Faculdade de Fonoaudiologia e da Divisão de Educação e Reabilitação dos Distúrbios da Comunicação (DERDIC).
5:58 AM
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O Professor e a Sua Voz
PROFESSOR: UM PROFISSIONAL DA VOZ
O professor é um profissional da voz, ou seja, a voz é seu principal instrumento de trabalho, através do qual transmite ensinamentos.
As conseqüências da falta de conhecimentos e cuidados com a voz podem trazer prejuízos para a saúde vocal, desde alterações quase imperceptíveis auditivamente, até alterações vocais severas, muitas vezes impedindo que o professor continue na regência.
Uma produção vocal alterada pode reduzir a integibilidade da fala, além de criar no ouvinte, um impacto negativo e certo incômodo, resultando, então, em problemas na relação do professor com os alunos, bem como sociais, emocionais e econômicos.
O PORQUÊ DESTA CARTILHA
O objetivo principal desta cartilha é fazer com que o professor compreenda o mecanismo da produção de sua voz e como cuidar melhor dela. Sendo assim, deseja-se que o professor continue a lecionar, durante muitos anos, com uma voz sadia ou, pelo menos, sem agravamento das alterações por ventura já existentes, as quais podem levá-lo a abandonar precocemente a regência.
A SUPERINTENDÊNCIA CENTRAL DE SAÚDE DO SERVIDOR
E A FONOAUDIOLOGIA
A atividade fonoaudiológica, na Superintendência Central de Saúde do Servidor, é pioneira e nasceu devido à alta demanda de professores com alterações vocais e da necessidade de diminuir esta demanda através de programas de SAÚDE VOCAL.
O QUE É A VOZ?
Para podermos entender o que é a voz temos que, ao mesmo tempo, entender como ela é produzida.
Quando apenas respiramos silenciosamente, as pregas vocais encontram-se afastadas de tal forma que permita a livre passagem do ar durante a inspiração e a expiração. Para que haja a produção da voz, as pregas vocais se aproximam e começam a vibrar devido a força provocada pela passagem do ar vindo dos pulmões, durante a expiração. Porém, o som produzido na laringe é de fraca intensidade, esse precisa percorrer certos espaços, chamados cavidades de ressonância, para que seja amplificado. Essas cavidades são, além da própria laringe, o tórax, a faringe, a boca, o nariz e os seios paranasais.
A fala é a articulação dos sons por meio dos movimentos dos lábios, língua, mandíbula, palato mole (parte mole do céu da boca), além de contatos com os dentes e palato duro (parte dura do céu da boca). Para que a mensagem seja clara, é preciso além de uma voz saudável, uma articulação com movimentos precisos e velocidade adequada, altura, intensidade e entonação satisfatórias.
O QUE É UMA DISFONIA?
De acordo com Tarneaud (1941), "disfonia é a dificuldade na emissão da voz com suas características naturais".
ALGUMAS PATOLOGIAS QUE COMUMENTE ACOMETEM AS PREGAS VOCAIS DOS PROFESSORES
Nódulos: conhecidos também como "calos vocais", os nódulos são crescimentos benígnos localizados, quase sempre, nas duas pregas vocais. O tratamento é na maioria das vezes, fonoterápico, podendo em alguns casos ser cirúrgico, seguido de fonoterapia. Os principais sintomas vocais são: rouquidão e soprosidade.
Pólipos: os pólipos, assim como os nódulos, são lesões benígnas que se originam do abuso da voz. Muitas vezes, são decorrentes de um único evento vocal, como gritar em uma partida de futebol. Pode também ser decorrente de agentes irritantes, alergias, infecções agudas, etc. O tratamento, normalmente é cirúrgico seguido de fonoterapia. Os principais sintomas vocais são rouquidão, aspereza ou soprosidade.
Edema de Reinke: as pregas vocais mostram-se inchadas ao longo de toda a sua extensão. A principal causa é o fumo, mas o uso abusivo e excessivo da voz é o mais importante fator associado. O principal sintoma vocal é a rouquidão. Muitas mulheres podem ter suas vozes confundidas com as de homem, principalmente, ao telefone.
Cisto: são lesões benígnas que se parecem com pequenas esferas nas margens das pregas vocais. Geralmente são congênitos (nasce com ele). Podem ser decorrentes do bloqueio de um ducto glandular da mucosa cordal, no qual há retenção de muco, principalmente após abusos vocais. O tratamento, geralmente, é cirúrgico. O principal sintoma vocal é a rouquidão.
(Todas as figuras exibidas acima foram retiradas do livro Larynx, Ed. Inpharzam Medical Publications)
5:45 AM
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APARELHO FONADOR
O ser humano não possui nenhum aparelho destinado exclusivamente à produção do som. A laringe aparece na escala animal para proteger o aparelho respiratório contra a entrada de sólidos ou líquidos que podem causar asfixia.
O APARELHO FONADOR É FORMADO POR:
Um sistema produtor de coluna de ar, constituído pela caixa torácica, pulmões e toda a musculatura envolvida, principalmente o diafragma;
Um sistema vibrador, constituído pela laringe, onde se encontram as pregas vocais. Qualquer sensação de esforço, de ardência e de contração para falar pode ser prova de uma má utilização dos órgãos vocais e/ou sinal de que algo não vai bem com eles;
Um sistema condutor de ar, constituído pela traquéia que une os pulmões à laringe;
Um sistema ressoador, constituído pelo tórax, faringe, boca, nariz, seios paranasais e pela própria laringe.
Um sistema articulador, constituído pela língua, lábios, palato duro e palato mole (Céu da boca), mandíbula e dentes;
Um sistema nervoso, responsável pela decodificação do que nos é dito e codificação do que vamos dizer, compreender e expressar, escutar e falar.
Produção do som:
O ar inpirado passa pelas cordas vocais em posição aberta, enchendo os pulmões. Na expiração é que ocorre a fonação. O ar é aspirado pelos pulmões passa pelas cordas vocais em posição fechada .
As cavidades de ressonância têm um papel fundamental na produção do som, pois nelas é que ocorrem as modificações do som fundamental produzido na laringe. Comparando a um instrumento, poderíamos dizer que as cavidades de ressonância da voz funcionam como a caixa de um violão. Nada adiantaria vibrar-mos as cordas de um instrumento isoladamente, pois produziria um som "pobre".
OBS: O nome correto para "cordas vocais" é "pregas vocais", pois não se tratam de cordas, mas sim de pregas musculares.
4:04 AM
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POSTURA CORPORAL PARA IMPOSTAR A VOZ
Uma boa postura é fundamental para uma boa produção vocal. O que consiste ter boa postura? Bem, cuidar da postura é fazer com que a sustentação e o equilíbrio do nosso corpo esteja de acordo com as leis da gravidade.
É importante observar-mos que os desequilíbrios posturais variam de pessoa para pessoa. Algumas possuem um exagero postural, mantendo-se com os ombros extremamente abertos, o peito empinado para frente e a cabeça muito erguida, tensionando o pescoço. Se olharmos essas pessoas de lado possuem uma lordose nas costas como se fossem envergar para trás. Essas pessoas tendem a respirar mais na parte alta do pulmão.
Já outras pessoas possuem desequilíbrio inverso. Ombros muito caídos, peito fechado, como se fossem envergar para frente.
Ambas as posturas são incorretas. Devemos procurar manter um equilíbrio de forma a sentir "o peso do nosso corpo entre os dois pés, observando em seguida um encaixe perfeito da cintura pélvica ( quadril), em equilíbrio com a cintura escapular ( ombro) e mantendo um ângulo de 90% para o queixo, podemos aproximar-nos de uma figura em equilíbrio."
Os ombros devem estar relaxados, a cabeça reta, a fisionomia natural sem rigidez nem contração, a boca moderadamente aberta, os lábios apoiados diante dos dentes. A mandíbula não deve estra rígida. Todo o instrumento vocal deve dar a sensação de flexibilidade muscular. Não deve haver nenhuma contração dos musculos vocais no torax, colo, laringe, garganta e boca. A ressonância correta e plena da voz se produzirá com a diminuição e equilíbrio dos esforços musculares. O corpo deve estar ereto mas sem rigidez, com a sensação de calma. Deve-se evitar o movimento do corpo, buscando apoio em ambas as pernas alternadamente. Evitar o movimento nervoso das maõs e dos dedos, assim como os gestos exagerados ou muito forçados.
A atitude normal do rosto deve ser sorridente. O sorriso, por um efeito reflexo, permite uma ampliação das cavidades de ressonância. Para isso pode ser útil fazer os vocalises diante de um espelho para observar e controlar as tensões desnecessárias."
A atitude básica para o equilíbrio do corpo e, consequentemente, para a emissão da voz, é a seguinte:
Pés: Confortavelmente. O peso do corpo deverá estar igualmente distribuído pela borda externa dos pés pelo metatarso.
Músculos: Relaxados.
Cintura pélvica: Suspensa sobre o diafrágma psra manter a energia do som.
Cabeça: Ereta. Bem equilibrada na cintura escapular.
Cintura escapular: Deve permanecer descontraída.
Linha da cabeça: A cabeça deve manter uma linha de como se estivesse suspensa por um "fio de cabelo" na parte do redemoinho, isto é, no centro, como se fosse a continuação das vértebras cervicais.
4:00 AM
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Saúde e Higiene Vocal
Desde o início do século já existia uma preocupação com a Saúde e Higiene da Voz. O primeiro livro onde encontramos ouvir falar deste assunto no Brasil foi "Higiene na Arte, Estudo da Voz no Canto e na Oratória", escrito pelo médico , Francisco Eiras, datado de 1901.
O Que é Higiene Vocal?
"São algumas normas básicas que auxiliam a preservar a saúde vocal e a prevenir o aparecimento de alterações e doenças".
A quem é dirigido este assunto?
Dirigem-se a todas as pessoas, Devem ser seguidas por todos, principalmente por aqueles que se utilizam mais da voz ou que apresentam tendência a alterações vocais". Esses são chamados os profissionais da voz: professores, atores, cantores, locutores, advogados, telefonistas, pastores, políticos, entre outros. Entretanto, muitas das atividades verbais utilizadas por eles são incompatíveis com a Saúde Vocal, podendo danificar os delicados tecidos da laringe e produzir um distúrbio vocal decorrente do abuso ou mal uso da voz". É alarmante o fato de quase não haver, nas universidades, uma preocupação em preparar estes profissionais para lidar com a voz no seu dia-a-dia, já que ela é parte fundamental como instrumento de trabalho.
Quais as consequências dos abusos vocais?
"Dentre as alterações orgânicas mais freqüentemente observadas nestes profissionais, encontramos os nódulos vocais ( nodulações semelhantes a calos) e edemas ( inchaço das pregas vocais)".
Quem pode tratar dos problemas da voz?
Médico Otorrinolaringologista e Fonoaudióloga somente.
EXAME MÉDICO DAS CORDAS VOCAIS Laringoscopia
O médico otorrinolaringologista é quem pode diagnosticar possíveis problemas no aparelho fonador.
A partir de seu diagnóstico se necessário, o fonoaudiólogo, que trabalha juntamente com o otorrinolaringologista, fará a correção de possíveis problemas através de exercícios e condutas.
Algumas formas de abuso vocal:
Cantar sem suporte respiratório;
Falar com golpes de glote;
Tossir ou pigarrear excessivamente;
Falar em ambientes ruidosos ou abertos;
Utilizar tom grave ou agudo demais;
Falar excessivamente durante quadros gripais ou crises alérgicas;
Praticar exercícios fisicos falando;
Fumar ou falar muito em ambientes de fumantes;
Utilizar álcool em exesso;
Falar abusivamente em período pré-menstrual;
Falar demasiadamente;
Rir alto;
Falar muito após ingerir grandes quantidades de aspirinas, calmantes ou diuréticos;
Discutir com freqüencia;
Cantar inadequada ou abusivamente ou, ainda, participar de corais e cantar em vários estilos musicais;
Presença de refluxo gastroesofágico, altamente irritante às pregas vocais ( o refluxo gastroesofágico é decorrente de disfunções estomacais, responsáveis pela liberação de ácido péptico, que em algumas situações pode banhar as pregas vocais, agredindo-as).
Isso é para todos?
"A voz deve ser sempre pensada em relação à saúde geral do paciente, em relação ao seu corpo todo, ao seu estado de saúde geral. Todo o sistema corporal afeta a voz; todo o corpo colabora na produção da voz. As condições ideais para uma boa produção vocal adequada correspondem a um estado de saúde geral dentro das melhores condições possíveis. Portanto, deve-se pensar não apenas nos aspectos que prejudicam as pregas vocais, mas sim no trato vocal integrado na saúde geral de cada paciente. Desta forma, podemos pensar que, apesar de as orientações serem gerais, as necessidades, assimilações e repercussões são absolutamente singulares. Por exemplo: o gelado, geralmente, prejudica a voz, mas a quantidade e a forma deste prejuíso se manifestam diferentemente em cada pessoa, dependendo do momento e da maneira em que este abuso foi cometido. As reações do corpo humano são únicas e dependem de cada indivíduo em cada momento."
3:57 AM
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REGRAS DE HIGIENE VOCAL
HIDRATAÇÃO:
UMA GRANDE ALIADA DO PROFESSOR!
A hidratação do professor é excelente para uma boa saúde vocal, pois evita ou diminui bastante a quantidade de muco viscoso e a sensação de garganta seca. Há duas formas de hidratação das pregas vocais: uma direta e outra indireta. Na forma indireta, o líquido não irá banhar diretamente as pregas vocais, uma vez que estas se encontram na laringe e o líquido irá passar através da faringe e esôfago com destino ao estômago. O líquido irá hidratar as pregas vocais através do sangue. Já a hidratação direta, pode ser feita inalando vapor d¿água pelo nariz e pela boca através de um recipiente com água quente; através de vaporizador ou vapor d¿água durante o banho e em sauna úmida. A hidratação indireta é mais prática e eficaz.
RECOMENDAÇÃO: deve-se beber de 8 a 10 copos de água por dia (média de 2 litros) em pequenos goles, uma vez que cada gole relaxa a laringe. Para você saber como está a hidratação do seu corpo, basta observar a cor da urina que deve ser o mais clara possível, praticamente transparente.
ÁGUA!!!
GRITAR
O grito provoca uma forte adução (fechamento com impacto ) das pregas vocais e o ar chega a passar até a velocidade de 80Km/h, o que pode ocasionar hemorragias.
RECOMENDAÇÃO: o grito deve ser reservado à situações de sobrevivência ou por outro motivo que seja, realmente inevitável. Deve-se tomar o cuidado para não converter o grito em uma atividade de rotina. Evite também falar alto, muito e rápido demais, pois também provocam aumento de tensão em algumas estruturas do aparelho fonador.
PIGARREAR OU "RASPAR" A GARGANTA E A TOSSE
O Pigarro e a tosse ocasionais não devem causar preocupações. É quando esses comportamentos se tornam excessivos e habituais que podem ser abusivos. O Pigarro persistente com muco viscoso pode ser sinal de infecções respiratórias , reação à drogas, tratamento com radiação e hidratação insuficiente. O ato de pigarrear dá uma sensação momentânea de que se eliminou um corpo estranho das pregas vocais, resultando em certo alívio. Tal gesto é muito agressivo para as pregas vocais. É também muito comum "raspar" a garganta sem ter secreção, apenas por hábito, neste caso, deve-se fazer um trabalho de autocontrole do vício. O pigarro também tem importância na lubrificação e proteção da laringe.
RECOMENDAÇÃO: quando estiver com vontade de pigarrear, faça uma inspiração profunda e depois degluta (engula) a secreção com a própria saliva ou ingerir líquidos à temperatura ambiente. Se o pigarro for excessivo e persistente, procure um médico.
A tosse também pode se tornar um ato agressivo para as pregas vocais, como já foi falado no início deste item. Quando com secreção, tem ação expectorante. Já tosse seca pode ser devida a defesa da laringe contra corpos estranhos, que possam tentar passar por ela; alergia, irritação, pouca hidratação, e ação de algum medicamento.
RECOMENDAÇÃO: tanto a tosse seca como a tosse com catarro devem ser tratadas por um médico, principalmente, se for persistente. Há pessoas apenas com o hábito de tossir, assim como o de pigarrear, apenas por mau hábito, sem nenhuma causa clínica. Estas pessoas devem fazer um trabalho de autocontrole do vício.
COMPETIÇÃO SONORA
É uma tendência natural aumentarmos a intensidade vocal quando em ambiente ruidoso, como no trânsito, em escolas, em festas, em casas noturnas, etc.
RECOMENDAÇÃO: Deve-se procurar manter a voz num tom o mais habitual possível, apesar do ruído ambiental. É indicado articular os sons com mais precisão, falar mais próximo do ouvinte, gesticular e afastar a fonte do ruído (ex: caixas de som, fechar a janela). Deve-se evitar cochichar e sussurrar, pois isso, provoca tensão, principalmente em nível de laringe.
O FUMO
O fumo possui um agente agressor chamado alcatrão que tem propriedades irritativas e cancerígenas. A quantidade de cigarros é relativa, dependendo da predisposição genética, o indivíduo pode, mesmo com um uso moderado do fumo, ter laringites crônicas e câncer de laringe e de pulmão, dentre outras alterações. No momento em que se traga, a fumaça quente agride todo o sistema respiratório e, principalmente, as pregas vocais. Consequentemente, pode causar aumento de secreção, uma vez que a fumaça altera o movimento ciliar da mucosa que envolve o músculo das pregas vocais reagindo com aumento da produção de muco (secreção). O pigarro e a tosse advêm deste aumento de secreção, além da irritação e edema. O uso do cigarro é um dos principais causadores do câncer de laringe e de pulmão. As pessoas não fumantes que ficam expostas à fumaça do cigarro também podem apresentar riscos à saúde.
RECOMENDAÇÃO: fumar é prejudicial à saúde! Falar em parar de fumar pode ser fácil; difícil é conseguir eliminar o vício. Deve-se tentar acabar com ele totalmente ou, pelo menos, diminuir bastante o vício. Os fumantes devem procurar, sempre que possível, ajuda psicoterápica e/ou medicamentosa, sendo a última apenas sob prescrição médica.
O ÁLCOOL
As bebidas alcoólicas podem causar irritação do aparelho fonador semelhante à produzida pelo cigarro. As bebidas alcoólicas podem ser: destiladas (pinga, uísque, vódca, conhaque, etc.) e fermentadas (cerveja, vinho, champanhe etc.). Estas últimas são menos irritativas, mas tudo vai depender da quantidade e da freqüência do hábito. A associação do fumo e do álcool aumentam as chances de câncer de laringe e de pulmão. Muitas pessoas utilizam o álcool como forma de melhorar os desempenho vocal, na verdade, esta sensação de melhora é devida à ação anestésica e vasodilatadora, induzindo a abusos vocais. O uso do álcool social não traz prejuízos para a voz, mas o uso contínuo, como no alcoolismo, leva, muitas vezes, a laringites e câncer de laringe.
RECOMENDAÇÃO: deve ser evitado ou usado de forma moderada (socialmente). De preferência, optar pelas bebidas fermentadas, por serem menos irritativas do que as destiladas. Não utilizar o álcool como alternativa para melhorar o desempenho vocal.
CRENÇAS POLULARES ENTRE OS PROFESSORES
É comum o uso de pastilhas, sprays, gengibre, gargarejos, própolis etc. O efeito destes servem, basicamente, para aliviar o incômodo proveniente da garganta, mas não solucionam o problema. Certas pastilhas e sprays podem conter antibióticos e provocar mudanças na flora normal da cavidade bucal, bem como reações alérgicas e irritação. O efeito anestésico causado pode levar a abusos vocais inconscientes, devido a diminuição da sensibilidade.
RECOMENDAÇÃO: Procure um médico ou fonoaudiólogo para receber orientações.
AUTO-MEDICAÇÃO
A auto medicação deve ser evitada, uma vez que as respostas individuais são as mais diversas. O que for bom para o seu amigo não significa que vá ser bom para você também. Ao contrário, a sua saúde pode sofrer conseqüências desagradáveis. O fato de muitos remédios serem vendidos sem receita médica, não significa que não tenham efeitos colaterais.
RECOMENDAÇÃO: utilizar medicamentos somente sob prescrição médica.(analgésicos, descongestionantes nasais e orais, anti-histamínicos, tranqüilizantes, remédios para dormir etc.).
ALIMENTAÇÃO
De um modo geral devemos compor o nosso cardápio com um consumo elevado de carboidratos (grãos, vegetais, legumes e frutas), baixos níveis de gorduras e muitas fibras. As proteínas dão força e vigor ao tono muscular.
RECOMENDAÇÃO: Antes do uso profissional da voz, evite comer alimentos pesados e muito condimentados, pois eles lentificam a digestão e dificultam a movimentação livre do diafragma, músculo essencial para a respiração. Os achocolatados, o leite e seus derivados, aumentam e engrossam a saliva. Evite a ingestão de alimentos muito gelados, quando acontecer, procure deixá-los um pouco na boca para esquentá-los e só depois engoli-los; os alimentos muito quentes devem ser esfriados um pouco. Tanto os alimentos muito gelados ou muito quentes podem causar choque térmico na musculatura da faringe e em regiões próximas, causando edema e aumento de secreção. Os alimentos devem ser bem mastigados para promover o relaxamento, principalmente da musculatura da mandíbula, tão importante para a articulação. A maçã por sua característica adstringente, auxilia na limpeza da boca e da faringe. As frutas cítricas e/ou seus sucos sem ou com pouco açúcar, principalmente de laranja e de limão, atuam na absorção do excesso de secreção. A voz despende um grande gasto de energia, por isso, não se deve falar ou cantar demasiadamente em jejum.
O contrário também é verdadeiro, não se deve comer muito, pouco tempo antes da utilização da voz profissionalmente.
REFLUXO GASTRO-ESOFÁGICO
O nome do ácido utilizado pelo estômago na digestão dos alimentos é o ácido gástrico. Quando este retorna para o esôfago e deste para as porções mais altas da faringe e laringe, atua como irritante local. Alguns dos sintomas são: azia ou queimação, sensação de corpo estranho na garganta, rouquidão, necessidade constante de pigarrear, e às vezes dor. A principal causa e/ou agravante é ingestão de alimentos muito gordurosos, e condimentados, bebidas como chá preto, bebidas alcoólicas e gasosas, coca-cola, chocolates, leite e derivados etc; além de fatores psicoemocionais.
RECOMENDAÇÃO: ingerir com moderação os alimentos descritos, principalmente se você tem tendência a azia. É interessante elevar a cabeceira da cama, o que pode ser feito com um pedaço de tijolo ou madeira sob os pés da mesma. Evitar dormir, logo depois de comer, esperar a digestão por, aproximadamente, 2 horas. Procurar orientação médica sempre que tiver alguns dos sintomas acima mencionados.
AR CONDICIONADO
O ar condicionado provoca uma irritação na mucosa das pregas vocais, pois, diminui a umidade relativa do ar, deixando-o mais seco.
RECOMENDAÇÃO: caso o ar condicionado seja inevitável, recomenda-se beber bastante água à temperatura ambiente. O mesmo acontece com os aquecedores, que também ressecam o ar. Neste último caso, pequenos vasilhames de água auxiliam na melhora da umidade relativa do ar.
ALERGIAS
Em se tratando de voz, as alergias de maior interesse são as que se manifestam nas vias respiratórias tais como: bronquite, asma, laringite e rinite. Esses tipos de alergias têm uma tendência a provocar edema das mucosas respiratórias o que dificulta a livre movimentação das pregas vocais.
RECOMENDAÇÃO: os professores alérgicos devem evitar substâncias ou situações que desencadeiam as suas crises, particularmente, mofo, poeira, perfumes fortes, agasalhos, carpetes, etc. Não falar muito durante quadros alérgicos que acometem as vias respiratórias e também nos quadros de faringite e sinusite. Beber bastante líquido de preferência água. O acompanhamento com o médico é importante.
VARIAÇÃO DE TEMPERATURA
As mudanças bruscas de temperatura podem resultar em choque térmico em partes do aparelho fonador. Tomar ou comer muito gelado ou muito quente e respirar o ar muito frio ou muito quente, geram uma mudança vascular que pode levar momentaneamente, a uma baixa na imunidade, causando edemas nas mucosas, aumento na secreção de muco ou até processos inflamatórios.
RECOMENDAÇÃO: evitar variações bruscas de temperatura, sempre que for possível.
ESPORTE
O esporte faz bem para a saúde do organismo de uma maneira geral, mas em se tratando de voz, algumas modalidades não são proibidas, e sim umas mais e outras menos indicadas. Dentre as mais indicadas encontram-se a caminhada e a natação, uma vez que favorecem a circulação e a respiração. Atividades de alongamento e meditação também são indicadas. Já o tênis, a musculação e o judô, por exemplo, são menos indicados pelo fato de causar grandes tensões na região abdominal, no pescoço, nas costas, nos ombros e no tórax. Evite falar ou cantar durante as atividades físicas, pois a musculatura estando mais rígida, devido ao esforço físico, está imprópria para a fonação.
RECOMENDAÇÃO: dê preferência a esportes que não sobrecarreguem a musculatura e, principalmente, não fale e nem cante durante as atividades físicas.
REPOUSO CORPORAL E VOCAL
O nosso corpo precisa descansar e uma das melhores formas é através do sono. Depois de poucas horas de sono ou de uma noite mal dormida, a articulação se torna imprecisa e com velocidade mais lenta. A laringe também diminuí a sua movimentação, dando à voz um padrão monótono. Já a altura grave, característica da voz matinal, é considerado, muitas vezes, normal devido ao edema fisiológico que se forma. Quando acordamos, o edema se desfaz e a voz volta ao seu timbre habitual. A voz grave deixa de ser normal quando há alguma patologia instalada. Assim como o nosso corpo a voz precisa descansar, ou seja, as pregas vocais são também músculos que se cansam depois do uso contínuo e prolongado da voz.
RECOMENDAÇÃO: procurar ter uma noite bem dormida, de preferência por 8 horas. A posição mais indicada para a coluna vertebral é a deitada de lado. Evite dormir de bruços pois, esta posição sobrecarrega os músculos do pescoço e gera tensão na coluna vertebral. Além do repouso corporal, propriamente dito, o repouso vocal relativo (com uso limitado da fala e diminuição da intensidade) ou absoluto também são importantes, principalmente, depois do uso contínuo e prolongado da voz. O repouso vocal absoluto é primordial em quadros de gripes severas, laringites agudas infecciosas e pós-operatórios de lesões da laringe.
VESTUÁRIO
A laringe, órgão onde se encontram as pregas vocais, juntamente com o diafragma, que é um importante músculo da respiração, devem movimentar-se livremente. Do contrário, haverá dificuldades na emissão vocal. Alguns tipos de tecidos podem provocar alergias.
RECOMENDAÇÃO: evitar o uso de roupas e adereços apertados no pescoço, pois dificultam a movimentação da laringe, (lenços, gravatas, colares etc.) e na região abdominal, uma vez que podem comprimir o diafragma, (cintos apertados, roupas com o cós muito justo etc.). Do contrário, a emissão vocal pode ficar prejudicada.
3:54 AM
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Tuesday, February 10, 2004
ADOLESCENTES
TRANSTORNOS NA ADOLESCÊNCIA
A Adolescência é um período de intensas atividades e transformações na vida mental do indivíduo, o que, por si só, leva a diversas manifestações de comportamento que podem ser interpretadas por leigos como sendo doença. Assim sendo, muitas das manifestações ditas normais da adolescência podem se confundir com doenças mentais ou comportamentos inadequados.
Exemplo disso é o uso de drogas, que pode constituir-se em um caso de dependência, mas também pode constituir-se em um simples comportamento de experimentação da vida. Temos de ter o cuidado inicialmente de avaliar bem o comportamento de um adolescente, antes de se garantir a existência ou não de um transtorno mental. Para tanto é necessário se conhecer um pouco a cerca do que chamamos de"adolescência normal".
Adolescência Normal
A adolescência é a fase da vida em que a pessoa se descobre como indivíduo separado dos pais. Isso gera um sentimento de curiosidade e euforia, porém também gera sentimentos de medo e inadequação. Um adolescente está descobrindo o que é ser adulto, mas não está plenamente pronto para exercer as atividades e assumir as responsabilidades de ser adulto. Assim sendo ele procura exemplos, de pessoas próximas ou não - ídolos artísticos ou esportivos, entre outros - para construir seu caráter e seu comportamento.
Também é visível a necessidade do adolescente de contrariar a vontade ou as idéias dos pais. Esse comportamento opositor aos pais acontece em decorrência da necessidade do adolescente de separar-se dos pais, ser diferente deles, para construir sua própria identidade como pessoa. Ao mesmo tempo, o adolescente pode não se ver capaz ainda de se separar desses pais, gerando então nele um sentimento de medo. De um lado a necessidade de separar-se dos pais para ser um indivíduo diferente e de outro lado a dificuldade de assumir a posição adulta (com suas responsabilidades e desejos) levam o adolescente a uma fase de intensa confusão de sentimentos, com uma constante mudança de opiniões e metas, e com um comportamento bastante impulsivo.
Embora haja grande quantidade de conhecimento existente hoje sobre esse assunto, é necessário
alertar que muitos dos comportamentos atípicos manifestados pelos adolescentes podem apenas ser uma busca por sua identidade, e não uma doença mental específica.
Cabe também lembrar que muitas vezes os adolescentes necessitam de ajuda profissional nesse processo de "ser adulto", o qual, mesmo não se constituindo em doença mental, pode constituir-se em sofrimento para o adolescente, podendo ele beneficiar-se, e muito, de intervenções psicológicas.
Dentre os transtornos mais comuns vistos na adolescência, destacam-se os seguintes:
Transtornos do Humor
É o grupo onde se incluem as doenças depressivas, de certo modo comuns na adolescência, acompanhadas das mais diversas manifestações. Podem apresentar humor deprimido (tristeza) acentuado ou irritabilidade (que por si só pode ser manifestação normal da adolescência), perda de interesse ou prazer em suas atividades, perda ou ganho de peso, insônia ou excesso de sono e abuso de substâncias psicoativas (mais comumente álcool, porém até outras drogas). O tratamento desses transtornos envolve o uso de fármacos (antidepressivos), associados a psicoterapia.
Transtornos Alimentares
Onde se incluem a Bulimia (ataques de "comer" compulsivo seguidos, muitas vezes, do ato de vomitar) e Anorexia (diminuição intensa da ingesta de alimentos). A pessoa demonstra um "pavor" de engordar, tomando atitudes exageradas ou não necessárias para emagrecer, mantendo peso muito abaixo do esperado para ela. O tratamento desses transtornos envolve uma equipe multidisciplinar (psiquiatra, nutricionista), fármacos antidepressivos e psicoterapia, necessitando em alguns casos de intervenções na família.
Transtornos do Uso de Substâncias Psicoativas
O uso de drogas, como é conhecido, é um tipo de alteração de comportamento bastante visto na adolescência. A dependência de drogas, que é o transtorno mais grave desse grupo, manifesta-se pelo uso da substância associado a uma necessidade intensa de ter a droga, ausência de prazer nas atividades sem a droga e busca incessante da droga, muitas vezes envolvendo-se em situações ilegais ou de risco para se conseguir a mesma (roubo e tráfico). O tratamento envolve psicoterapia, educação familiar e alguns fármacos, por vezes necessitando internação hospitalar.
Transtornos de Conduta
Caracterizam-se por comportamentos repetitivos de contrariedade a normas e padrões sociais, conduta agressiva e desafiadora. Constitui-se em atitudes graves, sendo mais do que rebeldia adolescente e travessuras infantis normais. Essas pessoas envolvem-se em situações de ilegalidade e violações do direito de outras pessoas. Aparecem roubos, destruição de patrimônio alheio, brigas, crueldade e desobediência intensa como algumas das manifestações. O tratamento envolve basicamente psicoterapia, podendo-se utilizar alguns fármacos no controle da impulsividade desses pacientes. São transtornos de difícil manejo, e muitas vezes necessitam de intervenções familiares e sociais.
Transtornos de Ansiedade
Pessoas que vivem com um grau muito intenso de ansiedade, chegando a ter prejuízos no seu funcionamento, por exemplo social, em decorrência dessa ansiedade. Pode aparecer na adolescência sob a forma de ansiedade de separação, geralmente dos pais, aparecendo em adolescentes que não conseguem manter atividades sem a presença dos mesmos. São extremamente tímidos, e muitas vezes, não conseguem obter prazer em quase nenhuma atividade fora de casa. O tratamento envolve basicamente psicoterapia, podendo-se recorrer a alguns fármacos como coadjuvantes.
Transtornos Psicóticos
Nessa fase da vida muitos transtornos psicóticos, por exemplo a esquizofrenia, iniciam suas manifestações. Esses transtornos são graves, muitas vezes necessitam internação hospitalar e são caracterizados por comportamentos e pensamentos muito bizarros e distorcidos frente a realidade. O tratamento baseia-se em psicoterapia de apoio e fármacos antipsicóticos. São transtornos, em sua maioria, cronificantes, principalmente se não tratados.
Suicídio na Adolescência
Muitos transtornos da adolescência podem se manifestar com comportamento suicida. Tentativas ou ameaças de suicídio podem aparecer. Alguns comportamentos de exposição e risco (dirigir em alta velocidade ou embriagado, envolvimento em brigas ou em atividades de risco, entre outras) também podem ser sinais de comportamento suicida na adolescência, mesmo sem a manifestação explícita dessa intenção.
Cuidados a tomar na Avaliação Diagnóstica
São muitas as possibilidades de transtornos mentais nessa fase da vida, mas todas as situações devem ser muito bem avaliadas antes de se fechar um diagnóstico, principalmente na adolescência. Além das dificuldades pessoais dos adolescentes e de sua intensa modificação corporal e mental, o que por si só já pode gerar comportamentos e sentimentos de inadequação, suas atitudes podem ainda refletir problemáticas familiares. Assim sendo, sem uma devida avaliação do adolescente é, no mínimo imprudente, caracterizá-lo como tendo uma doença mental específica. Somente um profissional habilitado pode dar com precisão o diagnóstico e tratamentos adequados a cada caso.
5:20 AM
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ATM / ARTICULAÇÃO TÊMPORO-MANDIBULAR
PROBLEMAS NA ARTICULAÇÃO TEMPOROMANDIBULAR
Sinônimos = problemas na mandíbula, problemas no "carrinho".
O ato de mastigar não é tão simples quanto nos parece!
Vários grupos musculares, ligamentos, articulações, ossos e as arcadas dentárias são responsáveis pela coordenada e harmônica abertura e fechamento da mandíbula.
O desequilíbrio dessa harmonia acarreta sinais e sintomas que são chamados de síndrome da articulação têmporo-mandibular (SATM) e devem ser tratados adequadamente para cada causa específica.
O que causa a SATM ?
Os pacientes apresentam sinais e sintomas semelhantes, porém podem sofrer de doenças distintas, requerendo tratamentos específicos.
Algumas das doenças que geram síndrome da articulação têmporo-mandibular (SATM) são aquelas que alteram:
-músculos faciais, espasmos nos músculos mastigatórios desencadeados por tensão ou estresse, artrites ou fixações na articulação têmporo-mandibular, traumatismos na mandíbula, má oclusão dentária (mordida com defeitos), bruxismo (ranger dos dentes ao dormir), tumores e problemas de crescimento na mandíbula.
Cada um desses sintomas requer tratamento diferente.
Sintomas:
Os sintomas de síndrome da articulação têmporo-mandibular (SATM) são:
-Dor ao morder, bocejar ou abrir a boca amplamente.
-Dificuldade para abrir totalmente a boca (contraturas musculares, calcificações articulares).
-Estalido, rangido ou raspado ao morder.
-Sensação de mordida desalinhada, torta, cruzada.
-Dor irradiada para qualquer local da face, ouvido, pescoço ou nuca.
-Cefaléia (dores de cabeça) freqüentes.
Como se faz o diagnóstico?
O médico ou cirurgião dentista palpa, observa e ouve a movimentação da mandíbula; sente o estado das articulações, dos músculos, dos ligamentos, a oclusão dos dentes (a mordida e correta coaptação das arcadas dentárias superiores e inferiores).
Examina estudos radiológicos da mandíbula e da movimentação da articulação em estágios variados (abertura total, média e fechamento total).
Tratamento:
-Medicamento somente por indicação médica.
-Inicialmente, na fase aguda, devemos ingerir analgésicos e colocar bolsas de água quente na região afetada.
-Evitar dietas que necessitem mastigar muito (carnes) ou abrir muito a boca (maçãs inteiras, por exemplo). Realizar massagens na região dolorosa.
-O cirurgião dentista desenvolverá uma placa oclusal dentária para relaxamento dos músculos e na tentativa de evitar o bruxismo. O mesmo profissional realizará a terapia oclusal (ajuste da mordida).
-Para um pequeno número de pacientes que não melhoram com essas medidas usuais, medicações analgésicas poderosas (inclusive narcóticos) são empregadas. Contudo, o uso de narcóticos pode induzir ao vício!
-Alguns pacientes necessitam de antidepressivos ou anticonvulsivantes.
-A cirurgia da articulação têmporo-mandibular, embora benéfica em alguns casos, ainda é controversa.
4:44 AM
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DOR DE OUVIDO
A dor de ouvido (otalgia) pode ser causada por doenças no próprio ouvido (causa otológica) ou por doenças e/ou distúrbios em outras estruturas orgânicas próximas ou mais distantes do ouvido (causa não otológica).
As dores de ouvido de causa otológica são:
a otite externa aguda,
a otite média aguda
os tumores de ouvido.
O que é otite externa aguda?
A otite externa aguda é uma infecção na pele do canal do ouvido causada por vários tipos de germes ou fungos. É caracterizada por uma severa e profunda dor de ouvido. A dor usualmente vem precedida ou acompanhada de coceira. Quando a infecção se torna crônica, ocorrem episódios agudos recorrentes, coceira irritante e descamações da pele do canal.
A otite externa aguda e crônica é um problema de ouvido tão comum entre os nadadores que é chamada também de "otite dos nadadores".
O que é otite média aguda?
A Otite média aguda é uma infecção no ouvido médio causada por bactérias e, eventualmente, por vírus. É mais comum em crianças. A infecção se faz pela migração do germe, presente na garganta ou no nariz, através da tuba auditiva.
Essa doença ocorre, na maioria das vezes, após gripe. É freqüente, também, através do contato com outras crianças portadoras de doenças infecciosas.
Os principais sintomas são dor e diminuição da audição. A dor costuma ser severa. Outros sintomas podem estar presentes: febre, inquietude, perda de apetite, secreção no ouvido (se houver perfuração timpânica); vômitos e diarréia podem ocorrer nas crianças pequenas.
Tumores do ouvido
As dores do ouvido causadas por tumores são bem menos freqüentes do que as dores causadas por infecções. Em caso de tumor, o paciente costuma sentir dor, diminuição da audição e com frequência, secreção no ouvido.
O médico faz o diagnóstico pela história do paciente, exame do ouvido e exame por imagens (tomografia computadorizada, ressonância magnética).
As dores de ouvido de causa não otológica são muito freqüentes. As mais comuns são as de origem dentária (cáries, molares inclusos, apicites paradentares) e as disfunções têmporo-mandibulares relacionados com ausência de elementos dentários, próteses dentárias mal adaptadas e má oclusão dentária.
Pacientes idosos com problema de coluna cervical (artrite) ou pacientes com história de traumatismo na coluna cervical costumam relatar dor atrás da orelha ou no mastóide.
Processos infecciosos e tumorais nas amígdalas, na faringe e na boca podem ser causa de dor no ouvido.
Processos malígnos nas vias aéreas, digestivas e base de crânio também podem causar otalgia.
As otalgias de causa não otológica ocorrem por causa da extensa ramificação de nervos importantes na região da cabeça, pescoço, tórax e aparelho digestivo. O impulso doloroso chega ao ouvido através dessas ramificações nervosas que fazem conexões entre o local da doença e o órgão da audição (dor refletida).
Quando o médico constata que a dor de ouvido não é de causa otológica, uma medida importante é solicitar exame buco-facial por dentista especializado. Exames por imagens (radiografia convencional, tomografia computadorizada, ressonância magnética) da base do crânio, vias aéreas e digestivas poderão ser necessárias.
4:37 AM
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COCEIRA NOS OUVIDOS
O que é essa coceira?
A Coceira nos ouvidos é um sintoma bastante desconfortável, irritante. Algumas vezes é causada por fungos (especialmente nos casos agudos), mas na maior parte das vezes é uma dermatite crônica, ou seja, uma inflamação na pele do canal do ouvido.
A dermatite seborréica, por exemplo, é uma condição semelhante à caspa do couro cabeludo; a cera é seca, escamosa e abundante. Alguns pacientes com este problema melhoram diminuindo a ingestão de certos alimentos agravantes como gordura, açúcar, chocolate e amido.
O médico, em geral, prescreve gotas de ouvido para serem usadas sempre que for necessário, especialmente na hora de dormir. Não existe um tratamento de cura definitiva da alergia nos ouvidos, mas pode ser mantida sob controle. Em alguns pacientes, a coceira nos ouvidos é causada por alergias que requerem tratamento médico específico.
Pacientes com coceira, descamação, ou com acúmulo abundante de cera, mais facilmente desenvolvem uma otite externa ou otite dos nadadores. Está indicado o uso de gotas à base de álcool toda vez que a água entra e fica no canal. O álcool absorve a água, ajuda a secar o ouvido e pode mesmo eliminar bactérias e fungos. Uma solução de ácido acético (vinagre) diluído com metade de álcool pode ajudar na prevenção da otite externa.
Pacientes com esse tipo de problema devem consultar um médico antes do período de praia e piscina para exame e provável remoção de cera e descamações do canal do ouvido.
De qualquer forma, toda conduta direta no órgão auditivo deve ser tomada somente pelo médico e/ou outra pessoa quando por indicação médica.
4:26 AM
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CERA NO OUVIDO
A cera do ouvido, ao contrário do que muitas pessoas dizem, tem sua inportância, sim.
A cera ou cerume do ouvido é produzido por glândulas especiais localizadas no canal auditivo.
Produzida e expelida em condições normais, a cera constitui um elemento de proteção do ouvido. Recobrindo a fina e frágil pele do canal, a cera atua como repelente da água que pode, muitas vezes, conter microorganismos e/ou detritos nocivos; outra função de proteção é através da retenção de poeira e partículas de areia, impedindo que esses elementos provoquem danos ao tímpano (membrana timpânica). Pouca produção ou ausência de cera resulta, em geral, em uma pele seca com aparecimento de coceira e descamação.
O ouvido é divido em três partes: externo, médio e interno.
O ouvido externo é formado pela orelha e canal auditivo. Na extremidade do canal está a membrana timpânica.
Devemos limpar os ouvidos?
A cera não é formada na parte profunda do canal do ouvido, próxima ao tímpano, mas somente na parte mais externa. Quando um paciente está com cera em cima da membrana timpânica, quase sempre é porque ela foi empurrada com cotonetes, grampos ou palitos, para o fundo do canal, na tentativa de "limpar" o ouvido. Além do mais, a pele do canal e do tímpano é muito fina e frágil e, conseqüentemente, fácil de ser lesada.
Normalmente, existe um pequeno acúmulo de cera no canal do ouvido que seca e se desprende com o pó e areia nela retidos. Portanto, o ouvido, na maioria das vezes, passa por um processo de autolimpeza. Pode haver também migração (deslocamento) e acúmulo para a parte mais externa do canal; neste caso deve ser feita a remoção da cera, mas somente na entrada do canal.
Em certas circunstâncias pode haver um acúmulo anormal de cera, formando um verdadeiro tampão, ocasionando surdez. Isto ocorre especialmente em condutos auditivos mais estreitos e tortuosos ou nas alterações da pele de revestimento. Quando a cera acumula em excesso ela deve ser removida por um médico, através de lavagens, aspirações ou com instrumentos especiais. Às vezes torna-se necessário usar, previamente, gotas especiais, para amolecer, soltar a cera antes das manobras de remoção. Remoções com lavagens não devem ser feitas se houver perfuração no tímpano; a entrada de água de lavagem através de uma perfuração timpânica irá provocar uma infecção, a otite média. O médico irá se certificar das condições da cera, do canal e da membrana timpânica antes de decidir pelo método de remoção.
3:38 AM
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VOCÊ TEM ZUMBIDO NO OUVIDO???
Mas... o que é o "ZUMBIDO"?
O zumbido pode ter outros nomes: acúfeno, tinnitus ou tinido.
O zumbido é uma sensação de som percebido pelo indivíduo na ausência de uma fonte sonora externa. É uma das queixas de problemas no ouvido mais comum. E as vezes pode estar associada com tontura e surdez.
O zumbido pode ser considerado como um sintoma de alguma doença ou como seqüela de alguma agressão sofrida pelo ouvido (externo, médio, interno).
Existe uma estimativa de que 6% a 17% da população apresenta zumbido.
Como é o ZUMBIDO?
-É necessário identificar qual o tipo de zumbido ouvido.O tipo de barulho (zumbido) pode ser referido como:
chiado, apito, barulho de chuveiro, de cachoeira, de concha, de cigarra, do escape da panela de pressão, de campainha, do esvoaçar de inseto, de pulsação do coração, batimento da asa de borboleta e de outros modos.
-E ainda pode apresentar-se de forma: contínua ou intermitente, constante, mono ou politonal.
O zumbido pode ser:
subjetivo quando é somente ouvido pelo paciente; ou ...
objetivo, quando outras pessoas também podem ouvi-lo.
Quanto à intensidade, pode ser considerado:
-leve quando só é percebido pelo paciente em certas situações;
-moderado quando o paciente sabe da sua existência, porém não o incomoda;
-intenso quando a sensação desagradável o incomoda, prejudicando-o em diversas situações ou atividades;
-severo quando a manifestação se torna intolerável, acompanhando-o todo o tempo e dele não conseguindo se livrar, prejudicando-o ininterruptamente em suas atividades.
O grau de desconforto, intolerância ou incapacidade causado ao paciente nem sempre relaciona-se com o grau de intensidade do zumbido. As alterações psicológicas, freqüentemente presentes, exercem fortes influências no agravamento do sintoma zumbido.
Qual a causa?
Muito se fala sobre a dificuldade de tratamento do zumbido, mas essa dificuldade será bem menor se soubermos a causa que o originou.
O zumbido continua sendo considerado como um sintoma sem cura estabelecida. Entretanto, isto não significa que nada se possa fazer pelo paciente, principalmente sabendo que a determinação da causa é de suma importância para obter maior possibilidade de êxito no tratamento.
Possíveis causas do Zumbido:
Causas otológicas
A princípio, qualquer doença ou distúrbio do ouvido pode vir acompanhado de zumbido, desde o ouvido externo (cera no conduto auditivo), ouvido médio (otite) e ouvido interno (ruido intenso).
Causas metabólicas
Alterações metabólicas, especialmente da glicose, triglicerídios e hormônios tireoideanos podem causar ou acentuar o zumbido.
Causas cardiovasculares
As mais comuns são: anemia, hipertensão arterial, insuficiência cardíaca, entre outras. De modo geral, essas doenças promovem uma diminuição do fluxo sangüíneo na cóclea (ouvido interno), provocando um zumbido agudo.
Causas neurológicas
Doenças neurológicas (esclerose múltipla), traumatismo de crânio, tumores, seqüelas de infecções neurológicas (meningite), entre outras, podem ser causa de zumbido. Algumas vezes, o zumbido pode ser referido na cabeça e não propriamente nos ouvidos.
Causas farmacológicas
Esse merece um alerta!!!!!! O American Physician's Desk Reference lista mais de 70 medicamentos que podem provocar zumbido como efeito colateral, entre eles: ácido acetilsalicílico (aspirina), antiinflamatórios, certos antibióticos e alguns antidepressivos.
Causas odontológicas
A disfunção da articulação têmporo-mandibular (ATM), bem como do aparelho mastigador podem causar zumbido.
Causas psicológicas :
Ansiedade e depressão podem estar envolvidas com zumbido. Muitas vezes, é difícil diferenciar se isso é causa ou conseqüência ou mera coincidência, principalmente, no paciente que já apresenta ambos os problemas há vários anos.
Os zumbidos gerados pelo sistema pára-auditivo (estruturas próximas ao sistema auditivo) são geralmente causados por alterações nos vasos arteriais ou venosos, nos músculos ou na tuba auditiva. Resumidamente, são divididos em vasculares (pulsáteis) e musculares (cliques). As principais causas são os tumores vasculares, as malformações vasculares, as contrações rápidas (involuntárias, rítmicas) de um ou vários grupos musculares e a disfunção da tuba auditiva.
2:46 AM
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Friday, February 06, 2004
NERVO DE ARNOLD
DOR
A inervação sensitiva da região auricular é uma área que recebe ramos dos V, VII, IX, X nervos e cranianos e plexo cervical. O V par craniano ou nervo trigênio, através de seu ramo auriculotemporal inerva a maior parte do ouvido externo: as regiões do tragos e das paredes anterior e superior do conduto auditivo externo e área correspondente da camada externa da membrana timpânica.
O VII par craniano ou nervo facial é um nervo quase que exclusivamente motor, tendo como função somatossensitiva a inervação da parede posterior do conduto auditivo e área correspondente da camada externa da membrana timpânica e também da concha. Isto se faz através de uma comunicação deste nervo com os ramos auriculares do X par carniano (vago), ou nervo de Arnold e do IX par craniano (glossofaríngeo). Inervação da face interna, mucosa, da membrana timpânica é feita pelo ramo timpânico do IX par craniano.
CAUSAS DE DOR
Podem ser divididas em primárias ou de origem do próprio ouvido e secundárias ou dores reflexas de outras regiões.
Causas primárias
Afecções do ouvido externo como as otites externas difusas e as circunscritas (furúnculos), eczemas, otomicose, cerúmen impactado, herpes simples ou zoster, corpo estranho, meningite bolhosa e os tumores benignos e malignos da região. No ouvido médio, as causas primárias são: as otites medias agudas e a mastoidite aguda e suas complicações como petrosites a afecções intracranianas, além dos tumores benignos e malignos.
Causas secundárias
As dores podem ter origem em diversas outras regiões e não necessariamente relacionada ao ouvido:
Cavidade oral: neuralgias dentárias, glossites, estomatites, tumores.
Esôfago: processos inflamatórios, corpos estranhos, tumores.
Laringe: processos inflamatórios, tumores, artrite da articulação cricoaritenóide.
Faringe: processos inflamatórios, obcessos, ulcerações, tumores.
Seios da face: processos inflamatórios e tumores.
Parotidites.
Tireoidites.
Afecções da ATM.
Neuralgias dos V, VII e IX pares cranianos e nervos cervicais.
Alongamento do processo estilóide.
Angina pectoris.
CEFALÉIA CERVICOGÊNICA
Prof. Dr. Jayme Antunes Maciel Jr./Departamento de Neurologia, FCM, Unicamp
Os critérios para o diagnósticos de cefaléia cervicogênica são bem estabelecidos e conhecidos (Grupo Canadense para o Estudo da Cefaléia, 1990). Eles se baseiam na topografia da dor, local de início e fulcro da dor, fatores desencadeantes, sintomas de acompanhamento e resposta a infiltração de C2 ou do ramo maior/menor do nervo occipital ou da articulação posterior. Em apenas dois desses critérios são enfatizados e semiologia da região da cabeça, pescoço e região do ombro e em menor monta (inclue o sinal do pinçar rolar no supercílio) os critérios do Grupo Canadense para Estudo da Cefaléia (1990).
Foram estudados um grupo de 203 pacientes com cefaléia cervicogênica selecionados através da aplicações dos critérios diagnósticos de Sjaastad, Fredriksen, Pfaffenrath (1990) em um Ambulatório de cefaléia. Esses pacientes foram examinados clinicamente de forma exaustiva procurando-se sinais de comprometimento da região, pescoço e dorsal alta que pudessem implicar a as estruturas cervicais na gênese da cefaléia cervicogênica. Para tanto, esses sinais eram comparados ao lado assintomático dos pacientes. Esses achados semiológicos foram então comparados ao de um grupo controle de 150 indivíduos normais pareados por sexo e idade.
Os resultados desses estudos comparativo (lado sintomático do paciente comparado ao lado assintomático e o conjunto de ambos comparado ao grupo controle) revela que os pacientes com cefaléia cervicogênica apresentam, quando semiológico bastante estereotipado e que implica as estruturas cervicais (articulações, ligamentos e músculos das três primeiras vértebras cervicais). Esses sinais, em ordem de aparecimento no lado sintomático são 1º Sinal pinçar rolar na região do supercílio, aumento da espessura da prega da região superciliar, hipersensibilidade a digitopressão do ponto supra-orbitário e na emergência de C2 em todos os casos 2º Redução da movimentação cervical, contratura dolorosa com formação de bandas miógenas nos músculos cervicais (escalenos principalmente), hipersensibilidade a digitopressão no ponto da articulação interfacetária C2C3, no ramo maior do nervo occipital e no ponto cervical do dorso em T5 (Maigne), bem como sinal do pinçar rolar na região dorsal alta e ombro. 3º Com menor frequência, sinal do pinçar rolar na região sub-ângulo mandibular, cervical lateral e posterior, o hipersensibilidade a digitopressão do ramo menor do nervo occipital.
A detecção desses sinais está em relação direta com a anatomia da inervação cervical, em espiral no que tange às regiões de inervação dos segmentos ósteo-fibromúsculo-cutânea. Isso explica o aparente paradoxo topográfico entre os sinais ósseos, musculares e cutâneos observados nesses pacientes.
Todos os pacientes são sistematicamente submetidos a exames radiológicos, (radiografias da coluna cervical em posição de PA; perfil neutro, flexão e extensão; oblíquas direta e esquerda; e transição cervico-occipital) e mais raramente em função do exame clínico a neuroimagem.
A presença desses achados semiológicos é importante para facilitar o diagnósticos da cefaléia cervicogênica, e deveriam ser incluidos nos critérios internacionais propostos. Duas razões são imperativas. A primeira é que a cefaléia cervicogênica constitue a terceira causa de cefaléia em nosso Ambulatório de Cefaléia correspondendo a 15,1% do total (relação mulher/homem de 7:1). A segunda é que 11,7% dos pacientes que vem ao nosso ambulatório apresentam mais de uma etiologia e a mais frequentemente implicada é a cefaléia cervicogênica.. Isso permite então orientar diferentes formas de tratamento para um mesmo paciente.
No que se refere ao tratamento da Cefaléia Cervicogênica, afora a infiltração-bloqueio do nervo de Arnold (0,5 ml de lidocaina a 2% sem vasoconstritor+0,5 ml de dexametasona que corresponde a 4 mg) objetivando-se em seguida ao desaparecimento da dor e dos sinais semiológicos detectados, orientamos duas outras etapas terapêuticas. Sugere-se ao paciente o uso de colar cervical rígido (com ou sem aopoio de mento) por três a seis semanas com revisão clínica ao final do período (em especial procura dos sinais relatados). Constatada a melhora clínica, orientamos a fisioterapia (principalemente reeducação postural global) e por fim a prática de natação (modalidades peito e costa).
Com esse conjunto clínico-terapêutico cuja a base é a concepção de que a cefaléia cervicogênica tem origem nas estruturas cervicais, consegue-se reduzir as recaidas dolorosas nesses pacientes.
1:30 PM
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Thursday, February 05, 2004
GAGUEIRA
Por que algumas pessoas são gagas?
Traumas na infância e fatores genéticos podem estar por trás dessa dificuldade na fala.
Causas da Gagueira:
As causas da gagueira ainda não foram totalmente desvendadas. Já se sabe que traumas sofridos na infância, sustos, medos e perdas de pessoas queridas, por exemplo, são fatores que podem causar a gagueira. Se o problema for grave, um tratamento conjunto com um fonoaudiólogo e um psicólogo pode melhorá-lo e, até, resolvê-lo. Mas há casos em que a gagueira pode ser herdada de pais ou avós. Estes permanecem um mistério a ser desvendado pela ciência.
Até os três anos de idade, a gagueira é considerada normal, pois, é nessa fase que se conhece o mundo das palavras, tudo é novo e aprendido ao mesmo tempo. Nesse período, os pais ou as pessoas que cuidam da criança não devem apressar sua fala, para que ela não atropele as palavras na hora de se comunicar. Para isso, devem ter paciência para ouvi-la e nunca completar as suas frases. Se a gagueira continuar depois dessa idade, é aconselhável uma visita ao fonoaudiólogo que irá ajudá-la no uso da linguagem.
No caso das crianças, brincadeiras com fantoches, jogos educativos e interativos são utilizados como tratamento. Já para os adolescentes e adultos, exercícios mais técnicos utilizando a fala podem ajudar a se expressar sem gaguejar.
Normalmente, por ficarem ansiosas com a dificuldade de falar, as pessoas gagas gesticulam e se movimentam de maneira nervosa. Seus músculos, principalmente os do rosto, ficam tensos, assim como outras partes do corpo. Isso acontece como uma espécie de defesa, um reflexo do corpo por causa do medo de gaguejar ao falar.
Na maioria das vezes, a gagueira se limita à fala normal. Cantar, ler devagar e gritar são atitudes capazes de fazer desaparecer temporariamente a gagueira. Isso porque, essas outras formas de comunicação acontecem em um ritmo diferente, que faz com a fala corra livremente. Com mais liberdade, a pessoa gaga sente-se protegida, pois está diante de outras formas de se expressar, maneiras diferentes da fala convencional.
Tanto nas crianças, como nos adultos, a dificuldade para falar não interfere no aprendizado. Pessoas gagas aprendem como todas as outras que falam normalmente. Elas apenas necessitam de mais atenção do ouvinte para serem compreendidas. Quem tem um irmão, primo ou amigo gago pode colaborar muito com ele sendo apenas paciente.
O que é a gagueira?
A gagueira é mais do que uma disfunção da fala. A gagueira é também uma disfunção de comunicação e do comportamento que afeta a pessoa como um todo e requer métodos de tratamento holísticos e exaustivos
Existem dois fatores a ter em conta ao considerar qual a melhor terapia da fala:
1. Não é possível eliminar a gagueira da noite para o dia. Se você sofre de gagueira há anos ou mesmo décadas, não a curará facilmente. Seja qual for a terapia escolhida, demorará provavelmente semanas ou meses antes de poder controlar a gagueira. As promessas de uma ¿cura¿ da gagueira em apenas alguns dias devem ser consideradas com extrema precaução.
2. A gagueira não é apenas uma disfunção da fala mas também uma disfunção de comunicação e comportamento. A gagueira pode ser comparada a um iceberg e a disfunção da fala apenas representa a ponta desse iceberg. O resto do iceberg é constituído por disfunções de comunicação e desordens de comportamento assim como sentimento negativo tais como vergonha, culpa, embaraço, etc. Uma terapia que se dedique apenas à disfunção da fala falhará em longo prazo. Uma terapia eficaz deve basear-se num método holístico e deve considerar todos os aspectos da gagueira: a disfunção da fala assim como desordens de comunicação e comportamento e os sentimentos negativos associados à gagueira.
Quando as crianças começam a ter dificuldades para falar, logo apresenta-se um exército de auxiliares,com frases do tipo : pense antes de falar ; fale devagar ; respire fundo ; repita comigo¿ Todos amorosamente empenhados em fornecer à criança algum tipo de ajuda.
O que esses "ajudantes" não sabem é que eessa atitude inadequada faz com que a criança receba as informações de forma negativas quanto à capacidade que ela tem de expressar-se.
Assim o que inicialmente era um problema de disfluência normal de fala, ou seja, uma inabilidade temporária, que desapareceria com a maturidade do sistema neurológico e fonoarticulatório, torna-se a temida gagueira.
Uma das possibilidades do surgimento da gagueira acontece quando o indivíduo por não acreditar na sua competência para falar (num processo não consciente) cria uma série de manobras e artifícios para tenta "encaixar" sua fala naquilo que os outros esperam.
Este "ajuste de performance" gera uma tensão que impede o harmonioso funcionamento entre os sistemas neurológico, respiratório, fonatório e articulatório, criando então uma fala ruim, cheia de repetições e hesitações,chamada popularmente de gagueira, que só tende a piorar quanto mais a criança se esforça para livrar-se dela.
Cria-se então um círculo vicioso de comprometimento emocional e físico, e a fala disfluente acaba sendo registrada no cérebro como a fala correta daquela pessoa,ou seja,forma-se uma espécie de mapa cerebral (os engramas) de uma fala que o organismo aceita como correta,mas que os outros e o próprio individuo não.
O que era um problema passageiro,torna-se então um distúrbio emocional,físico e neurológico,que poderá acompanhar o indivíduo por toda a vida.
O papel do fonoaudiólogo,é identificar em que nível está o problema e orientar as pessoas que convivem com a criança sobre como realmente auxiliá-la.
Caso a disfluência normal de fala tenha efetivamente se transformado em "gagueira",a indicação será a terapia fonoaudiológica.
Na terapia serão trabalhados desde os fatores físicos e emocionais relacionados com a fala, até a formação de um novo "mapa neurológico",com informações sobre um novo padrão de fala, correto agora em todos os sentidos.
A gagueira tem cura!
Nem todo o "gaguejar" é gagueira!
Pais,professores,pediatras devem ficar atentos e procurar a orientação do fonoaudiólogo,antes de alarmarem a criança e fazê-la perceber que sua fala não está dentro dos padrões.
8:23 PM
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ALGUMAS PATOLOGIAS QUE ACOMETEM A VIA AÉREA:
Faringite
A faringite é uma inflamação da faringe (área da garganta que está situada entre as amígdalas e a laringe). A doença pode tanto ser o primeiro sintoma de um simples resfriado quanto de um problema mais grave, como uma virose chamada mononucleose, muito comum em crianças.
Sintomas:
Os sintomas da faringite são a sensação de "garganta arranhada", febre, pus na garganta, dor de ouvido e dificuldade para engolir.
Agentes:
A faringite que acontece subitamente, tamém chamada de "faringite aguda", pode ser causada por bactérias ou por vírus. Já a faringite que dura um longo tempo, chamada de "faringite crônica", ocorre quando uma infecção se "espalha" de outro lugar (como o nariz) para a faringe.
Prevenção:
Não fumar, não permanecer em ambientes poluídos, não dividir copos e talheres.
Complicações:
A doença pode evoluir para infecções mais graves, como a meningite.
Tratamentos:
Deve ser prescrito por um médico, e inclui analgésicos, pastilhas, anti-térmicos e, eventualmente, antibióticos.
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Laringite
É a inflamação da laringe (região da garganta onde estão as cordas vocais). Trata-se de uma doença que pode aparecer sozinha, ou também ser um sintoma de bronquite, pneumonia e de outras infecções respiratórias.
Sintomas:
A laringite não causa muita dor, mas provoca rouquidão e tosse seca. Em geral, a voz do doente vai enfraquecendo ao longo do dia.
Agentes:
Os causadores da laringite podem ser vírus, bactérias e agressões ambientais como bebidas muito geladas.
Prevenção:
Não fumar, não tomar bebidas geladas, não compartilhar talheres e copos, repusar a voz, dormir bem, não gritar.
Complicações:
Progredir para infecções maiores (como a meningite) ou provocar graves problemas na voz.
Tratamentos:
Devem ser prescritos pelo médico. Podem incluir desde o repouso até o uso de antibióticos.
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Gripe
A gripe é uma doença muito contagiosa que ataca as vias respiratórias (nariz, garganta e pulmões) e é causada por um vírus chamado Influenza. Não existe remédio para curá-la, mas sim para aliviar seus sintomas. Se não houver complicações, tende a passar sozinha.
Sintomas:
Febre alta, dores musculares e articulares, dores de cabeça e inflamação dos olhos.
Agentes:
Vírus Influenza, que é transmitido pelo ar através de gotículas de saliva.
Prevenção:
A melhor prevenção contra a gripe é tomar a vacina todos os anos, pois o vírus é mutante, aparecendo de forma diferente a cada ano. Mas também é possiível preveni-la melhorando as defesas do corpo através do calor e da boa alimentação. Por ser uma doença muito contagiosa, deve-se evitar a permanência em ambientes fechados. Saiba mais sobre a vacina.
Complicações:
Habitualmente sem maiores conseqüências, a gripe pode ser grave, principalmente para as pessoas idosas ou debilitadas por doenças crónicas. Pode evoluir para pnemonia e para a meningite, além de graves infecções respiratórias, o que pode levar o paciente à morte.
Tratamentos:
Deve ser prescrito por um médico, e inclui repouso, boa alimentação e remédios para aliviar os sintomas, como analgésicos, anti-térmicos, descongestionantes e vitamina C.
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Pneumonia
A pneumonia é uma infecção aguda que pode atingir os pulmões inteiros ou em partes. Certas variedades de pneumonia pioram rapidamente e requerem hospitalização do paciente para realizar um tratamento com antibióticos, oxigênio e líquidos endovenosos.
Sintomas:
Os sintomas da pnemonia são a tosse com escarro, a dor no tórax, a febre alta, os calafrios, o suor e a palidez. Quanto maior for a área dos pulmões afetada, mais fortes serão os sintomas.
Agentes:
Em geral, a pneumonia é conseqüência de alguma infecção das vias respiratóras (bronquite, resfriado, gripe etc) causada por vírus e/ou bactérias.
Prevenção:
Não fumar, tratar com atenção as doenças respiratórias, evitar ambientes fechados e repousar muito em caso de gripe ou bronquite forte.
Complicações:
Abscessos de pus, cistos contendo ar nos pulmões e derrame pleural (acúmulo de pus no espaço que envolve os pulmões), podendo levar o paciente à morte
Tratamentos:
Deve ser prescrito pelo médico, e pode incluir desde antibióticos até a hospitalização.
OBS: "Independente de você saber qto aos sintomas de cada patologia, quem medica é SEMPRE o médico. A auto-medicação não é recomendado.
7:55 PM
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TRABALHANDO VOZ NO CANTO
Cantar se aprende cantando. Para isso, é fundamental lembrar-se da única e importantíssima regra: NÃO HÁ REGRAS!!!
Mas, como toda regra tem exceção, a exceção é: NUNCA FORÇAR NADA!!
Juntando uma coisa com a outra: VALE TUDO, DESDE QUE NÃO SE FORCE NADA!!!
Devemos prezar nosso instrumento, as pregas vocais (chamadas de cordas vocais), por sua sensibilidade e delicadeza. São músculos e vão funcionar bem se deles cuidarmos corretamente. Se falharmos, poderão também falhar conosco. Temos que saber exatamente do que é que eles precisam. E, se não há como saber sozinho, pede-se a ajuda de um profissional da área.
Faremos vocalise(* ), se necessário. Gargarejo somente com água pura e na temperatura ambiente.
Certo dia, uma aluna que faria uma apresentação me perguntou: "A que horas devo tomar o sorvete?..." "Que sorvete?!", perguntei. "Aquele que o Pavarotti toma..." Ela havia lido que Pavarotti toma sorvete. "Resta saber se é para cantar. Tente saber isso com certeza e talvez possa ajudar." Há estudiosos que afirmam que as cordas vocais, quando pouco irrigadas pelo sangue, produzem melhor sonoridade. Faz sentido, portanto, tomar algo frio antes de cantar, porque, durante ou depois, acho que só poderia prejudicar. Mas não diga ao "negão" da Escola de Samba que gelado faz mal, pois é capaz de ele ficar rouco a partir de então com as cervejas que alterna com seu cantar!!!
Fisiologicamente, quando se tem pouca irrigação, o metabolismo local também diminui, de forma a ficar a região mais propensa a inflamações. Além disso, o maior problema do gelado ou do quente é o "choque térmico", isto é, se a pessoa estiver com o corpo quente e tomar algo gelado, ou vice-versa, pode ser "ruim". Portanto, o mais importante é não agredir o corpo ingerindo coisas completamente fora da temperatura em que ele se encontra. Como cada um sabe onde lhe dói o calo, deve-se sempre ficar atento ao próprio organismo e ir descobrindo o que é bom e o que é ruim para si mesmo.
(*) Exercício de canto, em que se utilizam as vogais para percorrer as notas da escala, subindo e descendo com a voz, saltando de uma nota a outra.
Deixo claro que, para mim, cantar já é exercício e fazer exercício de canto já é cantar!
QUE EXERCÍCIOS FAZER?
Cada ser é uma unidade e age de acordo com suas necessidades.
IMPORTANTE: Não se deve fazer determinado exercício apenas porque "alguém" o faz. O ideal é sentir o quanto ele pode fazer bem, para onde ele orienta e como conduz a um resultado satisfatório.
O "vocalise" ou qualquer outro trabalho vocal a se fazer, sempre deverá estar de acordo com a real necessidade da pessoa naquele momento e com sua capacidade. Buscar o facilitador** ou o professor de canto pode ser benéfico: eles deverão auxiliar no que for necessário.
CUIDADOS NECESSÁRIOS:
Evitar o fumo, droga ou álcool;
Alimentação balanceada;
Evitar o cansaço físico e mental, compensar com a prática regular de exercícios de relaxamento;
Evitar contato com substâncias alérgicas ou ambientes empoeirados e poluídos; o giz em particular;
Evitar falar em ambientes ruidosos ou ao ar livre;
Umidecer a mucosa da faringe preferencialmente com água, ou com a própria saliva, caso não seja possível ingerir água, durante urna aula, por exemplo;
Dias de clima seco, ingerir maior quantidade de água, durante o dia todo.
Evitar mudanças bruscas de temperatura interna (ingestão sucessiva de alimentos quentes e muito gelados), ou mesmo externa, principalmente quando ao ar livre ou em ambientes aquecidos ou resfriados artificialmente;
Em vigência de qualquer infeção nas vias aéreas superiores, não mudar a voz para torná-la mais eufônica;
Falar sempre na região tonal ótima;
Evitar pigarrear ou tossir. Engolir sempre;
A respiração deve ser de pouca entrada de ar, pois compromete a postura;
Cultivar o repouso vocal, após, e mesmo antes de uma aula, ou um dia de várias aulas;
Manter uma postura relaxada ao falar ou cantar;
Manter a higiene bocal;
Cuidado com os "conselhos milagrosos" de terapia caseira, tais corno: goles de conhaque para esquentar a voz, mascar gengibre, o que é pouco recomendável, chá, café, cigarro, pastilhas entre outros. Uma eventual cura ou melhora com estes métodos está ligado á cura psicológica de auto-sugestão;
Alterações hormonais. Durante o período pré-menstrual; costuma aparecer uma disfonia (alteração da voz), o mesmo se dando durante a gravidez e a puberdade;
A rouquidão, talvez o problema mais freqüente, é sempre um motivo de alerta, pois indo de uma simples irritação momentânea da mucosa laríngea, passando por calos nas pregas vocais. ulcerações ou ainda coisas mais graves, como um câncer laríngeo. Por isso, a mesma deve ser investida o mais rápido possível, para evitar qualquer tipo de prejuízo vocal
Todos esses cuidados são tidos como básicos para o profissional que trabalha excessivamente com a voz que deve estar sempre bem cuidada, mas não deixar que isso se torne motivo de preocupação exagerada.
TÉCNICAS GERAIS DE CANTO
POSTURA:
Cabeça ereta sem rigidez. Coluna vertebral na posição vertical, peito ligeiramente elevado e os pés firmes e separados de modo que o peso do corpo fique distribuído e confortavelmente apoiado sobre eles.
RESPIRAÇÃO:
Com o peito ligeiramente elevado, respirar utilizando o músculo diafrágma, sem elevar o peito ou ombros. A expansão das costelas circunda todo o peito, especialmente na direção das costelas de baixo, enquanto e diafrágma e paredes abdominais permanecem flexíveis pois são essenciais para o controle da emissão de ar.
RELAXAMENTO:
O relaxamento é a liberdade de ação, estado de balanço e equilíbrio ou prontidão para a execução. Não apenas afrouxamento ou inércia. Deve ser entendido como a habilidade necessária para um bom cantar exigindo uma maior delicadeza, balanço e interação dos ajustes musculares ao redor da laringe, pescoço, língua e boca. Ajustes que devem sempre estarem prontos a mudar com grande rapidez durante o canto.
RESSONÂNCIA:
A atividade vibratória da voz engloba várias estruturas: músculos, ossos, ligamentos e cavidades de todo o corpo. O corpo deve ser considerado como um ressonador complexo da voz. A ausência de contração de esforços musculares com o sentimento resultante da completa liberdade assegura uma correta coordenação de todas as partes da região vocal com a máxima ressonância e qualidade vocal.
REGISTRO:
O registro no canto refere-se as mudanças ou paradas na qualidade vocal que ocorrem quando as cordas vocais se reajustam para produzir freqüências altas ou baixas (notas altas ou baixas). A maioria dos cantores que não possuem os benefícios de uma técnica vocal apropriada, sentirão uma notável mudança na qualidade quando eles alcançam determinado ponto na tessitura (alcance vocal) da voz enquanto cantam determinada passagem na escala musical. Esse elevador na voz marca o ponto de transição onde a voz de peito termina e a voz de cabeça começa. A sensação de mudança de registro, o qual pode flutuar de acordo com a intensidade do som da vogal usada nos exercícios ou frases musicais, normalmente ocorre em algum lugar na área logo abaixo do tom da voz falada.
DICÇÃO:
Em seu completo sentido, dicção significa não somente a clareza, beleza, sensibilidade e inteligibilidade de comunicação da língua, mas a total técnica e arte da distribuição do texto cantado, por exemplo: ênfase ou fusão numa palavra, cor emotiva, nuança, continuidade da linha melódica, etc. As vogais são os veículos da voz e assim, são ressonadas através de todas as áreas de ressonância. A posição da língua e forma da boca, são fatores que contribuem para a formação da vogal. As consoantes são formadas na região da boca pelo movimento dos lábios, língua, dentes e palato. Cada movimento não deve perturbar a liberdade da garganta de produzir os sons.
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APARELHO RESPIRATÓRIO:
Para uma boa realização no canto e na fala é preciso ter controle da respiração. A respiração e a postura estão intimamente interligados. Para realizar uma respiração correta é preciso estar numa postura adequada. A respiração é uma função vital que, no canto, aprendemos a controlá-la.
A respiração, sempre que possível de ve ser nasal, pois assim o ar é filtrado e aquecido pelas narinas.
A respiração usada para o canto recebe às vezes nomes diferentes, dependendo do autor. Alguns a chamam costo-diafragmática, outros abdominal-intercostal. O fato é que devemos encher desde a base do pulmão, suas laterais até às costas, sem levantar os ombros. " Quando se pede aos alunos, no início das aulas de fala ou de canto, para inspirarem profundamente, 80% inspiram com uma elevação forçada das costelas e das clavículas, mantendo os músculos abdominais contraídos, erguendo os ombros, ficando vermelhos no rosto e pescoço... Esta respiração forçada tem conseqüencias desastrosas, em primeiro lugar para a voz.Deve-se também praticar a inspiração rápida, quer dizer, inspirar a maior quantidade de ar em menor tempo possível, após ter dominado esses movimentos corretamente.
As Regras de Ouro da Boa Voz de Um Cantor
1-Nunca cante quando não estiver em boas condições de saúde; cantar é um ato de esforço e de enorme gasto energético. Manter a saúde auxilia a produção da voz, quer seja cantada ou falada. São raros os indivíduos doentes que mantém boa emissão vocal.
2-Use roupas confortáveis, não apertadas, principalmente na garganta, no peito, na cintura ou no abdômen.
3-Mantenha-se sempre hidratado, bebendo, pelo menos, dois litros de água por dia; suas pregas vocais estarão em ótima condição de vibração quando sua urina estiver transparente.
4-Aqueça e desaqueça a voz antes e depois da apresentação, respectivamente. Aqueça a voz através de exercícios de flexibilidade muscular, antes de usá-la para o canto; vocalise com variação de tons, começando pelos médios e depois indo em direção aos extremos da tessitura vocal. Após o término das apresentações ou ensaio, desaqueça a voz através de exercícios para retornar à sua voz falada natural; use bocejos, fala mais grave e mais baixo, para não ficar usando o esquema vocal cantado além do tempo do canto. Um cantor que fala do mesmo jeito que canta submete seu aparelho vocal a um desgaste muito maior.
5-Ensaie o suficiente para ficar seguro quanto ao texto, melodia e controle de voz; assim fazendo, você vai reduzir a interferência de aspectos emocionais negativos, como o medo e ansiedade ante o público. Não ensaie por mais de uma hora sem descanço.
6-Monitore sua voz durante os ensaios e apresentaçãoes: aprenda a ouvir sua qualidade vocal e a reconhecer suas sensações de esforço vocal e tensões desnecessárias, a fim de evitá-las.
7-Lembre-se de que um certo nervosismo mobiliza positivamente a energia para uma apresentação mais rica e envolvente; a adrenalina é positiva e confere emoção ao canto. Além disso, o público espera o sucesso do cantor, confie nesta química!
8-Evite as festas ruidosas, lugares enfumaçados e barulhento, tanto antes como depois das apresentações. Antes das apresentações, os abusos em questão podem limitar seu resultado vocal; após as apresentações seu aparelho fonador foi intensivamente solicitado e está mais sensível para responder a tais agressões.
9-Mantenha uma dieta balanceada, pois o canto é uma função especial e requer grande porte energético. Evite o excesso de gordura e alimentos condimentados, o que lentifica o processo digestivo, limita a excursão respiratória e reduz a energia disponível para o canto. Além disso, se voltar muito tarde para casa e ainda não tiver se alimentado, ingira apenas alimentos leves e de fácil digestão, para evitar o refluxo gastroesofágico.
10-Nunca se auto-medique; não tome remédios sugeridos por leigos, nem chás e infusões de efeito desconhecido ( geralmente irritantes, ressecantes e estimulantes de refluxo gastroesofágico). Também não repita receitas médicas utilizadas nema certa ocasião, mesmo que tenham dado resultado positivo.
Procure ajuda especializada quando necessário.
6:45 PM
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TRABALHANDO VOZ, FALA E LINGUAGEM NO TEATRO
PANTOMIMA
Encenação que comunica uma idéia ou ação sem o uso do diálogo.
Ex: Atividades Genéricas:
trabalho doméstico,
praticar esportes,
jardinagem,
acampamento,
trabalho de escritório,
trabalho de hospital,
construção de uma casa,
diversão na praia,
apresentação de circo
encenação de uma orquestra ou banda.
Ex: Atividades Adaptadas a um Aprendizado: (ver item de Sugestões de Atividades, a seguir).
OBSERVAÇÃO:-Posições no palco.
VOZ :
O ponto fraco dos atores iniciantes é a voz satisfatória. É necessário desenvolver uma voz de palco apropriada. No palco é decisivo o que é dito, quanto o como é dito.
Para se trabalhar isto, são necessárias várias sessões que enfoquem somente a voz, sem movimentos de palco. Além disso, aquecimentos vocais devem fazer parte de todas as atividades.
Ex: Ponha cor em sua rima infantil.
O líder do grupo escreve na lousa uma rima infantil curta. Lê então a rima de vários modos, com o grupo repetindo e imitando a cada vez, em coro. Exemplos de modos de leitura:
com suspense,
com raiva,
com tristeza,
nervosamente,
alegremente,
como um locutor de TV,
como em uma propaganda,
como uma canção de rock,
com voz lírica,
com muita suavidade,
muito alto,
depressa,
devagar.
A CARACTERÍSTICAS DE UMA BOA VOZ DE PALCO:
Velocidade- A maioria fala rápido demais.
Para exercitar, repetir a frase na velocidade certa. Pedir ao ator que espere o sinal para falar.
Projeção- Incentivar os atores a bocejar e respirar profundamente. No palco, imaginar que a voz se origina na linha da cintura (diafragma), ganha volume e tom conforme passa pelo peito e sai pelo "megafone" (boca).
Clareza- A fala truncada tem sua origem normalmente em dois motivos: má expressão das frases ou má pronunciação. A má expressão das frases é um problema de leitura. Sugere-se marcar com barras ( / ) as pausas nos trechos que lerem em voz alta e não fazer pausa onde não houver barras. Estimular a leitura.
A má pronunciação normalmente, é apenas o resultado de maus hábitos de fala. Para estes problemas, o melhor remédio é a interrupção e imitação dos sons corretos.
Expressão- Seja qual for a expressão que tiverem, estimular os atores a exagerar o quanto possível. A princípio ficarão embaraçados, porém, se sentirão gradualmente mais à vontade. Novamente, interromper e dar o exemplo são as melhores condutas. Sempre que necessário, interrompa e repita a frase com a expressão apropriada.
Postura- Os atores devem ficar em pé, eretos, com o peso distribuído em ambos os pés e não com as pernas cruzadas ou os quadris inclinados. Se seguram um manuscrito, devem fazê-lo ligeiramente acima da linha da cintura. Durante a representação, os manuscritos devem ser segurados firmemente, não dobrados, enrolados, apertados ou movimentados para cima e para baixo. Devem evitar trocar os pés de posição, balançar para frente para trás, levantar os calcanhares ou virar os pés. Enfim, devem permanecer firmes no palco. Nas atividades com manuscrito, o ator deve olhar para o público pelo menos a metade do tempo. Para isso praticar a encenação pelo menos 10 a 15 vezes.
Equilíbrio- Os inícios e os finais feitos com pressa enfraquecem a apresentação como um todo. Trabalhe a confiança dos atores. Caso ocorra algo errado e isso sempre acontece evitar fazer caretas, dar risadinhas, virar os olhos, ou cobrir o rosto com o manuscrito.
B - AQUECIMENTOS VOCAIS:
O aquecimento vocal deve durar de três a cinco minutos no mínimo.
Inspirar e expirar devagar. Inspirar, contar até dez e expirar.
Contar até cem, de cinco em cinco.
Falar, de trás para frente, do 17 ao zero.
Começar falando baixo até ficar alto.
Começar falando alto até ficar baixo.
Distender a boca, para os lados, para cima, para baixo, abrir, fechar, mastigar.
Sorrir, encher as bochechas, franzir as sobrancelhas.
Fingir que mascam uma grande porção de chiclete.
Repetir a seqüência de vogais duas ou três vezes, com as mandíbulas bem soltas e relaxadas.
Usar, também, consoantes: F/V, B/P, G/C e D/T.
Usar combinações de consoantes e vogais: "art, ort, urt, irt".
Usar trava-línguas.
IMPROVISAÇÃO:
Cena executada com pouco ou nenhum ensaio; geralmente inclui um diálogo (palavras ditas no palco). Eis algumas sugestões que podem auxiliar na encenação:
Comece a cena com o máximo de energia possível e inicie tendo em mente um personagem definido, exagerado. Por exemplo, não represente um simples estudante, mas sim um estudante muito nervoso, ou descuidado, ou que ri à toa, etc.
Use o corpo para expressar o caráter ou estado de espírito do personagem.
Faça opções vocais, isto é, utilize a voz para dar vida à representação.
Em improvisação solo, não pare de falar, como se estivesse expressando os pensamentos em voz alta. Evite transformar a cena em pantomima.
Em improvisação em grupo, ouça os outros membros do grupo. As improvisações degeneram com muita freqüência em competições de gritos.
Durante uma cena, nunca, jamais diga: "O que devemos fazer agora?". Esta conduta revela claramente uma falta de idéias e não ajuda em nada a inspirar uma ação.
V. SUGESTÕES DE ATIVIDADES:
Atividades adaptadas a um aprendizado.
Ex: Cena de uma atividade genérica
trabalho doméstico, trabalho de escritório, cena de um período de guerra, adaptando ao tema a ser estudado ¿ "Vivência de uma situação doméstica, baseada em exemplos bíblicos", "Pessoas cristãs num trabalho de escritório", "Conflito internacional tratado de forma verdadeiramente cristã".
Sugestões de Oficinas de Teatro para os diversos níveis.
INICIANTES
1. Aquecimento Vocal:
Exercício com as músicas:
Brincando, Música do palhaço e Cabeça, ombro, perna e pé.
2. Pantomima:
Caminhar sobre o gelo, sobre espinhos, sobre um piso quente, caminhar sob um vento forte, caminhar sobre ovos, caminhar como elefante, caminhar sobre um asfalto grudento, caminhar sobre vidros quebrados, caminhar num deserto, procurando por água, caminhar no escuro.
3. Ensaio e Dramatização da Música:
O Caracol. (Viagem Imaginária/ O narrador vai falando, sob o som de uma melodia, enquanto os participantes deverão imaginar representar com ações as cenas narradas. É uma vivência em que a proposta deverá levar ao relaxamento, bem como ao desenvolvimento da imaginação. Os participantes poderão estar sentados confortavelmente ou deitados, de forma relaxada. Os participantes poderão interagir ou reagir individualmente. Neste caso, os olhos deverão estar abertos.)
Sugestão: Vamos imaginar que estamos chegando numa floresta. Ouçam o som dos passarinhos. Estamos caminhando (som de galhos secos sendo quebrados). Vamos respirar fundo. Que delícia! Mais à frente, outros passarinhos, macacos. Vamos imaginar outros bichos que estão nesta floresta. Vamos fazer o som deles. Agora devagarinho, vamos voltar a caminhar pela floresta de mãos dadas (som de galhos secos). Estamos chegando! É hora de sentarmos e agradecer por mais um dia, pelo contato com a natureza (enfim, fazer uma breve prece).
Devagarinho, vamos abrir os olhos.
5. Exercício de voz:
Ponha cor em sua palavra:
O líder dia uma lista de palavras, com voz neutra. Em seguida, chama cada aluno e pede para repetir a palavra, "colorindo-a", com o máximo de expressão possível.
Palavras:frio, devagar, bravo, feliz, nervoso, rindo, gritando, suave, fino, crocante, medo, chorando, alto.
6. Atividades Genéricas:(Em grupo)
7. Pintores pintando paredes; regando um jardim; olhando a paisagem e tirando fotos; varrendo o chão; tocando em uma banda; tomando refrigerante.
8. História: "A Nuvenzinha Marli ou a Nuvenzinha Fátima".
Poesia: Resposta de Mãe (João de Deus)
Minha mãe, onde está Deus?
Ora esta, minha filha,
Deus está na luz que brilha
Sobre a Terra, pelos Céus.
Permanece na alvorada,
No vento que embala os ninhos,
No canto dos passarinhos,
Na meiga rosa orvalhada.
Respira na água cantante
Da fonte que se desata,
No luar de leite e prata,
Está na estrela distante...
Vive no vale e na serra,
Onde mais? Como explicar-te?
Deus existe em toda a parte,
Em todo lugar da Terra...
Ó mamãe! Como senti-lo,
Bondoso, sublime e forte?
Será preciso que a morte
Nos conduza ao céu tranqüilo?
- Não, filhinha! Ouve a lição,
Guarda a fé com que te falo,
Só podemos encontrá-lo
No templo do coração.
INTERMEDIÁRIO
Aquecimento Vocal - Os participantes inspiram e expiram devagar. Em seguida, inspiram, contam até dez em voz alta, expirando.
Inspirar, contar até vinte, de dois em dois, expirando.
Mastigar com exagero.
Vibrar língua
Vibrar os lábios
Estalos de língua
Estalos de lábios
Protruir (fazer bico com os lábios) e lateralizar a esquerda e direita
Mandar beijinhos, fazendo biquinho com os lábios.
Dizer /i - u / seguidamente e de modo exagerado
Poesia: (Interpretação em Grupo). Cada participante fala um trecho da poesia, interpretando.
CANÇÃO DO EXÍLIO - (Gonçalves Dias - Coimbra / 1843).
Minha Terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá,
As aves que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores,
Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá,
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar - sozinho, à noite
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem que inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Cena: Junte-se. Após ser dada a situação, os participantes vivenciarão duas vezes.
Sugestão: Encenação em Grupo. Para esta atividade deve haver , no máximo, cinco participantes. Apenas um participante vai ao palco e começa a atividade. Após alguns minutos, um a um, os participantes juntam-se à cena.
Tema: Trocar o pneu de um carro; servir uma refeição; aprender a nadar; remar em uma canoa, viagem Imaginária.
Jogo: Escravos de Jó.
ADOLESCENTES OU JOVENS
Aquecimentos Vocais: (Orientar sobre as características de uma boa voz de palco).
Exercícios de inspiração e expiração.
Exercícios de distensão da boca ¿ direita, esquerda, para cima, para baixo, estendida para fora, enrugada para dentro, esticada em todas as direções.
Repetição de seqüência de vogais (a, o, u, i) os quatro sons básicos de vogais ¿ duas ou três vezes, com as bocas bem abertas, havendo a distância de pelo menos dois dedos entre os dentes superiores e inferiores. Pode-se acrescentar consoantes ou combinações de consoantes ao início ou final desses sons básicos de vogais e repetir a seqüência duas vezes.
Trava-línguas: -Repetir um trava-língua curto seis vezes
A aranha arranha a jarra.
O pende do padre Pedro é preto.
O rato roeu a roupa do rei.
O lacaio do cavalo baio leva o balaio de paio.
Viagem Imaginária.
Com uma música própria para meditação, de fundo, todos deverão fazer uma viagem imaginária a um Bosque.
Nesta viagem, os participantes imaginam, respondem e representam ações, enquanto ouvem o líder descrever os eventos de uma "viagem".
Dança Grega.
Todos de mãos dadas, em círculo. Ao som da música, dar dois passos para a direita, dois para dentro do círculo, entrando com o pé direito e dois passos para trás (voltando), com o pé direito primeiro. Em seguida, um passo para a esquerda. Continuar durante toda a música.
Atividades com Parábolas.
Cada grupo receberá um texto (Parábola) que deverá ser lida e compreendida pelo grupo. Posteriormente, o grupo a representará.
As Parábolas ou Passagens serão as seguintes:
Do Semeador
Do Filho Pródigo
Do Bom Samaritano
Do Paralítico da Piscina
Jogo:"Cumprir as tarefas"
Passar uma caixinha musical. Quando para a música, quem estiver com a caixa na mão, terá de cumprir a tarefa.
Pensamento do liqüidificador.
Conversa do sapato com a meia.
Robô e o computador.
Conselhos do espanador para a poeira.
Conversas de uma máquina de lavar roupa.
DESAQUECIMENTO VOCAL:
Massagear sem força, com os dedos, tocando de leve todo o pescoço, movimentando a laringe
Permanecer calada durante o desaquecimento
Lubrificar as pregas vocais ingerindo um pouco de água / temperatura ambiente
Deixar os braços ao longo do corpo, mover ombros p/ frente, p/ tras e rotação
Mover o pescoço p/ cima e p/ baixo lentamente
Mover o pescoço p/ os lados e no mesmo tempo emitir o /ssssss...../ contínuo
Vibrar a língua em escala descendente
5:36 PM
Comments:
Bruxismo ... você pode ter e não sabe que tem....
BRUXISMO é o hábito extremamente destrutivo adquirido inconscientemente, que consiste em raspar durante o sono as superfícies dos dentes superiores contra os inferiores.É conhecido também como briquismo. Considerado um hábito parafuncional de ranger os dentes; a dificuldade para sua resolução aumenta de acordo com a gravidade do desgaste produzido.
O termo bruxismo é derivado do Francês "la bruxomanie"principalmente utilizado por Marie & Pietkiewicz em 1907, também Frohman (1931), fez a utilização pioneira deste termo para identificar um problema dentário desencadeado pelo movimento anormal da mandíbula.
Sendo uma patologia de ocorrência comum o bruxismo, pode e é encontrado em todas as faixas etárias, com prevalência semelhante em ambos os sexos.
Já comprovado anteriormente em estudos, o bruxismo é uma das desordens funcionais dentárias mais prevalentes, destrutivas e complexas existentes, sendo tão antiga quanto o próprio homem.
O bruxismo causa um desgaste excessivo nos dentes, sendo o esmalte a primeira estrutura a ser envolvida por ele. Esta carga parafuncional do bruxismo, que resulta no desgaste anormal dos dentes, é o sinal mais freqüente desta patologia. Mais comumente severo nos dentes anteriores, não sendo um desgaste uniforme, isto quando se trata de dentes naturais. Já com os indivíduos portadores de prótese total, pode ocorrer o inverso, sendo maior o desgaste nos dentes posteriores, as pressões que são maiores na região posterior, permitindo assim uma maior estabilidade dentária.
O bruxismo pode ou não estar diretamente ligado à dor disfuncional muscular da articulação temporomandibular (ATM), dores de cabeça podendo até atingir o ouvido, dor muscular facial relacionados aos músculos mastigatórios, dor generalizada.
A freqüência e a severidade pode variar e aumentar a cada noite, está altamente associada ao stress emocional e físico. Quando noturno, o bruxismo envolve movimentos rítmicos semelhantes ao da mastigação, com longos períodos de contração dos músculos mandibulares. Esses movimentos, contrações, podem superar os realizados durante o esforço consciente, sendo a causa da dor muscular e fadiga.
Até hoje, não se conhece um método de tratamento para eliminar permanentemente o bruxismo.
A terapia mais empregada atualmente para o alívio dos sinais e sintomas de disfunção da articulação temporomandibular associados ao bruxismo, é a utilização de placas interoclusais. Essas placas reduzem a atividade dos músculos durante a noite logo após a sua inserção e protegem os dentes dos desgastes provocado pelo hábito.
A placa pode, e é normal, sofrer desgastes pelo uso constante, mas a sua reabilitação é menos problemática que a estrutura dentária quando afetada. É comum a recidiva do bruxismo após a suspensão de um tratamento a longo prazo com placa interoclusal.
Hábitos como, mascar chicletes, morder ou apertar objetos estranhos, devem ser considerados como um vício concomitante do bruxismo e portanto, devem ser eliminados durante o tratamento.
O indivíduo portador de bruxismo deve constantemente visitar seu dentista para que seja observado pelo profissional. O cirurgião dentista deve escolher a terapia ideal para o tratamento, de acordo com o paciente. Até o presente momento a cura permanente do bruxismo é desconhecida e sua etiologia ainda não esta suficientemente esclarecida.
4:35 PM
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Voz -> Prevenção -> Aperfeiçoamento da Comunicação Oral ->Higiene Vocal
APERFEIÇOAMENTO DA COMUNICAÇÃO ORAL
* Relaxamento
* Aquecimento
* Desaquecimento
Higiene vocal
Visa alertar para o comportamento vocal inadequado e seus efeitos e implicações na voz, assim como buscar meios para a eliminação de comportamentos negativos através do monitoramento.
Higiene Vocal -> Direcionamento -> Equilíbrio
Emprego da Higiene Vocal nos Principais Profissionais da Voz
ADVOGADO
Persuasão e credibilidade
Pitch grave e loudness ampliada
Abuso e mau uso
Vestimentas
Estresse
APRESENTADOR-TV
Dinamismo e domínio
Pitch grave, loudness aumentada, gama tonal excessiva
Voz impostada
Vestimentas
Baixas temperaturas
ATOR
Equilíbrio voz-personagem
Flexibilidade vocal
Abuso e mau uso
Acústica e alergias
Álcool, drogas e alimentação
CANTOR
Domínio e emoção
Repertório inadequado
Falta de técnica
Mau uso e ambiente
Equipamentos e alimentação
Álcool, drogas e paliativos
CAMELÔ
Firmeza
Ressonância faríngica
Loudness aumentada
Abuso e mau uso
Ambiente
Vocalização x peso
FONOAUDIÓLOGO
Competência comunicativa
Sobrearticulação
Mau uso vocal
GUIA DE TURISMO
Bom humor e segurança
Loudness aumentada, sobrearticulação
Abuso e mau uso
Ambiente e microfone
Alimentação e alergias
LOCUTOR ESPORTIVO
Dinamismo e agilidade
Gama tonal exagerada e velocidade rápida
Mau uso vocal
Baixas temperaturas
Estresse
MILITAR EM ORDEM UNIDA
Autoridade
Pitch grave, loudness aumentada, voz tensa
Abuso e mau uso vocal
Acústica
OPERADOR DE TELEMARKETING
Gentileza, disponibilidade e segurança
Sobrearticulação e tensão
Abuso e mau uso
Ambiente
Estresse
POLÍTICO
Credibilidade e persuasão
Pitch grave e loudness aumentada
Abuso vocal
Ambiente
RELIGIOSO MODERNO (adepto a atividades de louvores c/ música e dança)
Segurança e confiabilidade
Voz tensa, loudness aumentada, gama tonal exagerada
Abuso e mau uso
Microfone
PROFESSOR
Autoridade, afetividade, sabedoria
Loudness aumentada, pitch agudo ou grave
Abuso, mau uso e ambiente
Paliativos e alimentação
ENTÃO:
A Higiene vocal deve ser adotada como prática no dia-a-dia, e não somente uma obediência para o dia de uma apresentação ou uso específico da voz na profissão. Não é um luxo... nem uma regrinha que pode ser adotada ou não... É uma necessidade!!!!
AÇÃO FONOAUDIOLÓGICA BÁSICA EM PROFISSIONAIS DA VOZ
Operador de Telemarketing
Objetivo: melhorar a voz para aumentar a produtividade
Principais queixas: rouquidão e cansaço vocal
Características do trabalho: seleção, admissional, treinamento,
periódicos, terceirizado, acompanhamento individual ou em grupo
Enfoque: qualidade vocal, respiração e articulação adequadas
Ator
Objetivo: desenvolver o potencial vocal para as artes cênicas
Principais queixas: rouquidão e cansaço vocal
Características do trabalho: seleção, treinamento, estabelecer contrato c/
grupo, terceirizado, acompanhamento individual ou em grupo
Enfoque: qualidade vocal, resistência e flexibilidade vocal, aumento da
intensidade, relação corpo-voz e a amplitude articulatória
Locutor
Objetivo: Classificar a qualidade vocal junto aos diversos tipos de locução
Principais queixas: distúrbios articulatórios e sotaque
Características do trabalho: seleção, treinamento, cursos livres,
acompanhamento individual ou em grupo
Enfoque: qualidade vocal, articulação e respiração adequadas, inflexões
adequadas, flexibilidade vocal e excelente leitura
Cantor
Objetivo: Promover resistência e saúde vocal
Principais queixas: rouquidão e perda dos agudos
Características do trabalho: orientações em corais, seleção,
acompanhamento individual
Enfoque: qualidade vocal, resistência vocal, controle pneumofônico,
tessitura ampla. Avaliar a voz cantada dentro dos parâmetros da voz falada.
Repórter de TV
Objetivo: adequar o comportamento vocal para o vídeo
Principais queixas: distúrbios articulatórios e sotaques
Características do trabalho: seleção, treinamento, acompanhamento
individual
Enfoque: qualidade vocal, inflexões adequadas, relação corpo-voz
desenvolvida, nitidez articulatória
Professor
Objetivo: desenvolver as capacidades comunicativas para o magistério
Principais queixas: rouquidão, rouquidão e rouquidão
Características do trabalho: seleção, orientação, treinamento,
terceirizado, acompanhamento individual ou em grupo.
Enfoque: qualidade vocal, resistência vocal, respiração e intensidade
vocal desenvolvidas.
Proposta para Análise Vocal Perceptual em Profissionais da Voz
Data:___/___/_______
A) Histórico vocal
Nome: ________________________________________ _________ Idade______ Sexo:____ Grau de instrução:__________________
Profissão:___________________ Outra atividade:_______________
Endereço:_________________________Te l:___________________
Queixa:_________________________________ ___________________
Problemas vocais anteriores:_____________________________ __
Distúrbios relacionados à voz
Laríngicos. Quais?:_________________________________ __ Respiratórios. Quais?:_________________________________ Auditivos. Quais?:_________________________________ ___ Articulatórios. Quais?:_________________________________ ( )Faringites ( )Amigdalites ( )Rinites
( )Outros:__________________________
Alergias. A quê?____________________________________ ___
As emoções repercutem na voz? De que maneira?:_______________
Fatores desencadeantes e agravantes:_________________________
Que impressão tem de sua voz?______________________________
Que impressão os outros têm de sua voz? ______________________
B) Aspectos corporais
Posturas inadequadas:____________________________ Tensão na região cervical _______________________________
Tensão na face:_________________________________ Movimentos associados à fala: ___________________________
Gesticulação: ________________________________________
C) Respiração
Modo de respirar em repouso: ( )nasal ( )bucal
Tipo:
( )predomínio superior ( )inferior ( )misto
Teste de contagem:__________________________
Coordenação Pneumofônica:
( )inspiração sob tensão
( )expiração sob tensão
( )desperdício pré-fonatório
( )desperdício pós-fonatório
( )fonação sem inspiração adequada
( )uso do ar de reserva
D) Intensidade da voz:
( )fraca ( )mediana ( )forte
E) Altura tonal:
( )aguda ( )mediana ( )grave
F) Inflexão vocal:
( )monótona ( )reduzida ( )adequada ( )excessiva
G) No. de notas:________________
H) Registro vocal ( )elevado ( ) modal ( )basal
I) Estabilidade tonal: ( )estável ( )bitonal ( )falhada ( )trêmula
J) Canto: ( )afinado ( )desafinado ( )disodias
Comparado com a fala: ( )melhor ( )pior
K) Tempo máximo de fonação
/e/: __________________
/s/: tempo: ____________
/z/: tempo: ____________
Automatizado: TA______________ TF_______________
L) Ressonância
( )predomínio nasal
( )predomínio oral
( )predomínio faríngico
( )predomínio laringofaríngico (abafada)
( )equilibrada
M) Articulação
( )adequada ( )exagerada ( )reduzida
( )desviada: ______________________________
N) Vocabulário
( )satisfatório ( )rebuscado ( )acréscimos
( )suspensões ( )plebeísmo ( )regionalismos
( )estrangeirismos ( )pequenas incorreções
O) Velocidade da fala: ( )adequada ( )lenta ( )rápida
P) Fluência da fala: ( )adequada ( )escassa ( )disfluente OBS:___________________________
Q) Leitura oral
Desempenho:_____________________ Comparada com a fala espontânea: ___________________
Variações grave agudo:________________________
forte-fraco: _______________________
rápido-lento: ______________________
R) SMO
lábios:___________________________ língua:____________________________ __________________ bochechas:______________________ mandíbula:_________________________ __________________
gengivas________________________ dentes _______________________________________________
palato mole ____________________ _ palato duro____________________________________________
frênulos_______________________________________________________________________________
solo bucal_______________________ comissuras labiais______________________________________
S) FNV
Sopro__________________________ Sucção_________________________________________
Mordida________________________ Mastigação______________________________________
Deglutição______________________
------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
PROCEDIMENTOS TERAPÊUTICOS EM FONOAUDIOLOGIA
Dinâmica corporal
Equilíbrio postural de pé
Imaginar um fio que o sustente
Leve inclinação em todas as direções
Apoio na ponta dos pés
Levar os joelhos para trás até senti-los enrijecidos e relaxar gradativamente
Ombros alinhados = polegares para frente
Andar com apoio inicial no calcanhar e findando com apoio do corpo na parte anterior do pé
Exercício de Abastecimento Variável
I -----P----E----------------------------- -------------- I-----P-----E--------------------
I-----P-----E-----
I-----P-----E----------------------- ------------------- I-----P-----E--------------------
I-----P-----E----------------------- -------------------- I-----P-----E-----
Exercício de pneumofonoarticulação:
leitura,linguagem automática, linguagem dirigida e espontânea (relato de lugares e de eventos)
Fonação
Bocejar prolongando uma vogal...
Realizar uma constrição nos lábios e reduzi-la gradativamente durante a emissão das vogais:
/a/, /o/ e /u/
Fala salmodiada
Voz soprosa inicial
Uso do H aspirado, iniciando as vogais, palavras...
Mascaramento
Mastigação
Sons de apoio nasais, fricativos e vibrantes
Articulação
Promover padrão articulatório adequado
Trava-línguas e estudo de cada fonema em palavras e contextualizado
Técnica da sobrearticulação
Articulação sem som
Erguer a voz nas consoantes finais
Ler como se todas as palavras fossem oxítonas
Exercícios com ditongos, tritongos e hiatos
Ex: auau > ma > ma > mau > mau
Leitura de textos com dramatização
Utilizar a palavra de valor, a inflexão
Ex: Advinhem quem vem para o jantar?
O que significa isto?
Realizar leitura com modificação da gama tonal, da intensidade vocal e da velocidade da fala.
Ritmo
Uso do metrônomo
Uso do mini-órgão
Treino auditivo
ATUAÇÃO FONOAUDIOLÓGICA EM VOZ PROFISSIONAL
PROCEDIMENTOS TERAPÊUTICOS
1. Aperfeiçoamento vocal = Melhor desempenho da profissão
2. Cada profissão apresenta características próprias
3. Plano terapêutico = Necessidades profissionais
CONDUTAS TERAPÊUTICAS
POSTURA CORPORAL:
Ângulo de 90º ponta do queixo e o pescoço
Alinhamento corporal
Alongamento e flexibilidade
Pés apoiados
Peso ligeiramente para frente
1. Afaste ligeiramente os pés, deixando-os inteiramente apoiados. Feche os olhos. Balance o corpo lateralmente como se fosse um pêndulo durante 2 a 3 minutos.
2. Leve os joelhos para trás até senti-los enrijecidos. Em seguida, solte-os, destravando-os. Posição de relaxamento.
3. Lentamente, comece a descer enrolando primeiramente a cabeça, depois os ombros, as costas, os quadris, deixando os braços soltos. Sempre respirando e soltando o ar durante o exercício. Depois, suba lentamente, 1º encaixe o quadril depois as costas, os ombros e por último, a cabeça. Alinhe o olhar.
RESPIRAÇÃO:
Respirar adequadamente beneficia todo o organismo.
Controle sobre todas as sensações desagradáveis quando estamos em evidência.
Respiração ideal costo-diafragmática e abdominal
Desenvolvimento da consciência para a utilização de ar necessária para atividade vocal.
4. Sentada, curva-se o tronco sobre as pernas, braços relaxados. Respira sempre atento para a movimentação das
costelas durante a inspiração e expiração.
5. Pés afastados, joelhos flexionados, coluna lombar e costas apoiadas na parede, quadril encaixado, braços abertos, palmas para cima, ombros relaxados. Inspire pelo nariz.
6. De pé, inspirar lentamente elevando os braços acima da cabeça, prender a respiração colocando os braços em posição horizontal, expirar lentamente, abaixando os braços ao longo do corpo.
7. Inspire lentamente enquanto dá 5 passos. No momento de dar o sexto passo comece a contar 1-2-3-4-5. Conte um número em cada passo. Repita até que se torne de fácil execução.
8. Inspiração lenta expiração prolongada
9. Inspira pausa inspira expira variando a quantidade de pausas.
10. Inspire e expire emitindo:
a . . . e . . . . . i . . . . . . . . o . . u .
s . . . . . .s . . . . s . . . s . . . s . . . . .
z . . z . . . . . z . . . . z . . . . . . . z
11. Inspire e expire emitindo:
Palavras isoladas quantidade de acordo com a condição do cliente
Frases
12. Leia um texto fazendo pausas breves e longas. Marque com uma barra / as pausas breves e com / / as pausas longas. Use a pausa breve para destacar uma palavra na frase, aquela que considera palavra chave. Aproveite esses momentos para pequenas inspirações. Poderá gravar a voz em diferentes marcações, obtendo uma variação na interpretação.
AQUECIMENTO VOCAL:
15 minutos
Maior flexibilidade da voz
Alongamento e fortalecimento muscular ajustes dos siste-mas que influenciam na voz.
13. Alongamento e fortalecimento de todo corpo
Massagem facial
Rotação de cabeça e ombros
Movimentação de braços ( extensão, balanceios, rotação )
14. Aquecimento da musculatura respiratória com exercícios de inspiração rápida e expiração prolongada.
15. Sons Nasais - associados à rotação de língua no vestíbulo e ao estado de língua
Mastigação sonorizada e selvagem
Escalas ascendentes
Variação de intensidade
Som de sirene
16. Sons vibrantes escalas ascendentes
Variação de intensidade
17. Sons hiperagudos sopro
/mini-mini-mini.../
18. Prolongamento de vogais nota por nota em fraca intensidade.
19. Emissão em stacattos.
20. Exercícios articulatórios: Travalínguas.
21. Exercícios com a língua em torno dos dentes e massagens com a língua no céu da boca.
DESAQUECIMENTO VOCAL:
5 minutos
Ajuste fonatório da voz coloquial
Atividades de curto período seguido de alongamento
22. Continuar cantando, decrescendo a intensidade progressiva-mente.
23. Sons nasais escalas descendentes.
24. Sons vibrantes escalas descendentes.
25. Voz salmodiada com estrofes de travalínguas, frases ou seqüências automáticas.
26. Relaxamento e massagens indicado antes de dormir.
RESSONÂNCIA:
Equilíbrio da ressonância voz agradável
Colocação da voz na máscara / facilidade para projetá-la
27. Emissão do som nasal /m/ com a cabeça abaixada na posição sentada ou em pé. Quando conseguir produzir o som deverá ir levantando a cabeça lentamente.
28. Emissão do som nasal /m/ fazendo com que o som vibre nas cavidades de ressonância.
29. Emitir o som nasal /m/ alongando a cavidade oral como se tivesse uma batata dentro dela.
30. Alternar os exercícios 28 e 29, inicialmente de forma lenta, ir aumentando a velocidade.
31. Emissão da seqüência /minimini .../
32. Emissão da vogal /o/, procurando preencher toda a cavidade oral.
33. Emissão das seguintes seqüências:
/ ãm ã ________ pã/ /em e ________ pe/
/im i ________ pi/ /õm õ ________ põ/
/um u ________ pu/
34. Emissão de palavras iniciadas com o som nasal /m/, prolongando-se no início da emissão.
35. Emissão da seqüência:
/hum _____ ão ______ hum ______ ão ______ hum _____ ão .../
PROJEÇÃO VOCAL:
Apoio respiratório, ressonância equilibrada e expansão articulatória condições básicas
36. Emissão do /u/ de forma prolongada, sentindo a vibração do som na face. Imagine um ponto a sua frente e focalize a sua voz. Atenta para o padrão respiratório.
37. Emissão das vogais e das notas musicais em escala ascendente. Focalize a voz.
38. Fale os dias da semana com articulação precisa. Focalize sua foz.
ENTONAÇÃO DA VOZ ( INFLEXÃO ):
Estabelece diferentes curvas melódicas no discurso.
Entonação mais pausas adequadas
forte efeito emocional.
39. Treine as palavras em negrito das frases abaixo, variando a voz entre os tons mais graves e os mais agudos. Mudando a inflexão da voz, enfocando emoções diferentes, interferindo no seu significado:
Advinhe quem vem para o jantar? (agradável)
Advinhe quem vem para o jantar? (desagradável)
Vamos agora até lá. (alegria)
Vamos agora até lá. (raiva)
40. AGUDO / GRAVE
41. Leia frases mudando a entonação, usando diferentes curvas melódicas: curvas ascendentes, antes sas pausas e curvas descendentes, nas conclusões.
42. Leia frases mudando a pontuação das mesmas, variando assim o contexto da mensagem ( ( ! ), ( ? ), ( ... ), ( . ) ).
ÊNFASE:
Elemento para dar vida a linguagem falada.
Eleger palavra do enunciado para valorizar seu significado.
43. Repita a frase abaixo de diferentes maneiras colocando ênfase em diferentes palavras:
Cheguei em casa e não encontrei você me esperando para o jantar.
ARTICULAÇÃO:
Precisão na produção dos sons da fala.
Eficiência na musculatura respiratória.
44. Treine a posição articulatória correta dos sons do Português, iniciando pelas vogais. Deixe o som fluir naturalmente, estando atento para sua produção.
45. Exercícios de travalíngua iniciar o treino de forma lenta.
fa / sa / cha / fa / sa / cha ... fe / se / che / fe / se / che ....
um tigre, dois tigres, .... desenladrilharei, desenladrilharás, ...
46. Treine articulando as consoantes com bastante energia:
O pato pateta
pintou a caneca
surrou a galinha
bateu no marreco
caiu no muro no pé do cavalo
tomou um coice
ganhou um galo ...
47. Treine as seguintes palavras, evitando pronunciar a consoante que antecede outra sílaba como se houvesse uma vogal entre elas:
op / ção ab / soluto
ad / vogado adep / to
RITMO:
Dependerá do ritmo individual e do propósito da mensagem.
Rapidez ou lentidão prejudicam a recepção da mensagem.
48. Escolha um texto. Destaque as palavras chaves. Leia modificando a entonação. Faça pausas com tempos diferentes. Você pode fazer o mesmo elegendo a frase de maior importante. Brincar com o texto, deixando a fala cada vez mais expressiva.
49. Escolha um texto. Leia variando a velocidade de sua fala, objetivando encontrar o ritmo ideal para a compreensão da mensagem. Procure pontuar e acentuar corretamente o texto.
ALTURA TONAL:
Impressão digital de sua voz.
Varia o tempo inteiro, dependendo das inflexões.
Desenvolver maior flexibilidade vocal.
50. Usando palavras: bem, sim, não, pratique inflexões ascendentes.
51. Usando palavras: ir, porquê, não, pratique inflexões descendentes.
52. Exercícios de /s/ e /z/ com intensidades variadas.
53. Vibração de língua variando da intensidade fraca até a forte ou vice-versa.
11:50 AM
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Disfonia em Quadros Especiais
Paralisia Cerebral
Características dependem do tipo e gravidade da paralisia
Alterações vocais:
Interrupção da sonorização caracterizada por sonorização forçada ou intermitente e fonação inspiratória
Incoordenação PFA,
Dificuldade no controle e estabilidade do pitch
Paralisia Cerebral
Espástico: voz hipertensa
Atetóide: voz hipotensa
Deficientes Mentais
Incidência grande de disfonia / 47% apresentam problemas vocais (SCHLANGER & GOTTSLEBEN, 1957)
Características:
voz rouco-áspera ou soprosa
hiper ou hiponasal,
salmodiada,
monótona e
alterações na loudness, pitch e prosódia
quadros de afonia
Crianças com Síndrome de Down
(Voz áspera, soprosa e caracterizada por tensão vocal e, em algumas, características de fonação vestibular e hipernasalidade)
¿O choro do bebê normal é mais ativo, com maior duração, e contém um número maior de sons do que o bebê com Síndrome de Down". (FISICHELLI et al., 1966)
Deficientes Auditivos
(Alteração vocal depende: grau e tipo de perda
Problemas associados de voz, fala, motricidade oral e linguagem)
Características vocais:
-Tensão vocal, incoordenação PFA, desequilíbrio ressonancial, alterações no pitch e loudness, ataque vocal brusco, fala em stacatto, alterações na prosódia
11:39 AM
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Idade Avançada e Funcionamento Cerebral
Na pequena cidade de Mankato, no estado de Minnesota, nos EUA, existe um convento com uma história muito diferente. As freiras que ali vivem e morrem parecem atingir uma longevidade muito maior do que a população em geral: a idade média é de 85 anos, e entre as 150 freiras aposentadas, 25 tem mais de 90 anos, e 12 tem mais de 100 anos. Um dos motivos, é claro, é que as freiras em clausura não correm risco de morte reprodutiva, levam uma vida protegida, não fumam nem bebem. No entanto, ocorrem coisas surpreendentes: a incidência de doença de Alzheimer é muito baixa entre elas. Essa é uma doença terrível, que mata as células cerebrais do idoso, e altera radicalmente sua memória, comportamento e capacidade de viver autonomamente. Está aumentando muito em todos os países, pois ocorre mais em pessoas com idade superior a 70 anos. Portanto, com o aumento geral de longevidade trazido pela medicina e pelo bem estar econômico, tem se transformado em um sério problema de saúde pública em alguns países, como nos EUA.
Quando esse fato foi descoberto por um cientista da Universidade do Kentucky, Dr. David Snowdon, ele foi estudá-las e descobriu que a longevidade era maior entre as freiras que tinham educação superior, ou que tinham alguma atividade mental constante, como estudo, leitura, música ou pintura, ensino das mais jovens, etc.. Em outras palavras, as freiras que exercitavam a sua mente e se mantinham ativas cerebralmente viviam por mais tempo do que as que se "entregavam" à velhice, por assim dizer, ou que tinham apenas atividades passivas e restritas do ponto de vista intelectual, como cozinhar ou arrumar os quartos do convento. Como ele mesmo disse, "a diferença estava em como elas usam suas cabeças".
A descoberta do Dr. Snowdon deu origem a um grande estudo científico. As freiras concordaram em doar seus cérebros quando morressem, para que fosse investigado se havia alguma diferença em relação a cérebros de outras pessoas. Ao longo da última década e meia, ele e sua equipe examinaram mais de 700 cérebros.
O que os cientistas descobriram? Até recentemente, achava-se que o cérebro era imutável. Os neurônios, que são as células cerebrais envolvidas em todas as funções nervosas, desde um simples movimento até o pensamento e a linguagem, não se reproduzem. Portanto, ao terminar o crescimento do cérebro, na infância, os neurônios começam a morrer gradativamente, e não são substituídos. Ao chegar a uma idade avançada, temos 25 a 30% menos neurônios que na adolescência, e em caso de doenças circulatórias e degenerativas do sistema nervoso central, como na doença de Alzheimer, essa devastação pode ser maior ainda, levando às alterações de memória, no sistema sensorial e motor, e na capacidade cognitiva dos idosos.
Entretanto, algumas descobertas revolucionárias alteraram esse conceito. Os neurônios se caracterizam por ter prolongamentos, ou ramificações, extremamente finas, chamados dendritos, que são usados para fazer conexões com outras células cerebrais, formando assim os circuitos responsáveis pelas funções do cérebro.
No córtex cerebral, onde estão as chamadas "funções superiores", como visão, audição, fala, inteligência, consciência, etc.,os dendritos de um neurônio fazem conexão com até 1.000 outros neurônios. Outras células, como no cerebelo, responsável pela coordenação dos movimentos e equilíbrio, essa relação pode ser de até 100.000 para um.
Os cientistas descobriram que os dendritos podem crescer com o aprendizado. Uma neurocientista de Los Angeles, Dra. Diamond, estudou o cérebro de ratos que viviam em dois tipos de ambiente: um deles bem rico em sensações e experiências, com muitos brinquedos, bolas, rampas, escadas, objetos coloridos, etc.; e outro sem nada de especial. Além disso, testou os ratos que viviam sozinhos, quando comparados com ratos que viviam com outros companheiros na mesma gaiola. Ela descobriu que os neurônios do córtex dos ratos que tinham vivido em ambientes ricos ou em companhia social, tinham muito mais ramificações de segunda e terceira ordem nos dendritos, do que os ratos que tinham vivido em ambientes pobres.
Aparentemente, portanto, o cérebro funciona como um músculo: quanto mais você usa, mais ele desenvolve conexões novas e cresce. A inatividade, por sua vez, acelera a perda de conexões e a diminuição dos dendritos. O Dr. Snowdon descobriu no cérebro das freiras que eram mais ativas intelectualmente na idade avançada, que algumas delas tinham sinais patológicos que indicavam que elas deveriam ter Alzheimer (são placas de uma substância amilóide e novelos de fios dentro das células, que não existem em neurônios normais, e que são responsáveis pela sua morte). No entanto, elas tinham poucos sintomas característicos, ou desenvolviam a doença muito mais tarde do que o usual. O médico diz que como essas freiras tinham muito mais ramificações neuronais e circuitos cerebrais mais ricos, eles compensavam a morte daqueles afetados pela Alzheimer.
As freiras de Mankato acham que "cérebro desocupado é morada do diabo", e por isso se dedicam tanto a ocupá-lo. É um ditado muito verdadeiro, se imaginarmos que o "diabo", nesse caso, é a doença cerebral e cardiovascular, trazida pela inatividade e entrega tão características da maior parte dos idosos que vivem no Brasil. É uma grande tragédia, perfeitamente evitável. Iniciativas como a "Universidade da Terceira Idade", da PUCCAMP, ou o "Projeto Caminhar" da FEAC (Federação das Entidades Assistenciais de Campinas), estimulam o idoso a continuar a exercitar intensamente o seu cérebro, aprendendo e a ensinando. Os idosos têm tanta experiência de vida e conhecimento, e podem fazer tanto para melhorar nossa sociedade! Infelizmente, muitas vezes são deixados de lado, "arquivados", abandonados pela mesma sociedade, que, com falta de sabedoria, valoriza cada vez mais apenas os jovens.
As descobertas da ciência estão mostrando que é perfeitamente possível continuar saudável e mentalmente ativo na velhice avançada. O aumento da longevidade média da população exige que os idosos sejam integrados mais intensamente na vida social, evitando o fantasma da aposentadoria, que mata tanta gente pela brusca mudança para a inatividade e para a sensação de inutilidade.
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Para Saber Mais
Sabbatini, R.M.E.: Mente e doença, Correio Popular, p. 3, 22/8/96
5:48 AM
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PROCESSAMENTO AUDITIVO CENTRAL
Às vezes nos deparamos com várias situações de dificuldades por parte da criança, de se adaptar ao ambiente social.
Entre estas dificuldades estão:
desatenção ou atenção curta, distração, distração fácil com sons, dificuldade de compreender em local ruidoso, incômodo aos sons altos ou a ruídos de fundo; pedem repetição de informação; problemas para lembrar de coisas que aprenderam auditivamente; problemas de fala; ouvem mais não entendem, só ouvem quando querem; baixo rendimento escolar; dificuldade de compreender palavras de duplo sentido; problemas de linguagem expressiva, dificuldade de compreender o que lê, disgrafia ou também inversão de letras, desajuste social (agitado ou muito quieto chegando ao isolamento). Auditivamente, apresenta resposta inconsistentes ao som (dificuldades de responder corretamente ao exames audiométrico), alteração na localização da fonte sonora, inabilidade de focar, discriminar, reconhecer ou compreender informações auditivas.
Muitas vezes a criança apresenta tais dificuldades, não por "burrice" ou "falta de interesse para com as coisas ou pessoas", mas sim por apresentar um distúrbio chamado de alteração do processamento auditivo central.
Os processamentos auditivos centrais, são processos que necessitam de um bom funcionamento das estruturas do sistema nervoso central. Um simples distúrbio leva a criança a não conseguir interpretar o som, já que essa interpretação depende das habilidades auditivas organizadas e estruturadas. Estas etapas são: detecção do som, discriminação do som, reconhecimento, localização da fonte sonora e compreensão do som. Todos ligados às funções cerebrais, como: atenção e memória.
A avaliação audiológica convencional (audiometria tonal, vocal, inteligibilidade e imitanciometria) avalia em termos de capacidade auditiva a detecção e transmissão do som. Já a avaliação do processamento auditivo central, analisa eventos acústicos quanto a localização sonora, figura-fundo, memória seqüencial, processamento temporal, fechamento... que são processos realizados mais profundamente, "no caminho do som até o córtex auditivo".
A privação sensorial (falta de experiência acústica no meio ambiente) pode gerar uma imaturação das estruturas do sistema nervoso central, alterações neurológicas (doenças neurodegenerativas, alterações causadas por anoxia), problemas congênitos (infecções congênitas: rubéola, sífilis, citomegalovírus, herpes e toxoplasmose), peso de nascimento inferior a 1.500g, alcoolismo materno ou uso de drogas psicotrópicas na gestação, permanência em incubadora, perda auditiva condutiva (a freqüência da otite leva a uma falta de consistência de estimulação, leva a distorção da mensagem e prejuízo do desenvolvimento da audição, da fala e da linguagem) e perda auditiva neurossensorial nos primeiros anos de vida. São fatores de risco para gerar uma alteração do processamento auditivo central.
A avaliação do processamento auditivo central geralmente vai orientar a terapia fonoaudiológica e ao neurologista quanto a área (habilidade auditiva) alterada, para que seja realizado o mais breve possível a melhor conduta clínica.
As indicações para avaliar o processamento auditivo central, são:
1) limiares tonais normais
2) Queixa de dificuldade de compreensão
3) Suspeita de disfunção do processamento auditivo central
Em pacientes adultos:
1) Paciente que se queixa de problemas auditivos, mas os resultados da bateria audiométrica básica são normais.
2) pacientes com 65 anos ou mais e queixa de dificuldade para ouvir na presença de ruídos de fundo, sendo sua audição razoavelmente boa para freqüências altas. 3) História de disfunção ou doença neurológica.
4) AVC hemorrágico ou isquêmico.
5) Traumatismo craniano.
6) meningite.
7) hidrocefalia.
8) Doença de Alzheime
9) Alcoolismo crônico.
10) Doenças desmielinizantes.
Nas crianças normais as habilidades envolvidas no processamento auditivo central desenvolvem-se em paralelo ou em relações recíprocas com habilidades de linguagem (Keith,1988).
Alterações leves e moderadas do processamento auditivo central podem ser compensadas desde que haja boa interação entre pais e crianças e condições de escuta favoráveis no ambiente físico em que a criança está inserida no momento do seu aprendizado e desenvolvimento da linguagem. As alterações também podem ser tratadas terapeuticamente através de exercícios fonoaudiológicos.
As alterações estão relacionados com as estruturas do processamento responsável pela atividade central. Estas estruturas são: tronco encefálico, vias sub-corticais, córtex auditivo, lobo temporal e corpo caloso.
A integração das informações sensoriais auditivas com outras não auditivas é o occipital, parietal e frontal.
Mais especificamente, o complexo olivar superior e o córtex auditivo são estruturas do sistema nervoso central responsáveis pela localização sonora. A responsável pela atenção ao som é o colículo inferior e pela memória para sons em seqüência e discriminação de padrões temporais é o córtex.
A orientação que pode-se dar aos pais e professores de crianças com DPAC é para que usem estratégias verbais como repetição, fazerem uso de palavra-chave, usar pausas entre outras.
As sugestões para terapia fonoaudiológica para uma DPAC é:
- consciência fonológica com apoio da leitura, análise e síntese fonêmica, compreensão de linguagem e memória seqüencial para sons verbais e não verbais.
No momento é possível apenas realizar uma triagem do processamento auditivo central dando o resultado de que será necessário uma testagem do processamento ou um resultado de acertos em todos os testes da triagem. Para a realizarão da avaliação (testagem) se faz necessário equipamentos apropriados.
5:43 AM
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O HÁBITO DAS FRALDAS???
É comum depararmos com mães preocupadas com o "tirar as fraldas" de seu (sua) filho (a).
As dúvidas mais freqüentes são:
- Como devo proceder? Qual a idade mais adequada? Posso forçar ou não? Meu (a) filho (a) quer tirar as fraldas, o que devo fazer?
Diante dessas dúvidas, é importante esclarecer alguns pontos fundamentais que antecede esse processo. Primeiramente não podemos nos esquecer que toda mudança na criança tem que ser realizada, respeitando sua individualidade e seu próprio rítmico. Pôr isso é preciso deixar claro que "é necessário que haja um certo nível de maturação para que o treinamento produza resultado". Para que possa controlar sua eliminação, a criança tem que aprender muitas coisas:
Tem que saber "o que" se espera dela.
Que há uma ocasião e um lugar apropriado para se eliminar.
Tem que familiarizar-se com as sensações que indicam a necessidade de eliminar.
Tem que aprender a contrair seus esfíncteres, a fim de inibir a eliminação e descontraí-la para permitir que ela se efetue.
Esse controle se efetuará melhor se também os pais estiverem preparados, não só pela disponibilidade de realização de tarefas de levar a criança ao banheiro; trocá-la, quando molhada; mas principalmente sua disponibilidade interna. Essa mudança não afeta só a criança, mas também os pais que terão que concretizar a passagem, ou seja, o crescimento daquela criança que até então era um "bebê". Muitas vezes isso é difícil! Mas todos (pais / filhos) devem estar prontos para essa passagem, pois com certeza é um fator que irá contribuir em muito, para que a criança retire ou não com facilidade a fralda. É interessante que neste ou em qualquer momento, onde as mudanças são inevitáveis e necessárias, os pais revejam o que isso está acarretando neles próprios, para que possíveis conflitos internos não interfiram neste processo.
Pôr que algumas crianças retiram mais cedo, outras mais tarde?
R: Justamente devido à maturação individual.
Quando a criança está pronta?
R: As crianças dão indícios de sua prontidão. Exemplo: acordam secas, passam uma parte do dia seca e quando verbalizam colocam que fizeram "xixi". Essa criança está apontando aos pais que está pronta para o treinamento.
Como fazer este treinamento?
R: Uma vez a criança pronta; inicia-se com o "xixi" diurno. Retira-se a fralda, oferecendo o banheiro algumas vezes e não recue. Após o início do controle, ainda leva 5/6 meses para que se efetue.
A criança que está neste processo, logo apresenta a fralda noturna seca, então está pronta para também deixá-la.
E o controle das fezes?
R: Geralmente se faz posterior. Para a criança é um momento muito importante, pois as fezes representam seu produto, por isso muitas delas se recusam a evacuar, pensando que suas "coisas" vão embora. Muitas crianças tem facilidade e levam na brincadeira, outras necessitam de maior elaboração.
Deve-se forçar a criança que recusa a tirar a fralda?
R: Nestes casos é bom avaliar o que está acontecendo com a criança, em casa e / ou o que ela está querendo expressar com esta atitude. Muitas vezes a dificuldade está nos pais que inconscientemente não querem que seus filhos tornem-se independentes. Quando os pais estiverem conscientes disso, poderão conversar com a criança, mostrando que "crescer é bom" e que está na hora de retirar a fralda. Talvez a criança esperneie, faça birra, mas os pais devem mostrar à ela que conseguirão suportar tais comportamentos com tranquilidade e segurança.
Nota: O fundamental é ter paciência e perseverança, já que são muitos os comandos que a criança tem que aprender para o controle dos esfíncteres.
Caso a mãe encontre alguma dificuldade ou dúvida deve consultar um especialista (pediatra/psicólogo).
5:22 AM
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Por que por meu filho na Pré-Escola... ???...Para Que???"
O que é....SER CRIANÇA?
Será que ela é um adulto em miniatura? Será que ela é um ser fraco e incompleto que necessita da constante atuação do adulto para se desenvolver? Será que todas as crianças são iguais?
Afinal, qual é o verdadeiro papel da pré-escola?
Será que a criança pré-escolar não precisa que se faça mais nada com ela além de cuidarmos do seu conforto, bem-estar, atos de boa conduta social, alimentação, higiene e deixá-la a mercê da brincadeira?
Brincar é ótimo. Realmente a criança está na escola para brincar...mas, para APRENDER BRINCANDO!
Brincar de amarelinha? Sim! Por que? Para que? Qual é o objetivo disso? O significado? Tem um objetivo educacional ou é apenas um mero passatempo?
Assim, a pré-escola tem uma função pedagógica, parte de um trabalho que toma a realidade e os conhecimentos infantis como ponto de partida. Conhece a criança, o que é "ser Criança" e tem conhecimento do desenvolvimento infantil. Suas atividades tem um objetivo-significado concreto hoje para a vida da criança e que, simultaneamente, asseguram a aquisição de novos conhecimentos posteriores.
A pré-escola tem como objetivo primordial atender as necessidades psicossociais da criança, criar condições adequadas para o seu desenvolvimento global - estimular a criatividade, a autonomia, a cooperação e a criticidade - considerando, para isto, a história de vida de cada um, suas experiências e sua individualidade.
Dos 0 aos 6 anos é a fase em que acontece todo o desenvolvimento do ser humano e, dependendo da forma como essa criança for estimulada nesta fase, isto acarretará conseqüências positivas ou negativas no futuro.
Com base neste aspectos, postula-se que a pré-escola tem um fim em si mesma. Parte das necessidades e interesses da criança garantindo, assim, um desenvolvimento harmônico em todos os aspectos.
Ao acreditarmos que a inteligência se constrói frente a uma constante interação entre o sujeito e o meio, vemos que a criança pode beneficiar-se enormemente quando tem a possibilidade de viver em um ambiente educacional que lhe ofereça a oportunidade de agir com liberdade e espontaneidade, bem como manipular materiais adequados. Assim, ela poderá estabelecer relações com as pessoas, com os objetos... enfim, com o mundo!!!
5:12 AM
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Humanizando os hospitais
Na cidade de Perdue, nos Estados Unidos, existe um hospital que é diferente de todos os demais. Nas enfermarias onde estão os pacientes internados em estado mais sério, existem quatro gatos, cinqüenta periquitos e diversas gaiolas com canários e outros passarinhos. A direção do hospital está pensando em comprar dois cães pequenos e soltá-los, também. Como numa espécie de mini-paraíso terrestre, plantas em profusão adornam os quartos e as janelas, e de vez em quando crianças são trazidas para visitar os pacientes e brincar com eles.
Com tudo isso, o hospital de Perdue conseguiu diminuir em 25 % a mortalidade dos seus pacientes internados. A idéia, que está sendo chamada de "edenização" (de Éden, ou paraíso) é humanizar as instituições médicas, asilos de velhos e crianças, por meio da interação com animais e plantas. Mais de 100 hospitais e asilos já adotaram essa idéia simples, mas revolucionária, proposta pelo Dr. William Thomas, com resultados interessantissimos. Pacientes em estado grave recobram a consciência, e o estado de ânimo de todos (inclusive dos profissionais de saúde que trabalham com eles) melhora tremendamente, com repercussões positivas sobre a vontade de viver e até sobre a resistência imunológica contra as doenças. "Os pacientes parecem ter uma nova razão de viver", diz o Dr. Thomas. "Animais, plantas e crianças não são uma panacéia, mas eles proporcionam um tremendo estimulante, mesmo para os casos mais difíceis".
Embora esse conceito esteja ainda muito longe de ser adotado universalmente, a direção e os médicos de muitos hospitais estão tomando medidas para humanizar um pouco mais o estéril e agressivo ambiente hospitalar, pois estão amplamente demonstrados os benefícios para uma recuperação mais rápida dos pacientes. No Hospital das Clínicas da UNICAMP, por exemplo, o Dr. Jamiro, um médico e professor do Departamento de Clínica Médica, freqüentemente realiza mágicas divertidas para seus pacientes. Corais e shows de palhaços provocam sorrisos e diminuem as despesas hospitalares, mandando os pacientes para casa mais cedo e mais felizes.
Pode parecer uma heresia médica, e até um atentado microbiológico, colocar periquitos e plantas em uma UTI, ou cães e crianças em um quarto de hospital. Mas o fato é que eles não prejudicam em nada a atenção médica convencional. É apenas uma questão de romper os paradigmas existentes. Quem já ficou internado alguma vez em um hospital, ou teve o azar de ficar em uma UTI, sabe o quanto é estressante o ambiente hospitalar. Por razões de facilidade técnica e segurança dos pacientes, a maior parte das UTIs fica feericamente iluminada o tempo todo. Além de estarem ansiosos com sua própria condição, os pacientes, imobilizados e cercados de equipamentos ruidosos e de aspecto ameaçador, com sondas e fios por todo o corpo, mal conseguem dormir. Quando conseguem, são interrompidos a todo momento para tirar sangue, medir a temperatura, receber injeções, etc. Ocupadissimos em salvar vidas no limiar da morte, médicos e enfermeiras mal têm tempo para conversar ou dirigir uma palavrinha amistosa aos seus pacientes. Os procedimentos são complicados, ninguém explica nada. Para muitos é o terror absoluto, e por causa disso os pacientes freqüentemente passam o tempo todo sedados à base de medicamentos.
Assim, é fácil constatar que a esterilidade biológica dos hospitais é acompanhada por uma "esterilidade" emocional comparável. E isso é ruim. Em um livro muito interessante, chamado "A Casa de Deus", um médico americano contou sua experiência como residente num dos mais famosos e competentes hospitais do mundo, o "Beth Israel", da cidade de Boston. O que mais impressionou o autor é como a condição de saúde de muitos pacientes parece piorar mais, ao invés de melhorar, ao serem internados no hospital. Muitas complicações de casos aparentemente simples são causados pelos procedimentos médicos, que levam a novos problemas, que necessitam ser socorridos por novos procedimentos, que ocasionam mais complicações, e assim por diante, numa progressão infernal, que acaba muitas vezes matando o paciente. Os mais vulneráveis a esse tipo de coisa são justamente os mais novos e os mais velhos.
É por isso que a edenização pode ser uma solução para humanizar os hospitais. E isso é bom !
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Enviado por: Dr.Sabbatini
Autor: Email: sabbatin@nib.unicamp.br
WWW: http://nib.unicamp.br/~sabbatin
Jornal: http://www.cpopular.com.br
4:41 AM
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A FALA INFANTIL
Dizem que falar é fácil e difícil é fazer. No entanto, a fonoaudiologia, ciência que estuda os distúrbios da comunicação humana, tem percebido que para algumas pessoas falar é bastante complicado, sendo mesmo uma questão de saúde. Mas agindo preventivamente, essa pode tornar-se uma tarefa fácil.
Os pais ou responsáveis podem evitar problemas de fala, voz, linguagem e audição na primeira infância de seus filhos, quando orientados a tomar cuidados específicos em cada fase.
Estimular a aquisição de cada fase no processo da comunicação oral é fundamental para a saúde da criança. Logo após o nascimento o bebê realiza atividades motoras concentradas na região oral, como a sucção, respiração, mastigação e deglutição, que prepararão toda a musculatura adequadamente, dando condições necessárias para a criança esboçar corretamente os sons das palavras e desenvolver sua aprendizagem.
Tanto os "gritinhos" e choros como a alta sensibilidade tátil existente na boca do recém-nascido lhe permitem conhecer o mundo e se relacionar com ele. Nesse período a criança vive situações prazerosas, reconhece texturas, objetos, ativa sua memória gustativa e assim organiza seu esquema corporal bucal, que será fundamental na fase de aprendizagem da fala. Também ao mamar, a criança realiza movimentos de sensibilização do palato (céu da boca), contração e relaxamento dos órgãos móveis da face como a língua, lábios, mandíbula e bochechas. Ela vai conjugando equilibradamente as forças musculares da face e da mandíbula. Esta última vai deslocando-se para frente, pois ao nascer apresenta-se retraída, permitindo a passagem do bebê pelo canal vaginal durante o parto.
Os diversos sons emitidos durante a metade do segundo mês até o terceiro, caracterizam a época do balbucio. Nessa fase a criança vai ganhando mais precisão nestes movimentos e articula sons variando ritmo e intensidade, que ganham significação na comunicação, sendo interpretados como desejo de comunicação, e devem ser incentivados pelos adultos. Por esses e outros motivos já bastante conhecidos é muito importante que a criança exercite-se mamando no peito e sugando a chupeta, de preferência ortodôntica, pois as estruturas da região oral estão em formação e necessitam de estimulação para desenvolvê-las harmoniosamente.
Aproximadamente aos seis meses o bebê inicia a imitação voluntária, isto é, a emissão de sons que se aproximam dos produzidos em nossa língua e que serão aperfeiçoados mais tarde. Ainda nessa época é introduzida à alimentação da criança uma dieta variada com alimentos mais consistentes, pois a musculatura já está apta a desenvolver novos padrões de fala e mastigação. Em geral, é nesta fase que ocorre o desmame do bebê e ele amplia suas relações com o mundo. No período dos seis aos sete meses apresentam um balbucio altamente diferenciado. A ausência desta última característica, em geral, aponta para dificuldade severa de audição ou ainda um atraso no desenvolvimento geral da criança.
Estimular a amamentação é fundamental até aos seis meses de idade, porém, é preciso considerar que algumas mães, baseando-se nos benefícios do leite materno durante a amamentação ou em outros variados motivos, retardam o desmame. Esta atitude deve ser melhor avaliada pois a criança no seu desenvolvimento natural deverá alcançar funções motoras mais elaboradas como a mastigação, que favorecerá o fortalecimento das estruturas envolvidas na fala. Assim como espera-se que a criança vença as etapas do sentar, engatinhar, ficar de pé até caminhar, sendo cada uma delas é importante para a fase posterior, o retardar do desmame prejudica o desenvolvimento da fala, fixando a sucção, mantendo padrões inadequados de língua, lábios para a mastigação e fala, que são funções aprendidas devendo portanto ser estimuladas.
Alguns cuidados devem ser observados pelos responsáveis para prevenir alterações neste campo, como verificar a postura da criança ao dormir, evitando o descanso das mãos sob a face, a obstrução nasal crônica, lábios entreabertos, entre outras coisas, para que não haja deformações faciais que alterem a oclusão dentária ou padrão respiratório nasal. Evitar patologias auditivas que prejudicam a discriminação dos sons, verificar se o furo da mamadeira apresenta tamanho adequado, assim como posicionar a mamadeira não muito verticalizada para exigir do bebê o exercício da sucção e não apenas a deglutição.
O hábito vicioso de chupar o dedo, chupeta, assim como de outros objetos, deve ser evitado após os 6 meses de idade. Se nos primeiros anos de vida a musculatura da face for erradamente modelada com estes vícios podem ocorrer deformações como flacidez labial, encurtamento do lábio superior, flacidez lingual que provoca mau posicionamento dos dentes na arcada durante o seu aparecimento, aprofundamento do palato (céu da boca) com estreitamento da região nasal, aumento da produção da saliva e baba durante a noite, respiração bucal oferecendo pouca oxigenação cerebral com prejuízos na concentração da criança e conseqüentemente na aprendizagem. Há também uma maior suscetibilidade às doenças respiratórias de repetição que culminam na fixação de um padrão respiratório inadequado para fala, mastigação e deglutição, além, é claro, de ser anti-higiênico. Portanto, o falar está diretamente relacionado à saúde revelando as condições orgânicas existentes.
Somente a condição anatômica dos órgãos da fala não garantem sua boa dicção. É preciso considerar também o estímulo que a criança recebe para utilização destas estruturas. Alguns adultos reforçam as palavras ditas erradamente com um "estilo" infantil, o que significa dizer que "ensinam o errado " não dando chance à criança de perceber o correto. Muitas crianças apresentam boas condições orgânicas, porém, não têm necessidade de nomeação dos objetos, ações e pessoas pois são compreendidas por todos ao apontá-los. É muito comum a criança apontar e o adulto imediatamente traduzir ou atender seu desejo, desmotivando-a a experimentar uma construção verbal mais elaborada. É preciso controlar a ansiedade e aguardar sua solicitação não completando as frases para ela, inibindo assim a comunicação puramente gestual. Deve-se propiciar à criança experiências variadas como a nomeação de seus atos, objetos e partes do corpo sem auxiliá-las, apenas reforçando.
É muito importante que os pais estejam atentos ao desenvolvimento da fala na criança desde o seu nascimento e que esta seja acompanhada pelo fonoaudiológo periodicamente. A identificação precoce de alterações neste campo pode evitar o aparecimento de dificuldades de aprendizagem e, principalmente, das patologias fonoaudiológicas.
4:36 AM
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Como as crianças aprendem?
Os princípios psicopedagógicos que norteiam um ambiente estimulante e principalmente feliz para as crianças estão interrelacionados e são interdependentes: auto-estima, motivação, aprendizagem e disciplina.
O desenvolvimento da criança ocorre eficazmente se prestarmos a devida atenção na relação pais e filhos.
No campo afetivo, é importante refletir em como ajudar as crianças a criar sentimentos positivos em relação a si mesma. Sentindo-se valiosa e segura, o êxito escolar estará garantido.
No campo cognitivo, recomenda-se enriquecer e ampliar o vocabulário da criança. A ênfase no aprendizado de novas palavras tem como objetivo possibilitar a obtenção de melhores resultados na escola e também ajudar a criança a ordenar o pensamento em função do mundo em que vive e fazê-la sentir-se capaz, aceita e valiosa.
Além da expressão oral e da ordenação do pensamento infantil há o desenvolvimento do raciocínio lógico - matemático, da psicomotricidade, e do aspecto sócio-emocional contribuindo adequadamente para que esse "sujeito" (a criança), seja ajudado na sua totalidade, onde todas as partes do desenvolvimento são atendidas adequadamente.
Acreditando nesta interelação, não podemos tratar isoladamente cada parte deste processo do crescimento infantil, pois o cognitivo depende do afetivo, que influi no psicológico, que está relacionado ao psicomotor, ao físico, ao emocional... Portanto é fundamental que se preocupe com todos os aspectos do desenvolvimento infantil. Todos são igualmente importantes. E se processam simultaneamente.
Separamos apenas para facilitar o nosso entendimento, mas reforçamos que o processo de desenvolvimento acontece como um todo.
Aprendizagem
A criança aprende o tempo todo, mas não necessariamente aquilo que os pais tentam ensinar-lhes de forma intencional.
A relação ensino - aprendizagem nem sempre é linear e direta : nem tudo que se ensina, se aprende, e às vezes aprendem-se coisas que não se pretendem ensinar.
O papel dos pais deve consistir em suscitar problemas adequados às capacidades da criança, e não tanto oferecer soluções para que ela memorize e repita. Além disso, a aprendizagem por meio da ação e da exploração é conquista, é construção do conhecimento pela própria criança. Uma vez adquirido por ela mesma, a apropriação deste conhecimento é mais significativa e nela permanecem.
E nada mais enriquecedor do que propor atividades criativas e desafiadoras que podem acontecer no quintal, na sala, no shopping, no carro, na rua.
A aprendizagem lúdica através de jogos, brincadeiras, músicas, e dramatizações é significativa e altamente motivadora, devendo acontecer em casa e na escola, em especial na sala de aula, onde aprender vira "ofício do brincar" e a vida escolar um enorme prazer.
Que princípios de aprendizagem deveriam ser levados em conta para estimular o pensamento da criança ?
Aprendemos algumas ações, medos ou sentimentos por associação, isto é, pela coincidência de vários estímulos que nos levam a estabelecer nexos entre eles. Ou ainda, por meio das conseqüências de nossa conduta, sejam efeitos negativos ou positivos das mesmas. Foi Thorndike (1911) quem formulou a Lei do Efeito, referente à afirmação anterior e foi Skimner (1953) quem contribuiu para o desenvolvimento desta idéia: um comportamento tende a repetir-se quando provoca a aparição de algo agradável para a pessoa (reforço positivo) ou a eliminação de algo desagradável (reforço negativo).
Mas, não estarão as crianças de hoje mais do que recompensadas?
Uma saturação de reforços não ajuda a criança descriminar o fez bem do que fez mal. É preciso saber dosar. A apresentação constante de reforços de grande valor traz consigo a perda de valor desses reforços.
Os reforços podem ser usados, desde que bem utilizados.
Seja o reforço social (elogios, atenção), simbólico (dinheiro, notas no boletim), material (presentes) ou de atividade (um jogo, um passeio, uma diversão), é importante que os pais utilizem com muito zelo e bom - senso.
Montar um quebra - cabeça pode ser gratificante para uma criança, mas pode significar um castigo para outra; o que revela o caráter subjetivo do reforço.
É necessário identificar que atividades são relevantes para modificar o comportamento da criança e despertar o seu interesse. Com isso, elimina-se um possível mercantilismo nas condutas de pais e filhos ("eu faço isso se em troca me deres aquilo").
Aprende-se também por meio da observação, por modelos e ações dos outros, o que nos faz salientar o valor do exemplo. Isto também nos permite influir sobre a conduta da criança indiretamente, por meio de elogios ou críticas que fazem ao comportamento de outras pessoas. Para Vygotski (1979), a criança aprende e se desenvolve com aquilo que faz sozinha, de forma independente e àquilo que ela faz com a colaboração de outras pessoas, especialmente imitando os adultos.
A aprendizagem por observação explica também certas tendências agressivas das crianças, os impulsos consumistas induzidos pela publicidade e determinadas condutas consideradas anti-sociais, entre outras manifestações de comportamento.
Na aprendizagem e no desenvolvimento infantil,a atividade que surge por iniciativa da própria criança desempenha papel predominante.
É por meio da EXPERIÊNCIA, da OBSERVAÇÃO e da EXPLORAÇÃO de seu ambiente , que a criança constrói seu conhecimento, modifica situações, reestrutura seus esquemas de pensamento, interpreta e busca soluções para fatos novos o que favorece e muito, o desenvolvimento intelectual da criança, principalmente, na fase pré - escolar.
Esta relação entre a vida escolar e o cotidiano é o que constitui a vida da criança e no mundo atual necessita de humanização. Por isso, procuramos resgatar na criança de hoje, os sentimentos da solidariedade, da cooperação, do compartilhar, do prazer de dividir e de dar. É na interação com seu dia-a-dia que a criança desenvolverá seus valores, sua crítica, sua postura de vida, além da aquisição do conhecimento. Ao longo do processo de desenvolvimento a criança vai conhecendo suas habilidades e talentos, colocando-os em prática e identificando o seu valor.
Portanto, ajude a criança a se divertir e aprender, partilhando suas descobertas. Estimule-a a pensar criativamente. Transforme a agitação cotidiana em lições proveitosas para ela.
Déficit de Aprendizagem
A criança com amadurecimento intelectual, emocional e físico suficientes para aceitar com naturalidade as importantes modificações da rotina de vida que surgem com a vida escolar, que tenha sido previamente preparada para a socialização extra-familiar e que entre em uma escola com maleabilidade suficiente para atender suas necessidades específicas, deverá se adaptar rapidamente.
A inadaptação geralmente é revelada por queixas do tipo: recusa em ir à escola, agressividade, passividade, desinteresse, instabilidade emocional, comportamento desordeiro, somatizações,...
Quando surgem dificuldades, toda a relação "família-criança-escola" encontra-se alterada. Frente a uma criança específica, em última análise, pode-se dizer que a escolha daquela escola, naquele momento, não foi adequada; a criança é normal; porém, não corresponde às espectativas da família, que escolheu a escola segundo suas espectativas; a criança é normal, mas ainda imatura para a escolarização - a criança não é normal e precisa de uma atenção mais diferenciada!
A inadaptação escolar não resolvida resulta, na maioria dos casos, em insucesso escolar.
A abordagem da criança com mau rendimento escolar incluí:
os fatores individuais - a criança;
os fatores sociais;
os fatores institucionais.
A questão social agiria conforme o esquema:
Marginalização social = Carência bio-psíquico-social = Estrutura familiar inadequada = Evasão escolar =
Falta de informação ou recursos comunitários = Baixo rendimento escolar = Ausência de estimulação em
etapa crítica da vida = Estrutura familiar inadequada
<b>Os fatores que envolvem a criança são:
Fatores Intelectuais: - retardos mentais associados ou não a determinadas doenças, particularmente neurológicas;
Distúrbios da Linguagem: - dislexias, dislalias e alterações na percepção auditiva;
Distúrbios da Motricidade: - hiperatividade e distúrbios da dominação hemisférica;
Distúrbios Físicos: - visuais, auditivos, lesões cerebrais, doenças crônicas, inclusive desnutrição;
Distúrbios Emocionais:
Atividades Extra-curriculares: - trabalho e esporte;
Os fatores que envolvem a escola recebem influência do sistema pedagógico brasileiro, que falam na "Teoria do Dom" - onde o fracasso escolar estaria relacionado a ausência de características individuais no bom aproveitamento dos ensinos escolares. A influência desta teoria determinou uma nova forma de realização pedagógica, com a divisão de classes mais ou menos homogêneas; sendo o critério discriminatório, o aprender com facilidade, ou pelo contrário ter dificuldade. Os menos aptos são ainda encaminhados para atendimento psicológico e pedagógico.
Existe também, a "Teoria da Carência Cultural" que nos fala das crianças provenientes de baixas condições sócio-econômicas, apresentando em decorrência de seu ambiente desprivilegiado, deficiência no seu desenvolvimento neuropsicomotor "normal".
A incapacidade de aprendizagem pode ser definida como: "desordem em um ou mais dos processos psicológicos envolvidos com o entendimento e o uso da linguagem, falada ou escrita, que podem ser manifestados sozinhos numa capacidade deficiente para ouvir, falar, ler ou escrever, soletrar ou fazer cálculos matemáticos" (LEI PÚBLICA 94-142 DE ATOS DE EDUCAÇÃO PARA TODAS AS CRIANÇAS DEFICIENTES - US OFFICE OF EDUCATION, 1977).
CARACTERÍSTICA DAS CRIANÇAS COM INCAPACIDADE DE APRENDIZAGEM:
Problemas Visuais Perceptuais:
Dificuldade de distinção de vários formatos e tamanhos;
Dificuldade de colorir, escrever e recortar;
Falta de estabilidade no uso das mãos; trocando a direita e a esquerda muitas vezes para realizar uma tarefa;
Letras e palavras ao contrário.
Problemas de Memória e Atenção:
Dificuldade de concentração;
Não ouve bem;
Esquece fácil;
Não é capaz de seguir instruções com vários passos.
Deficiência de Linguagem:
Demora no desenvolvimento da linguagem;
Tem dificuldades de formar sentenças e encontrar palavras certas.
Problemas de Leitura:
Problema com os sons das palavras;
Dificuldade de entender palavras e conceitos;
Troca letras por ordem incorreta ou letras erradas.
A criança, com incapacidade de aprendizagem, no início, se relacionará bem com as demais crianças, não é hiperativa e geralmente gosta de escola. Desde o momento em que o jardim de infância enfoca a maior extensão do desenvolvimento social, muito mais do que o aprendizado, a criança com incapacidade de aprendizado poderá dar-se muito bem neste nível escolar. Uma vez ingressando no primeiro grau, a situação mudará; agora lhe será cobrada a eficiência na leitura. Antes das primeiras férias escolares se faz necessario o reforço positivo.
Auto - Estima
A opinião que a criança tem de si mesma está intimamente relacionada com sua capacidade para a aprendizagem e com seu rendimento.
O auto-conceito se desenvolve desde muito cedo na relação da criança com os outros.
Os pais atuam como espelhos, que devolvem determinadas imagens ao filho. O afeto é muito parecido com o espelho. Quando demonstro afetividade por alguém, essa pessoa torna-se meu espelho e eu me torno o dela; e refletindo um no sentimento de afeto do outro, desenvolvemos o forte vínculo do amor, essência humana, em matéria de sentimentos.
É nesta interação afetiva que desenvolvemos nossos sentimentos positiva ou negativamente e construímos a nossa auto imagem.
Se os pais estão sempre opinando a partir de uma perspectiva negativa para os filhos, e se estão sempre taxando-os de inúteis e incapazes, ou usando de zombarias e ironias, irá se formando neles uma imagem "pequena" de seu valor. E se com os amigos, na rua e na escola, repetem-se as mesmas relações, teremos uma pessoa com auto - estima baixa e baixo sentimento de auto - avaliação.
Como desenvolver a auto - estima ?
Quando a criança tem êxito no que faz, começa a confiar em suas capacidades. E quanto mais acredita que PODE FAZER, mais consegue.
É importante ensinar à criança que ela pode fazer algumas coisas bem, e que pode ter problemas com outras coisas. E que esperamos que faça o melhor que puder.
Também é uma boa ajuda admitirmos nossos próprios erros ou fracassos. Ela precisa saber que também nós não somos perfeitos : "Sinto muito. Não devia ter gritado. Fiquei o dia todo chateado."
Para ajudá-la a criar bons sentimentos é importante elogiá-la e incentivá-la quando procura fazer alguma coisa, fazendo-a perceber que tem direito de sentir que é "IMPORTANTE", que "pode aprender", que "consegue" e que sua família lhe quer bem e a respeita. O cuidado reside em adequar as tarefas que cabem a cada idade e permitir que ela tente, como colocar o suco no copo (ainda que derrame), a roupa (mesmo do avesso), a jogar objetos no lixo, guardar os brinquedos, as peças do jogo, ajudar na arrumação dos seus livros, fitas de vídeo, enfim, solicitar a ajuda da criança, partilhando com ela pequenos afazeres, vale até aplausos às suas conquistas.
ortanto, estabeleça metas realistas e adequadas a idade de seu filho. Dê-lhe oportunidade de desenvolver-se sem super protegê-lo ou sem pressioná-lo, nem compará-lo com outras crianças.
Assim, ele formará um conceito positivo de si mesmo. E para desenvolver esse sentimento, estimule-o quando ele sentir que não tem condições de realizar algo. Talvez tenha de dizer-lhe : "Claro que você pode. Vamos, vou te ajudar."
Breve Relato de experiência
Certa vez, como professora da 1a série, trabalhando com crianças de 6 anos e meio e 7 anos, deparei-me com um menino que possuía imensa capacidade intelectual, forte interesse pela literatura e na época já havia lido "Os Lusiadas" (Camões), mas sua coordenação motora global ficara comprometida, apresentando dificuldade para correr, pular, jogar bola, subir em árvores; atividades comuns às crianças desta faixa etária.
Sempre que íamos ao parque da escola, seus olhos brilhavam ao ver os amigos subindo e brincando na goiabeira. Incentivei-o muitas vezes a subir e orientei-o para não temer cair, pois a árvore estava rodeada de areia do parque. Até que certo dia, subi com ele na árvore: "Vamos, eu subo com você." E brincamos juntos. Foi o início de novas experiências para ele. Em outras situações, uma palmadinha no ombro, um sorriso, uma palavra de elogio ou de incentivo de vez em quando, ajuda e muito, a desenvolver na criança sentimentos positivos.
Mas é importante que o elogio seja merecido. Ela sabe quando é sincero. E se for falso, isso fará com que não tente mais! É melhor elogiar o que fez, do que elogiá-la diretamente. "Nossa, que quarto arrumadinho!"... "Gostei de ver como você foi educada com a mãe do Dudu." A criança precisa sentir-se satisfeita consigo mesma para aprender e para alidar os seus sentimentos.
Considerações importantes a respeito do desenvolvimento da
Auto - estima...
A teoria de Piaget é ao mesmo tempo compreensiva e útil a todos. Ela oferece uma forma alternativa de se compreender o comporta- mento e o desenvolvimento humano, para aqueles interessados em educação e psicologia.
Não há leis ou fórmulas como na Física ou na Química, mas usar as teorias como recurso pedagógico e educativo e nos leva a descobrir aquelas que são mais úteis à formação da personalidade, que é de grande importância para todos nós, educadores, pois propõe uma reflexão sobre o nosso cotidiano e nossa relação com a criança. Isto é ao meu ver, o apelo da obra de Piaget. Ela vai ao encontro das expectativas de pais e professores preocupados com o desenvolvimento da criança em todos os aspectos da sua personalidade.
Uma série de recomendações consistentes com a teoria de Piaget é apresentada a seguir :
1.) Os pais e professores devem assumir relações de respeito mútuo com as crianças, e não autoritárias, pelo menos alguma parte do tempo em que permanecem juntos. Os pais podem encorajar as crianças a resolverem problemas por si mesmas e a desenvolverem a autonomia. Pais e professores precisam respeitar as crianças.
2.) Quando a punição às crianças se fizer necessária, ela deve estar baseada na reciprocidade e não na expiação. Por exemplo, o menino que se recusa a arrumar o seu quarto pode ser privado das coisas que estão no quarto. À menina que bate em outras crianças, deve ser negada a interação com outras crianças.
3.) Os professores podem promover a interação social nas salas de aula e encorajar o questionamento e o exame de qualquer problema que pode ser levantado pele criança. Existe valor intelectual em trabalhar com os interesses intelectuais espontâneos da criança e, para o desenvolvimento moral dela, é igualmente valioso lidar com as questões morais espontâneas. Isso cabe também aos pais.
4.) É possível envolver a criança, mesmo a da pré - escola, em discussões de problemas morais. À medida em que ela ouve os argumentos de seus colegas pode experimentar a desequilibração cognitiva, que pode conduzir à reorganização de seus conceitos. O conflito cognitivo é necessário para a reestruturação do raciocínio e para o desenvolvimento mental.
5.) Se muitos "educadores" desejassem pensar ao contrário, a responsabilidade, a cooperação e a auto disciplina não podem ser transmitidas à criança autoritáriamente. Tais conceitos devem ser construídos por ela a partir de suas próprias experiências, para o quê as relações de respeito mútuo são essenciais. Pais e professores são os que, em geral, organizam o meio social ao qual a criança se adapta e a partir do qual ela aprende. É discutível a idéia de que a criança pode desenvolver os conceitos de justiça, baseados na cooperação, em um ambiente cujo o sentido de justiça tenha por base apenas a autoridade.
6.) A privação ou punição através do afeto é prejudicial para a criança, pois provoca baixa auto - estima e sentimento de culpa. Por isso não se deve dizer : "Mamãe está TRISTE com você ..." A ameaça usando o afeto é doloroso demais para ela.
A criança com auto - conceito positivo oferece contribuições significativas e valiosas para o grupo e para a própria formação.
Sem auto - estima, difícilmente a criança enfrentará seus aspectos mais desfavoráveis e as eventuais manifestações externas. Já a criança com auto - conceito positivo parece mais ativa; tem facilidade em fazer amigos, tem senso de humor, participa de discusões e projetos, lida melhor com o erro, sente orgulho por contribuir e é mais feliz, confiante, alegre e afetiva.
Neste sentido, os sentimentos devem ser tão bem demonstrados quanto são ensinados. Este é o segredo para um bom começo de vida. Ensinará a criança a enfrentar a vida. O orgulho, quando não é excessivo, contribui para o desenvolvimento da auto - estima.
E convém relembrar que a auto - estima mantém uma estreita relação com a MOTIVAÇÃO ou o interesse da criança.
4:29 AM
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DISFAGIA / Quando uma pessoa tem dificuldade para engolir
Muitas pessoas podem ter problemas para engolir, estas pessoa precisam de ajuda para manter uma alimentação saudável e segura, sem riscos para a saúde. Cientificamente o termo empregado para descrever qualquer dificuldade em engolir é: Disfagia.
A Disfagia não é uma doença por si só, mas um sintoma de que alguma outra alteração pode estar ocorrendo.
Quem pode ter Disfagia?
A Disfagia pode ser um sintoma de um problema congênito ou adquirido. As causas mais comuns que podem levar a uma disfagia são:
1. Acidente Vascular Cerebral (Derrame)
2. Traumatismo Craniano
3. Doenças Neurológicas Degenerativas como: Demência, Doença de Parkinson, Alzheimer, Miastenia Gravis, Esclerose Aniotrófica Lateral, Distrofia Muscular, etc.
4. Câncer de Cabeça e Pescoço
5. Longos períodos de entubação
6. Uso de medicamentos que alteram a produção de saliva ou o tônus muscular.
Quando o indivíduo começa a tossir durante a refeição, demora mais que o normal para terminar a refeição, evita certos tipos de alimento ou engasga-se com facilidade, é provável que esteja apresentando algum distúrbio de deglutição.
Estas pessoas devem ser orientadas a procurar um dos especialistas envolvidos no estudo da deglutição. Estes especialistas incluem: Otorrinolaringologistas, Neurologistas, Gastroenterologistas, Fonoaudiólogos, etc. Geralmente é uma equipe multidisciplinar, que ainda envolve Nutricionistas, Fisioterapêutas, Enfermeiras e outros.
ROTEIRO PARA OBSERVAÇÃO DA ALIMENTAÇÃO:
Observe se:
1- Tem dificuldade para mastigar a comida?
2- Tem dificuldade para engolir a comida?
3- Tem dificuldade para controlar a saliva? (ele baba?)
4- Tosse durante a refeição?
5- A comida fica presa na garganta?
6- A comida escapa pela boca ou nariz?
7- Ele se engasga durante a refeição? (se sim, com qual tipo de comida?)
8- Ele se asfixia durante a refeição?
9- Sobram restos de comida na boca depois de engolir?
10- tem pigarro após a refeição?
Ao perceber alguns desses sintomas, procure um especialista para uma avaliação
ALERTAS PARA UMA BOA DEGLUTIÇÃO:
1. Concentre-se durante a sua alimentação
2. Não tenha pressa para comer
3. Numa coma deitado (a não ser que seu médico ou fonoaudiólogo o oriente).
4. Coma sempre sentado, com os pés apoiados no chão e mãos apoiadas nos braços da cadeira.
5. Mantenha a cabeça o mais ereta possível
6. Coma em lugar sossegado
7. Evite conversar durante a alimentação
8. Se sua dentadura estiver solta, retire-a durante a alimentação e não coma alimentos que precisem de muita mastigação
9. Engula toda comida antes de dar uma nova mordida, ou nova colherada ou tomar líquidos em copo ou com canudo
10.Siga sempre as orientações de seu médico ou fonoaudiólogo.
4:20 AM
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PC / PARALISIAS CEREBRAIS
As palavras Paralisias e Cerebrais são usadas para descrever uma condição de ser, um estado de saúde, uma deficiência física adquirida, um Distúrbio de Eficiência Física que durante muito tempo foi significado de "invalidez".
Atualmente, o termo Paralisias Cerebrais (P.C.) vem sendo usado como o significado do resultado de um dano cerebral , que leva à inabilidade, dificuldade ou o descontrole de músculos e de certos movimentos do corpo. O termo Cerebral quer dizer que área atingida é o cérebro (sistema Nervoso Central - S.N.C) e a palavra Paralisia refere-se ao resultado do dano ao S.N.C., com conseqüências afetando os músculos e sua coordenação motora, dos portadores desta condição especial de ser e estar no mundo.
Paralisias cerebrais NÃO SÃO DOENÇAS, mas uma condição médica especial, que freqüentemente ocorre em crianças), antes, durante ou logo após o parto, e quase sempre é o resultado da falta de oxigenação ao cérebro.
As crianças afetadas por Paralisias Cerebrais têm uma perturbação do controle de suas posturas e dos movimentos do corpo, como conseqüência de uma lesão cerebral. Estas lesões possuem diversas causas, freqüentemente devido à falta de oxigenação antes, durante ou logo após o parto, não existindo dois casos semelhantes, pois algumas crianças têm perturbações sutis, quase imperceptíveis, aparentando serem "desajeitadas" ao caminhar, falar ou usar as mãos, enquanto que as submetidas a lesões cerebrais mais graves, a exemplo de casos de anóxia neonatal, podem apresentar incapacidade motora acentuada, impossibilidade de falar, andar e se tornam dependentes para as atividades cotidianas.
CAUSAS MAIS FREQÜENTES DA PARALISIA CEREBRAL
As causas de Paralisias Cerebrais são várias, mais freqüentemente encontramos:
A) Problemas durante a gravidez: 60% dos casos
Toxemia gravídica
Anemia Grave (ocorre quando a alimentação materna é muito pobre)
Infecções renais e urinárias graves com repercussões para a saúde fetal.
Hemorragias
Distúrbios metabólicos graves (ex.Diabetes)
B) Problemas durante e logo após o Parto: 30% dos casos
Obstruções pélvicas com sofrimento fetal
Anóxia (falta) ou Hipóxia Neonatal (dano por não oxigenação cerebral)
Distúrbios circulatórios cerebrais graves ou moderados
Traumatismos no Parto
Infecções pré-natais ou peri-natais que atinjam às mães (ex. Rubéola)
Nascimento Prematuro
Icterícia Neonatal Grave (ex. Fator Rh - incompatibilidade sangüínea )
Acidente ou Erro Médico (ex. uso indevido de ocitócicos em gestantes de alto risco)
C) Problemas do Nascimento até os 9 anos: 10% dos casos
Asfixia
Fraturas ou feridas penetrantes na cabeça, atingindo o cérebro.
Acidentes automobilísticos
Infecções do Sistema Nervoso Central (SNC) a exemplo de Meningites
Fatores que aumentam o risco do surgimento de P.C. :
Convulsões e Apgar muito baixo
Baixo peso fetal (Importância do acompanhamento Pré-Natal)
Gestantes de Alto risco (com Hipertensão ou Diabetes por exemplo)
Idade Materna (acima dos 40 e abaixo dos 16 anos)
AS PRINCIPAIS FORMAS DE PC
Dependendo da localização das lesões e áreas do cérebro que foram afetadas, as manifestações podem ser diferentes. Nas paralisias cerebrais há uma confusão de mensagens entre o cérebro e os músculos.
Há três formas (tipos) mais comuns, dependendo de que mensagens foram afetadas. E pode-se classificar um quarto tipo de P.C. que teria uma combinação de 2 ou mais formas.
A Córtex controla os pensamentos, os movimentos e as sensações. Uma anormalidade nela pode resultar na Paralisia Cerebral do tipo ESPÁSTICA. Caracterizado por aumento e paralisia de tonicidade dos músculos.
Pode haver um lado do corpo afetado (hemiparesia), os membros inferiores (diplegia), ou os 4 membros (quadriplegia).
Os Gânglios da Base ajudam a organizar os movimentos finos e delicados. Uma anormalidade deles pode resultar na Paralisia tipo ATETÓIDE. Caracterizada por distonia (variações da tonicidade muscular) e movimentos involuntários afetando o Sistema ExtraPiramidal.
O cerebelo controla e coordena os movimentos, as posturas e nosso equilíbrio, uma anormalidade nele pode resultar na P.C. tipo ATÁXICA. Caracterizada por diminuição da tonicidade muscular, dificuldade para se equilibrar com incoordenação dos movimentos, podendo haver movimentos trêmulos das mãos e fala comprometida.
QUAIS SÃO OS EFEITOS
Crianças paralisadas cerebrais não conseguem controlar alguns ou todos os seus movimentos. Apenas algumas crianças são afetadas em todos. Algumas terão dificuldade em falar, andar ou usar as mãos. Umas serão capazes de sentar sem suporte ou ajuda, enquanto outras necessitarão de ajuda para a maioria das tarefas de vida diária. Por isso, dizemos que são portadoras de Distúrbios de Eficiência Física, e não apenas deficientes ou paralíticas.
Não há medicamentos nem operações que possam curar uma paralisia cerebral, havendo, porém, diversas e inovadoras possibilidades de melhorar e minimizar seus efeitos.
Estes progressos não são súbitos, mas demorados, avançando progressivamente e na dependência direta dos recursos tecnológicos, como o uso da Informática na EDUCAÇÃO e dos recursos terapêuticos colocados à disposição da comunidade.
PRINCIPAIS PROBLEMAS PARA CRIANÇAS COM P.C.
As crianças com PC têm muitos problemas, mas nem todos são relacionados com com as lesões cerebrais. Citaremos apenas as que mais freqüentemente se manifestam:
Epilepsia: é comum ocorrerem convulsões ou crises epilépticas, de maior ou menor intensidade e dentro das mais variadas formas desta manifestação neurológica, sendo mais comuns no período pré-escolar, estando associadas ao prognóstico e à evolução de outros problemas que atingem um paralisado cerebral.
Deficiência Mental: com uma ocorrência de aproximadamente 50% dos casos, tem levado a distorções e preconceitos acerca dos potenciais destes portadores de deficiência, devendo-se diferenciar os diversos graus de comprometimento mental de cada criança, baseando-se em acompanhamento especializado e evolutivo das mesmas.
Deficiências Visuais: ocorrem casos de baixa-visão, estrabismos e erros de refração, que podem ser precocemente diagnosticados e tratados, com bom prognóstico oftalmológico, devendo-se intensificar sua diagnose com os novos avanços em tecnologia e a correção preventiva de danos com uso de lentes [óculos] ainda nos primeiros anos de vida.
Dificuldades de Aprendizagem: as crianças com P.C. podem apresentar algum tipo de problema de aprendizagem, o que não significa que elas não possam ou não consigam aprender, necessitando apenas de recursos aprimorados de Educação Especial, integração social em Escolas Regulares, uso de Recursos Tecnológicos, a exemplo do uso de Computadores e outros aparelhos informatizados para o estímulo e a busca de meios de comunicação e aprendizagem inovadores para PC.
Dificuldades de Fala e Alimentação: devido à lesão cerebral ocorrida, muitas crianças com P.C. apresentam problemas de comunicação verbal e dificuldades para se alimentar, devido ao tônus flutuante dos músculos da face, o que prejudica a pronúncia das palavras com movimentos corretos, podendo-se recorrer a tratamentos especializados e orientação fonoaudiológica, a fim de minimizar e até resolver alguns destes distúrbios. E para as crianças que não falam, já contamos com os comunicadores alternativos e as linguagens através de símbolos, como o método Bliss, que associados aos recursos informatizados podem auxiliar, a exemplo dos sintetizadores de fala, a expressão dos pensamentos e afetos de um paralisado cerebral.
Outros problemas: dificuldades auditivas, disartria, déficits sensoriais, escoliose, contraturas musculares, problemas odontológicos, salivação incontrolável, etc...: Todos estes problemas podem surgir associados ou isoladamente na dependência direta do tipo de PC que a criança apresentar, já que seus déficits motores afetam sua psicomotricidade e seu comportamento emocional e social, que podem resultar num desenvolvimento global atrasado, que muitas vezes ainda é confundido com capacidade cognitiva pobre, gerando uma imagem preconceituosa sobre as capacidades e potencialidades para vida independente e autônoma de portadores de Paralisias Cerebrais.
3:48 AM
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A importância do brinquedo no desenvolvimento da criança
O brinquedo é oportunidade de desenvolvimento.
Brincando, a criança experimenta, descobre, inventa, aprende e confere habilidades. Além de estimular a curiosidade, a autoconfiança e a autonomia, proporciona o desenvolvimento da linguagem, do pensamento e da concentração e atenção.
Brincar é indispensável à saúde física, emocional e intelectual da criança. Irá contribuir, no futuro, para a eficiência e o equilíbrio do adulto.
Brincar é um momento de auto - expressão e auto - realização. As atividades livres com blocos e peças de encaixe, as dramatizações, a música e as construções desenvolvem a criatividade, pois exige que a fantasia entra em jogo. Já o brinquedo organizado, que tem uma proposta e requer desempenho, como os jogos (quebra-cabeça, dominó e outros) constitui um desafio que promove a motivação e facilita escolhas e decisões à criança.
O brinquedo traduz o real para a realidade infantil. Suaviza o impacto provocado pelo tamanho e pela força dos adultos, diminuindo o sentimento de impotência da criança. Brincando, sua inteligência e sua sensibilidade estão sendo desenvolvidas. A qualidade de oportunidades que estão sendo oferecidas à criança através de brincadeiras e brinquedos garantem que suas potencialidades e sua afetividade se harmonizem. A ludicidade, tão importante para a saúde mental do ser humano é um espaço que merece atenção dos pais e educadores, pois é o espaço para expressão mais genuína do ser, é o espaço e o direito de toda criança para o exercício da relação afetiva com o mundo, com as pessoas e com os objetos.
Um bichinho de pelúcia pode ser um bom companheiro. Uma bola é um convite ao exercício motor, um quebra - cabeças desafia a inteligência e um colar faz a menina sentir-se bonita e importante como a mamãe. Enfim, todos são como amigos, servindo de intermediários para que a criança consiga integrar-se melhor.
As situações problemas contidas na manipulação dos jogos e brincadeiras fazem a criança crescer através da procura de soluções e de alternativas. O desempenho psicomotor da criança enquanto brinca alcança níveis que só mesmo a motivação intrínseca consegue. Ao mesmo tempo favorece a concentração, a atenção, o engajamento e a imaginação. Como conseqüência a criança fica mais calma, relaxada e aprende a pensar, estimulando sua inteligência.
Para que o brinquedo seja significativo para a criança é preciso que tenha pontos de contato com a sua realidade. Através da observação do desempenho das crianças com seus brinquedos podemos avaliar o nível de seu desenvolvimento motor e cognitivo. No lúdico, manifestam-se suas potencialidades e ao observá-las poderemos enriquecer sua aprendizagem, fornecendo através dos brinquedos os nutrientes ao seu desenvolvimento.
A relação criança X brinquedo X adulto
A criança trata os brinquedos conforme os receberam. Ela sente quando está recebendo por razões subjetivas do adulto, que muitas vezes, compra o brinquedo que gostaria de ter tido, ou que lhe dá status, ou ainda para comprar afeto e outras vezes para servir como recurso para livrar-se da criança por um bom espaço de tempo. É indispensável que a criança sinta-se atraída pelo brinquedo e cabe-nos mostrar a ela as possibilidades de exploração que ele oferece, permitindo tempo para observar e motivar-se.
A criança deve explorar livremente o brinquedo, mesmo que a exploração não seja a que esperávamos. Não nos cabe interromper o pensamento da criança ou atrapalhar a simbolização que está fazendo. Devemos nos limitar a sugerir, a estimular, a explicar, sem impor nossa forma de agir, para que a criança aprenda descobrindo e compreendendo, e não por simples imitação. A participação do adulto é para ouvir, motivá-la a falar, pensar e inventar.
Brincando, a criança desenvolve seu senso de companheirismo. Jogando com amigos, aprende a conviver, ganhando ou perdendo, procurando aprender regras e conseguir uma participação satisfatória.
No jogo, ela aprende a aceitar regras, esperar sua vez, aceitar o resultado, lidar com frustrações e elevar o nível de motivação.
Nas dramatizações, a criança vive personagens diferentes, ampliando sua compreensão sobre os diferentes papéis e relacionamentos humanos.
As relações cognitivas e afetivas da interação lúdica, propiciam amadurecimento emocional e vão pouco a pouco construindo a sociabilidade infantil.
O momento em que a criança está absorvida pelo brinquedo é um momento mágico e precioso, em que está sendo exercitada a capacidade de observar e manter a atenção concentrada e que irá inferir na sua eficiência e produtividade quando adulto.
Brincar...
Brincar junto reforça os laços afetivos. É uma manifestação do nosso amor à criança. Todas as crianças gostam de brincar com os pais, com a professora, com os avós ou com os irmãos.
A participação do adulto na brincadeira da criança eleva o nível de interesse, enriquece e contribui para o esclarecimento de dúvidas durante o jogo. Ao mesmo tempo, a criança sente-se prestigiada e desafiada, descobrindo e vivendo experiências que tornam o brinquedo o recurso mais estimulante e mais rico em aprendizado.
Guardar os brinquedos com cuidado pode ser desenvolvido através da participação da criança na arrumação feita pelo adulto. O hábito constante e natural dos pais e da professora ao guardar com zelo o que utilizou, faz com que a criança adquira automaticamente o mesmo hábito, ocorrendo inclusive satisfação tanto no guardar como no brincar.
" Os professores podem guiá-las proporcionando-lhes os materiais apropriados mais o essencial é que, para que uma criança entenda, deve construir ela mesma, deve reinventar. Cada vez que ensinamos algo a uma criança estamos impedindo que ela descubra por si mesma. Por outro lado, aquilo que permitimos que descubra por si mesma, permanecerá com ela." ( Jean Piaget)
Brincando e Aprendendo
Algumas dicas e orientações para auxiliar no desenvolvimento de seu filho...
LEMBRETES IMPORTANTES...
Você MÃE, PAI demonstra o amor que sente por meu filho quando :
...Oferece carinho, colo, cafunés... tom suave de voz... expressão do meu rosto... palavras como "Amo você", elogios sinceros...aceitando-o como é, nada de comparações... procurando ser justo...
Como dar segurança à criança ?
Ofereça-lhe a mão, o colo, quando sente medo ou está insegura.
Proponha que brinque com outras crianças e leve-a a lugares diferentes , diga a verdade com tranqüilidade a respeito do dentista, do médico, da provável dor...
Não a deixe sentir-se envergonhada e nem a super - proteja...
Também não ameaça de "mentirinha..."
Diga não com firmeza, explique as regrasdo jogo da vida e saiba também dizer sim e permitir...
Trace limites, dosando firmeza e o cumprimento das regras.
Ensine-a a controlar-se...
Procure dar o exemplo...se coloque no lugar dela e verbalize o que está sentindo...
Permita e incentive que faça muitas coisas sozinhas e reforce suas conquistas de independência...
Busque mostrar o que é trabalho, chamando-a para dividir algumas tarefas com você... Interesse-se pelo que ela faz...
Procure orientar quanto ao respeito que se deve ter com cada um e evite ter atitudes preconceituosas ou discriminatórias...
Converse muito, saiba ouvir, leia para e com ela, explique, faça perguntas e se precisar, chame-lhe a atenção...
Ajude-a a sentir orgulho do que faz e a acreditar em si mesma : "Viu, como você é capaz ? Você é importante e especial !.."
Assim irá desenvolvendo nela bons sentimentos em relação a si mesma e aos outros...
Faça do seu aniversário um grande dia ! O dia mais importante do mundo ! Bolo, velinhas, bexigas, cartazes, bilhetes, cartões, surpresas escondidas pela casa...não precisa ser uma festa "cara", mas sim feliz, alegre...
Olhe nos olhos dela enquanto fala com ela...
Se ela diz : "Não sei... não consigo... faça para mim..."
...Responda: "Claro que sabe... Tente outra vez...Faça como acha que deve ser..." E se policie evitando dizer : "Não, não é assim !"
A medida que se sente útil, valorize-a e procure lembrar que em algumas coisas, alguém pode ser melhor que ela e vice - versa.
Conte até 10 ... até 100, se for preciso...
Não permita que irmãos mais velhos, chamem o menor de "Burro"
Palavras como "Burro", "Bobo", "sujo", "desligado", "malvado", "estúpido", ferem e têm péssimas conseqüências.
Procure evitar que se sinta culpada : "Isto não se faz !"... e basta. Sentimentos de culpa a tornará infeliz.
Não a ameace com o seu afeto : "Estou triste com você !"...
E agora ... Vamos brincar ?
As crianças precisam saber que estão aprendendo.
"Olha ! Sei fazer !"... "Sei subir rápido na escada !"... "Sei pular com um pé só !"... "Veja, a letra do meu nome !"... "Olha, o 'V' da vovó !"... "Consegui montar o quebra - cabeça !"
A alegria e a vibração com que grita para nós, transmite-nos o orgulho da criança e como se sente importante. Ela tem um sentido de realização e sente-se satisfeita com seu desenvolvimento.
No aspecto físico a criança precisa desenvolver a habilidade motora. Deve saltar, jogar bola, pular, rodar um pneu velho, balançar, passar por um túnel de caixas de papelão, manipular uma bola de meia, modelar com massa, colorir, pintar, desenhar, rasgar papéis, cortar com tesoura sem ponta, assim ir desenvolvendo também os pequenos músculos, responsáveis pela coordenação motora fina.
Aos três anos, a criança sente que é alguém e começa a participar de brincadeiras com outras crianças, o que devemos estimular.
A maioria das crianças pequenas não gostam de partilhar suas coisas. Pais sensatos interferem de maneira firme, mas carinhosa. Elas aprendem a dividir com a ajuda dos pais :
"Sua vez de andar na bicicleta e depois da Daniela..."... "Gostei muito de ver como vocês brincaram hoje"...
É importante conversar sobre os seus amiguinhos, para ajudar a criança a compreendê-los e aceitá-los.
A aceitação do outro a ajudará a sentir-se e fazer-se aceita mais tarde. Portanto dê a ela oportunidade de enriquecer suas amizades.
Desde pequena deve aprender que a dignidade não depende da qualidade de suas roupas, da cor de sua pele, do dinheiro que sua família possui ou do tipo de casa que moram.
Este é o segredo para um bom começo de vida feliz e por certa, mais verdadeira, sem pseudos - valores ou transferências materiais consumistas.
Outros aspectos que se desenvolvem brincando...
A criança tem necessidade de muitas coisas para desenvolver suas habilidades, suas atitudes e a compreensão, que a ajudará quando chegar o momento do ensino formal ou acadêmico.
Os aspectos que também precisam ser desenvolvidos, além da psico- motricidade podem ser enumerados da seguinte forma :
vocabulário, ampliando a compreensão e o uso de muitas palavras
diferenciação visual, observando semelhanças e diferenças.
classificação, seriação e sequenciação, onde aprende a pensar, agrupando, criando e descobrindo critérios e categorias.
percepção auditiva e tátil (descriminando sons, ouvindo enquanto você fala, manipulando objetos).
observação e atenção para desencadear a curiosidade, a concen- tração e a capacidade de comparar, concluir, generalizar, estabelecen- do relações.
interesse e prazer em descobrir o mundo ao seu redor, conquistando autonomia e êxito.
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3:33 AM
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O que uma face pode nos ensinar?
Quando admiramos a beleza de uma criança com traços perfeitos, corada e feliz não nos damos conta do verdadeiro milagre que se opera na natureza entre a concepção e o nascimento do bebê.
Fatores genéticos, trazidos no DNA dos gametas dos progenitores e, fatores ambientais, incluindo drogas, álcool e cigarro podem comprometer seriamente a formação do rosto da criança e causar uma malformação facial.
A observação de faces de crianças em todo o mundo relacionando-as com estudos de biologia molecular ensinam sobre mecanismos importantes de formação e desenvolvimento ósseo. Esse conhecimento será fundamental para o desenvolvimento de soluções para estas alterações, com impacto também no tratamento de doenças mais populares como o câncer e a osteoporose.
Para que se possa entender o impacto do conhecimento destes genes na biologia óssea, é importante destacar a natureza extremamente dinâmica dos tecidos ósseos. O osso é um tecido vivo, que se refaz o tempo todo até a morte. Células conhecidas como osteoclastos, são encarregadas de degradar a matriz óssea calcificada, enquanto outras células conhecidas como osteoblastos têm a função de repor essa matriz. O equilíbrio dinâmico da atividade destes dois grupos de células garante a saúde óssea, traduzida no formato e tamanho adequado dos elementos ósseos, resistência e flexibilidade.
A mais conhecida das malformações faciais é a fissura labial palatina conhecida popularmente como "lábio leporino". Felizmente, essa alteração dispõe de difundidas técnicas de correção cirúrgica e a criança tratada desde a tenra infância poderá ter uma vida absolutamente normal.
Muitas outras malformações craniofaciais trazem conseqüências mais graves à vida destas crianças. Alterações conhecidas por cranioestenoses, por exemplo, são conseqüência de defeitos genéticos que determinam a calcificação precoce dos ossos da cabeça do bebê. Crianças com este problema, não têm as moleiras, que é o tecido de crescimento ósseo do crânio, permitindo que os ossos cresçam à medida que o cérebro se desenvolve. Com o fechamento precoce das moleiras, o cérebro, que dobra de tamanho durante o primeiro ano de vida, fica sem espaço para crescer, sendo comprimido na caixa craniana e empurrando os olhos para fora, o que dá um olhar assustado à criança. Casos mais graves podem comprometer o desenvolvimento do bebê. A maior parte destas alterações tem um componente hereditário, fator que facilitou a identificação dos genes afetados.
Um outro grupo importante de alterações genéticas craniofaciais são as displasias ósseas, que têm sido objeto de nossas pesquisas iniciadas no pós-doutorado na Universidade Harvard. Algumas causam o espessamento exagerado dos ossos do crânio. A espessura normal dos ossos do crânio é de aproximadamente meio centímetro na idade adulta, enquanto na displasia craniometafisária pode alcançar de 2 a 3 centímetros de espessura. Há compressão dos nervos que atravessam a caixa óssea, devido ao fechamento dos orifícios, levando à perda da visão e da audição. O filme Mask (Máscara) com a atriz Cher, que preside uma fundação americana para o tratamento desta displasia, trata da história de um jovem que morre por compressão neuronal decorrente desta doença. Nesta alteração, as células que absorvem osso têm a sua ação reduzida causando um desequilíbrio que leva ao excesso de osso.
Um outro tipo de displasia óssea é chamado de querubismo. O nome foi atribuído pelo fato de que crianças com esta alteração têm o aspecto de anjos querubins, ou seja as maçãs do rosto bastante aumentadas e os olhos voltados para o céu. Este aspecto é conferido pela massa de tecido que toma o lugar dos ossos maxilares e empurra o chão da órbita para cima. Durante os primeiros anos de vida, ocorre a absorção dos ossos dos maxilares e um tecido fibroso toma o seu lugar, expandindo-se além dos limites das estruturas ósseas. Neste caso, o desequilíbrio é causado pela ação exagerada dos osteoclastos, coincidindo com a formação e erupção da dentição permanente.
Colecionando dados de crianças de várias regiões do mundo portadoras destas duas condições, displasia craniometafisária e querubismo, pudemos identificar os genes alterados. A partir deste conhecimento, passou-se a estudar as proteínas codificadas por estes genes bem como a sua função no genoma e nas células. Para isso, expressam-se os genes alterados em cultura de células e em camundongos de laboratório. Estes estudos permitirão conhecer o mecanismo celular e bioquímico que provocam tais alterações no desenvolvimento ósseo destas crianças. Esse conhecimento também contribuirá para o desenvolvimento de tratamentos mais específicos que respeitem a evolução da doença e permitam prevenir as conseqüências deletérias para o desenvolvimento da criança. Além disso, saberemos mais sobre o desenvolvimento normal e esse conhecimento poderá ajudar a combater o câncer e a osteoporose.
Estudos como estes somente são possíveis graças à participação das pessoas afetadas e à colaboração de profissionais médicos especializados e cientistas da área básica, numa verdadeira rede de troca de informações. Existem poucos centros especializados no tratamento de alterações complexas da face. No Brasil, podemos nos orgulhar de contar com o Hospital de Cirurgia Plástica Craniofacial da SOBRAPAR em Campinas e o Centrinho de Bauru. Nesses dois lugares, crianças de todo o Brasil e América Latina recebem o suporte de profissionais especializados, proporcionando um trabalho de reabilitação que vai muito além das cirurgias reconstrutoras, incluindo a reabilitação da fala, o aspecto psicológico e educacional, bem como a reabilitação dentária e oral.
3:18 AM
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Vitamina Também Faz Mal
Existe pouca gente que é contra tomar vitaminas.
Esse suplemento alimentar ficou em moda nos últimos anos, e existe uma especialidade médica (medicina ortomolecular) que até recomenda megadoses de todos os tipos de vitaminas para uma miríade de coisas, desde contra o câncer, viroses e resfriados, até melhorar a sua vida sexual. Particularmente entre as mamães e os idosos, a mania virou verdadeira epidemia. Centenas de alimentos para nenês e crianças alardeiam que adicionam vitaminas aos seus preparados, e existem velhinhos que engolem dezenas de pílulas e comprimidos por dia.
A indústria farmacêutica, naturalmente, não perderia uma oportunidade como essa, e gasta muito dinheiro anunciando propriedades milagrosas para as vitaminas, como combater o estresse, "curar" gripes e resfriados e promover o crescimento. Como as vitaminas não são consideradas medicamentos (existem naturalmente em alimentos de origem animal e vegetal), não têm a sua venda regulamentada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, e não precisam de receita. Para os laboratórios, é uma festa.
A imprensa não fica atrás em matéria de propaganda do poder das vitaminas. Quase não existe artigo sobre saúde natural que não apregoe as virtudes curativas dessa ou daquela vitamina. O mesmo acontece em revistas sobre boa forma e exercício. Afirmações sem nenhuma prova, e "chutes" desencontrados, misturando alimentos com doses artificiais, escritos por redatores ignorantes dos mais elementares fatos sobre vitaminas. Dezenas de produtos cosméticos colocam doses de vitamina A, C, D, E e outras em seus cremes e xampús. Os malhadores de academias e os adeptos da musculação engolem toneladas de aditivos alimentares ricos em vitaminas.
Em suma, a vitaminomania é um traço importante da cultura ocidental moderna. Nos EUA, 40% da população toma suplementos vitamínicos diariamente!
Mas será que é isso mesmo? Tomar megadoses de vitaminas realmente tem algum efeito?
Infelizmente as notícias não são muito boas para essa turma. Até agora pouquissimos efeitos de doses diárias aumentadas de vitaminas foram cientificamente comprovadas como tendo algum efeito benéfico. Ao contrário: existem doenças, chamadas hipervitaminoses, com sintomas e sinais muito difíceis de serem reconhecidos, que ocorrem por doses excessivas de vitaminas, principalmente as lipossolúveis (que não se dissolvem em água), pois tendem a se acumular no corpo. Quanto às vitaminas hidrossolúveis, como a vitamina C, doses muito grandes não são absorvidas pelo organismo e são jogadas fora nas fezes e urina, ou seja é dinheiro desperdiçado. Por exemplo, o corpo não consegue absorver mais do que 200 miligramas por dose de vitamina C, portanto o que o cientista Linus Pauling fazia, que era tomar até 30 gramas dessa vitamina por dia, não passava de pura enganação (apesar de ter recebido dois prêmios Nobel, e de ter morrido com 93 anos de idade¿). A dosagem diária recomendada é de apenas 75 mg para mulheres e 90 mg para homens, e essa quantidade é fornecida normalmente por uma dieta bem balanceada com verduras e frutas, especialmente as cítricas.
Pior: estudos científicos recentes têm demonstrado que os comprimidos de vitamina C tomados por milhões de pessoas preocupadas com sua saúde podem causar danos ao DNA das células, modificando o código genético e aumentando a probabilidade de câncer. O ácido ascórbico age de forma muito eficiente sobre um componente produzido pelo corpo a partir dos lipídeos, chamado de hidroperóxido lipídico. Este, por sua, vez, pode ser convertido dentro das células em substâncias chamadas genotoxinas, que podem danificar o DNA, levando à reprodução anormal das células. Um outro estudo anterior, feito há cerca de dois anos atrás, mostrou de forma alarmante que pessoas que tomam doses muito altas de vitamina C têm pequenas anormalidades sangüíneas, na forma de células brancas (leucócitos) atípicos.
Quanto aos efeitos das vitaminas na recuperação de doenças, poucos foram comprovados cientificamente até hoje. A vitamina C não previne resfriados, mas parece apressar sua recuperação. Um pequeno efeito benéfico é notado também em pessoas com pressão alta ou com infecções. A vitamina E tomada em doses suplementares parece ajudar a prevenir problemas cardíacos. Mas não é muito mais do que isso.
A conclusão é que as pessoas só devem tomar suplementos vitamínicos se estiverem com alguma deficiência nutricional, por estarem fazendo dieta para emagrecer, por exemplo, ou por tendo pouco tempo para comer todas as refeições de forma balanceada. Sem dúvida nenhuma, as vitaminas estão entre as mais importantes descobertas da medicina, e seu envolvimento na bioquímica do organismo e na prevenção de doenças como escorbuto, béri-béri, pelagra, raquitismo, cegueira noturna e outras. Mas a ciência médica não dá o seu apoio ao uso exagerado por pessoas saudáveis. O excesso de aditivos vitamínicos a alimentos processados artificialmente de uso diário, como lacticinios, achocolatados, biscoitos, etc., pode levar até a um acúmulo desnecessário.
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Dr.Renato Sababatini
Publicado em: Jornal Correio Popular, Campinas, 15/6/2001.
Autor: Email: sabbatin@nib.unicamp.br
Os Medicamentos Também Matam
Em 1984, uma moça de 18 anos morreu em um hospital de Nova Iorque, ao ser medicada no pronto-socorro com uma droga chamada meperidina. O que os médicos não sabiam (pois esqueceram de perguntar), é que ela também tomava fenelzina, um medicamento antidepressivo. Através de um efeito conhecido como "interação medicamentosa", um medicamento potencializou violentamente a ação do outro, levando à morte da paciente em poucas horas.
A ocorrência causou uma grande comoção na mídia e levou a um extenso estudo da incidência e da gravidade desse tipo de fenômeno, geralmente causado por negligência de médicos e enfermeiros, ou por desconhecimento. Apesar de muitas medidas terem sido tomadas desde então, os números continuam assustadores. Nos EUA, os efeitos adversos de drogas (também chamado de efeitos colaterais, e que incluem as interações medicamentosas), causam 140 mil mortes por ano, ou 360 mortes por dia. No Brasil, estima-se que seriam cerca de 40 mil mortes por ano. Elas ocorrem em cerca de 7 % das internações hospitalares, e quase 30% das mesmas são evitáveis através de medidas simples, como checar a dosagem, nome e indicação corretos, e se existem interações com medicamentos que o paciente já está tomando. Do total de efeitos adversos evitáveis reportados, cerca de 30% são devidos às interações medicamentosas, mas elas geram quase 50% dos custos.
Estes custos, por sinal, são altissimos. Nos EUA, as doenças e mortes causadas pelos efeitos adversos alcançam os 136 bilhões de dólares por ano, ou quase 12% dos gastos nacionais com saúde, e são mais altos do que o que se gasta com diabetes ou doenças cardiovasculares!
Os efeitos colaterais são definidos como sendo aqueles que não são terapêuticos, ou que causam reações indesejadas ou deletérias, mesmo quando a droga foi receitada adequadamente. Alguns medicamentos têm efeitos adversos bem conhecidos, que fazem parte do risco normal de tomá-los. Por exemplo: todo mundo sabe que os agentes quimioterapêuticos do câncer podem causar efeitos adversos severos, como queda de cabelo, náuseas e vômito, diminuição da resistência às infecções e alterações nas células sangüíneas e plaquetas; mas eles não deixam de ser usados por causa disso, pois a a alternativa a não usar pode ser simplesmente a morte. Como diz o velho ditado, "dos males o menor". Outros medicamentos manifestam efeitos adversos devido à dosagem exagerada ou a reações orgânicas individuais (alergias, por exemplo).
Existem vários tipos de interação entre medicamentos. A interação chamada de antagonística pode causar uma insuficiência no tratamento, quando uma droga diminui o efeito da outra, exarcebando a doença ou impedindo que ela seja curada. Ou então, a ação combinada torna uma droga mais tóxica, e, ás vezes, até letal (efeito agonístico). Existem também interações indesejadas entre certos tipos de medicamentos e alguns alimentos, o que torna o controle ainda mais difícil. A tendência funesta dos brasileiros de se auto-medicarem, e de ignorarem as interações com a nicotina, o álcool e outras drogas de consumo, piora muito a situação em nosso País. Os idosos, pacientes com doenças crônicas e pessoas que têm múltiplos problemas de saúde são os que correm maior risco. Estima-se que existam interações negativas em mais de 20% das receitas com vários medicamentos.
De quem é a responsabilidade pela prevenção dos efeitos adversos causados pela interação medicamentosa? Que medidas podem ser tomadas para previnir a receita de medicamentos com interações potencialmente danosas? Qual é o papel das farmácias, dos médicos e dos pacientes?
No entanto, uma evolução bem interessante é que os próprios pacientes podem começar a se responsabilizar mais pela vigilância em relação a potenciais interações medicamentosas. Atualmente, CD-ROMs e a Internet dispõe de recursos poderosos, que qualquer pessoa pode usar, para checar se existe algo entre os medicamentos que está tomando e os que foram receitadosonsultou. Um dos melhores sites (infelizmente apenas em inglês) é o DrugChecker (www.drugchecker.com). O seu funcionamento é muito simples: digita-se o nome comercial ou genérico dos vários medicamentos receitados, separados por vírgulas, e o programa faz uma listagem, das interações existentes entre eles, classificados em severas, médias e pequenas. Fiz um pequeno experimento com o receituário que um paciente me enviou. Idoso e cardíaco, ele toma 10 medicamentos para controlar seus problemas. Usei o site e levei um susto: o programa relatou três interações severas, 10 interações médias, e 2 interações com alimentos. No entanto, todos os medicamentos prescritos são essenciais para a manutenção de sua saúde. O que fazer? Uma das soluções seria usar o próprio programa para procurar medicamentos substitutivos, com menor risco de interação. Ou então, seguir as recomendações cientificas para monitorar cuidadosamente as substâncias no sangue dos pacientes.
Minha opinião é que se cada consultório médico e farmácia tivesse um programa de computador de interações medicamentosas, diminuiria muitissimo a incidência de mortes e problemas de saúde causadas por elas. Existem livros e tabelas publicadas, pois seria absurdo imaginar que um médico conhecesse de cor as centenas de milhares de interações já descobertas. Mas pouca gente usa os livros, a informática é muito cômoda e rápida.
3:12 AM
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A SAÚDE VOCAL DO PROFISSIONAL DA VOZ
A utilização da voz humana como forma principal ou exclusiva de trabalho categoriza as profissões em dois grandes grupos: vocais e não-vocais.
As áreas da comunicação e artes, em especial os locutores, cantores e atores fazem parte do grupo dos profissionais vocais. Para estes profissionais, a voz é seu principal instrumento de trabalho, embora nem sempre eles tenham consciência disso.
É importante ressaltar que para ser um bom profissional desta área é fundamental cuidar bem da voz, mantendo saúde e estética vocal. A voz para esses profissionais é como um marketing pessoal... é o primeiro produto que esses profissionais expõem à sociedade.
Para tanto deve-se buscar a orientação e acompanhamento vocal com profissionais habilitados, pois a manutenção saudável e estética da voz garantem a estes permanência no mercado de trabalho.
Hoje, na era da comunicação, já é mito afirmarmos que somente os vocalmente "bem-dotados" podem exercer profissões vocais. As práticas fonoaudiológicas, legalmente reconhecidas na área da saúde, auxiliam no desenvolvimento do potencial vocal saudável sem recursos medicamentosos ou cirúrgicos. Apesar disso, o desconhecimento da higiene vocal tem levado muitos a manifestarem doenças laríngeas leves, e as freqüentes repetições destas afecções chegam até mesmo à agravamentos que culminam em tratamentos cirúrgicos.
O alto índice de alterações vocais nos profissionais da voz tem merecido especial atenção dos fonoaudiólogos, pois a utilização da voz inadequada, resulta em uso abusivo do aparelho fonador.
A exposição aos fatores nocivos como falar/cantar prolongadamente em ambientes ruidosos, sem tratamento acústico apropriado, ou mesmo o inocente hábito de pigarrear bruscamente, sempre antes do ato da fala, deixam o falante mais vulnerável.
Alguns profissionais utilizam erradamente como prevenção aos problemas vocais pastilhas, conhaques, gengibre, sprays, entre outros. É ainda muito comum encontrarmos locutores, atores e cantores dedicando grande parte do seu tempo em ensaios e preparos de leituras, sem contudo investir igual atenção na forma saudável de apresentá-las.
É preciso conhecer e desenvolver medidas preventivas, mudando pequenos hábitos e comportamentos no nosso cotidiano, não apenas quando a rouquidão aparece.O melhor seguro que os profissionais vocais podem fazer para preservar seu instrumento de trabalho é manter a saúde vocal.
A VOZ E A SAÚDE
A voz é o som básico produzido pela laringe, por meio da vibração das cordas (tecnicamente chamada de pregas) vocais.
A voz expressa as condições individuais (físicas ou emocionais) e, se o indivíduo não estiver em condições saudáveis, a voz deixará transparecer algum problema, ocasionando qualidade vocal disfônica, que pode vir a comprometer a fala e a comunicação.
DOENÇAS PROFISSIONAIS
(aquelas que resultam da própria ação inadequada do profissional da voz)
Estudo realizado em 1989 por M. Calas mostrou que 96% dos Professores entrevistados sofriam de fadiga vocal, 86% tinham lesões (frequentemente nódulos) e 85% usavam técnica vocal falha.
Dados de 1995 relativos a licenças de saúde para professores, mostram que as doenças do aparelho respiratório se destacam como a maior causa de afastamento: "entre as doenças do aparelho respiratório estão as referentes à laringe e faringe, órgãos estes responsáveis também pela fala, principal instrumento de trabalho do professor".
Thomé de Souza, em 1997, estudando Professores da Secretaria Municipal de Ensino de São Paulo, constatou que a maior parte não sabia avaliar se suas vozes necessitavam de cuidados, embora 75% apresentassem "irritação na garganta", 62% relatassem rouquidão e cansaço ao falar, 47% pigarro e 37% já tivessem "perdido a voz".
Sala com muitos alunos (como a da foto) exige do professor esforço extra da laringe, podendo causar disfonias.
A VOZ DO PROFESSOR É VULNERÁVEL AO TEMPO E AO USO INADEQUADO, SEM CUIDADOS ESPECIAIS, DEVENDO SER TRATADA COMO VOZ PROFISSIONAL. AS CONDIÇÕES DE SUA ROTINA DE VIDA E TRABALHO, APRESENTAM SITUAÇÕES ESTRESSANTES E FATORES DE RISCO PARA A SUA SAÚDE VOCAL E GERAL.
DISTÚRBIOS VOCAIS E DISFONIAS
Existem relações entre a saúde vocal, os distúrbios da voz (disfonias) e as condições de trabalho.
UMA DISFONIA REPRESENTA QUALQUER DIFICULDADE NA EMISSÃO VOCAL QUE IMPEÇA A PRODUÇÃO NATURAL DA VOZ.
A DISFONIA é uma dificuldade que pode se manifestar por meio de uma série de alterações:
-esforço à emissão da voz
-dificuldade em manter a voz
-cansaço ao falar
-variações na frequência habitual
-rouquidão
-falta de volume e projeção
-perda da eficiência vocal
-pouca resistência ao falar
A disfonia é, na verdade, apenas um sintoma presente em vários e diferentes distúrbios, ora se manifestando como sintoma secundário, ora como principal.
O indivíduo que padece de um distúrbio vocal sofre limitações de ordens física, emocional e profissional.
A SÍNDROME DE BURNOUT
A ocorrência do estresse ocupacional tem sido observado em todas as partes do mundo, como fator causal de mortalidade, morbidade e ruptura na saúde mental e bem-estar dos trabalhadores.
O impacto dos fatores estressantes sobre profissões que requerem grau elevado de contato com o público, recebe o nome de Síndrome de Burnout. De origem inglesa, este termo significa: queimar, ferir, estar excitado, ansioso.
Trata-se de uma resposta ao estresse emocional crônico, sentimentos relativos ao desempenho da profissão, representado por:
-exaustão física e emocional (contrastes entre tensão e tédio)
-diminuição da realização pessoal no trabalho (competência, sucesso, esforços falhos, depressão)
-despersonalização (distanciamento, separação, coisificação, insensibilidade, cinismo)
-envolvimento (pessoas, proximidade, atenção diferenciada)
BURNOUT É A REAÇÃO FINAL DO INDIVÍDUO EM FACE DAS EXPERIÊNCIAS ESTRESSANTES QUE SE ACUMULAM AO LONGO DO TEMPO.
As situações de estresse contribuem para as condições de mau-uso e abuso da voz, que geram esforços e adaptações do aparelho fonador, deixando o profissional mais propenso ao desenvolvimento de uma disfonia.
As principais causas da Síndrome de Burnout são:
-Excesso de trabalho
-Sobreesforço (que leva a estados de ansiedade e fadiga)
-Desmoralização e perda de ilusão
-Perda de vocação, decepção com superiores, etc.
PRINCIPAIS SINTOMAS DA SÍNDROME DE BURNOUT
a) Psicossomáticos: fadiga crônica, dor de cabeça, distúrbios do sono, úlceras e problemas gástricos, dores musculares, perda de peso;
b)Comportamentais: falta ao trabalho, vícios (fumo, álcool, drogas, café);
c)Emocionais: irritabilidade, falta de concentração, distanciamento afetivo; e
d)Relativos ao trabalho: menor capacidade, ações hostis, conflitos, etc.
TIPOS DE LESÕES
Os principais tipos de lesões orgânicas resultantes das disfonias funcionais são: nódulos, pólipos e edemas das pregas vocais.
Estas 3 alterações da mucosa da prega vocal têm como característica comum, o fato de representarem uma resposta inflamatória da túnica mucosa a agentes agressivos, quer sejam de natureza externa, quer sejam decorrentes do próprio comportamento vocal.
Nódulos
Os nódulos resultam de: fatores anatômicos predisponentes (fendas triangulares), personalidade (ansiedade, agressividade, perfeccionismo) e do comportamento vocal inadequado (uso excessivo e abusivo da voz).
O tratamento dos nódulos é fonoterápico. A indicação cirúrgica, todavia, pode ser feita quando os mesmos apresentam característica esbranquiçada, dura e fibrosada, ou ainda quando existe dúvida diagnóstica.
Pólipos
Os pólipos são inflamações decorrentes de traumas em camadas mais profundas da lâmina própria da laringe, de aparência vascularizada.
O tratamento é cirúrgico. A voz típica é rouca.
As causas podem ser: abuso da voz ou agentes irritantes, alergias, infecções agudas, etc.
Edemas das pregas (cordas) vocais
Os edemas relacionam-se com o uso da voz. Normalmente são localizados e agudos.
O tratamento é medicamentoso ou através de repouso vocal.
Os edemas generalizados e bilaterais representam a laringite crônica, denominada Edema de Reinke. É encontrada em pessoas expostas a fatores irritantes externos, especialmente o tabagismo (fumo) e o elitismo, sendo o mais importante fator associado ao uso excessivo e abusivo da voz.
Quando discretos, os edemas podem ser tratados com medicamentos e fonoterapia, assegurando-se a eliminação de seu fator causal; quando volumosos, necessitam de remoção cirúrgica, seguida de reabilitação fonoaudiológica.
Infecções
Os fatores infecciosos, incluindo as sinusites, diminuem a ressonância e alteram a função respirstória, produzindo modificações na voz.
O efeito primário das infecções das vias aéreas superiores têm efeito direto sobre a faringe e a laringe, podendo provocar irritação e edema das pregas vocais. Estes processos infecciosos podem gerar atividades danosas, como o pigarro e a tosse que, por sua vez, podem causar traumatismos nas pregas vocais.
Há também fatores imunológicos, endócrinos, auditivos e emocionais, que podem causar transtornos na emissão da voz.
LARINGITE CRÔNICA
O agravamento das irritações crônicas da laringe é denominada laringite crônica.
Os sintomas são: rouquidão e tosse, com sensação de corpo estranho na garganta, aumento de secreção, pigarro e, ocasionalmente, dor de garganta.
O tratamento envolve a eliminação dos fatores que provocam a irritação da laringe (exposição a produtos químicos e tóxicos, nível elevado de ruídos, maus hábitos alimentares, refluxo alimentar devido a gorduras, pigarro crônico, etc.), além da promoção de hábitos que melhoram a higiene vocal, evitando os abusos da voz.
O QUE É BOM PARA A SUA SAÚDE VOCAL
Disciplinar o horário para o uso da voz, de modo que você tenha um período de repouso vocal
Evitar a ingestão de drogas inalatórias e injetáveis que exerçam ação direta na região laríngea;
Evitar o uso de álcool, fumo, drogas medicamentosas e maconha
Beber 7 a 8 copos de água por dia
Procurar atendimento especializado se usar a voz na profissão
Pastilhas, sprays ou medicamentos, só indicados por Médicos
Evitar automedicação e soluções caseiras (gengibre, romã, vinagre, água e sal, chás caseiros,etc.)
Repouso da voz, após cada longa "apresentação" pública
Realizar aquecimento vocal antes do uso profissional da voz e depois do uso, o desaquecimento
Usar roupas leves e nenhum adereço na região do pescoço e cintura
Evitar refrigerantes, chocolates, gorduras e condimentos
Realizar exercícios regulares de relaxamento, avaliações auditivas e fonoaudiológicas periódicas
Ingerir frutas cítricas
Cuidar da almintação e pelo menos 48 horas antes de uma apresentação, manter uma alimentação leve
Manter a melhor postura da cabeça e do corpo durante a aula, a fala ou o canto.
O QUE É MAU PARA A SUA SAÚDE VOCAL
Fumo, álcool, drogas e poluição
Tossir, gritar muito ou pigarrear
Cantar ou gritar quando gripado
Falar em locais barulhentos (Olha o professor aí, gente...)
Mudanças bruscas de temperatura (contrastes térmicos tanto físico, quanto oral/interno)
Ambientes com muita poeira, mofo, cheiros fortes, especialmente se você for alérgico.
Ambiente climatizado com ar condicionado
Falar sussurrado
Permanecer muito tempo na mesma posição
Falar ao telefone com a cabeça inclinada
Fazer uma voz que não é a sua (imitar personagens e atores conhecidos, por exemplo)
QUEM CUIDA DAS SUAS PREGAS (CORDAS) VOCAIS ?
Rouquidão provocada por gripe ou resfriado simples podem ser tratados por um Médico clínico geral ou até mesmo o Pediatra. No entanto, se ela durar mais de 1 semana ou se não tiver uma causa evidente, deverá ser avaliada por um especialista em voz: o Médico otorrinolaringologista (especialista em nariz, ouvidos e garganta).
"Problemas com a voz são melhor conduzidos por um grupo de profissionais que inclua o Médico otorrinolaringologista e um fonoaudiólogo."
3:06 AM
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Monday, February 02, 2004
VOCÊ SABE QUE OS TRAVA-LÍNGUAS SÃO IMPORTANTES NA FONOAUDIOLOGIA?
Quem observa, com atenção, a linguagem de cada momento poderá verificar entre as palavras uma série de elementos estranhos que a enfeiam e desfiguram o nosso pensamento. Às vezes se tomam intoleráveis. É o caso, por exemplo, da balbuciância que consiste em certos defeitos de dicção e forçam a pessoa a ser hesitante, reticente. E também o caso da gaguez, por vezes enervante.
O FOLCLORE - Atuando em todo o campo da ação humana - poderá prestar à pessoa que fala mais um de seus benefícios através dos travalínguas. Os travalínguas servem para corrigir algumas dificuldades de pronúncia. Aos dislálicos (pessoas que têm dificuldade em articular as palavras) e aos que têm a língua presa, não há melhor remédio que uma boa dosagem de travalínguas.
Os travalínguas, além de aperfeiçoadores da pronúncia, servem para divertir e provocar disputa entre amigos. São embaraçosos, provocam risos e caçoadas. 0 emissor na prática dos primeiros exercícios parece estar com a língua enrolada. Mas rindo e passando o tempo, prática a boa terapêutica para corrigir seus defeitos.
Geralmente, nos travalínguas, existe uma diferença de força entre as sílabas de uma palavra; elas tendem a trocar entre si um dos elementos. Num dado momento, um grupo de sons já não pode pronunciar-se e produz a metátese: "Tire o trigo dos três tigres". Na articulação desta frase um som pode ser antecipado. Este fenômeno explica-se pelo fato de os sons da linguagem interior terem valores diferentes: Quando pronunciamos uma frase qualquer, todos os elementos vizinhos, que têm um valor igual, ressoam ao mesmo tempo na nossa consciência, tanto os sons que devem ser pronunciados imediatamente, como os que hão de ser pronunciados mais tarde, de modo que estes elementos troquem entre si o seu lugar.
Assim, quando pronunciamos uma frase, todos os elementos que a compõem existem na nossa consciência; mas o pensamento é mais rápido que a palavra. Daqui resulta que os sons ainda não emitidos podem influenciar as palavras ou os sons já emitidos.
Grande parte dos travalínguas constitui exemplos de aliteração porque é formada pela repetição da mesma consoante no início de dois ou mais vocábulos: "Um papo de pato num prato de prata".
Observa-se também que alguns deles formam cacofonia, vício de linguagem que consiste em formar, com a junção de duas ou mais palavras, uma outra de sentido ridículo ou obsceno. Em outros exemplos está a onomatopéia, pois há imitação voluntária de um ruído natural, de modo imperfeito, por ser a nossa audição aproximada. É o caso dos primeiros elementos deste travalíngua: "Purrutaco-ta-taco, a mulher do macaco, ela pita, ela fuma, ela toma tabaco". Depois de ouvirmos por algum tempo o "Purrutaco-ta-taco", da voz de um papagaio, podemos imitá-lo, mas os sons imitados não podem ser integrados na fala corrente, na qual usamos os sons naturais da fala humana.
Nota-se em alguns exemplos de travalínguas o jogo de significantes, isto é, há apenas a mudança de um ou alguns elementos que passam a situar-se em vários pontos do enunciado: "Pape a papinha, papai, senão o papão papa. E o papai papa prá que não pape o papão". Os travalínguas ajudam aos que têm defeito de dicção a expressar com correção e clareza. A pronúncia depende de articulação e esta é que controla o ritmo e a modulação da palavra. No caso dos travalínguas, como recreação, passatempo, exige-se da pessoa muita rapidez ao pronunciar as palavras. Esta rapidez é que leva o locutor à supressão de um som, ao desaparecimento de sílaba ou permuta dos elementos (apóstrofo, eliSão, sinalefa, sincope, haplologia, etc).
Seguem a seguir alguns trava-línguas pra você se divertir. Caso você tenha interesse em mais trava-línguas, envie-me pedido através de email ou visite o site: www.ifolclore.com.br/brinc/travalingua
OS CLÁSSICOS DOS TRAVALÍNGUAS
OS MAFAGAFOS :.
Em cima daquela árvore tem um ninho de mafagato, e quem lá chegar encontrará quatro mafagatinhos mamando na mafagata o leite mafagatoso. E quem o desmafagatar será um grande desmafagatador.
Em um ninho de mafagafos haviam sete mafagafinhos; quem amafagafar mais mafagafinhos, bom amagafanhador será.
Um ninho de mafagafa, com cinco mafagafinhos, quem desmafagar o ninho, bom desmafagador será.
Um ninho de mafagafas tinha seis mafagafinhos. Tinha também magafaças, maçagafas, maçafinhos, mafafagos, magaçafas, maçafagas, magafinhos. Isso além dos magafafos e dos magafafinhos.
Um ninho de manfagafas Com nove manfagafinhos Quando a ifagafa-fala' Falam todos os manfagafinhos.
TIGRE :
Dê o trigo para os três tigres no prato de prata.
Em três pratos de trigo comem três tristes tigres.
Num prato de trigo três tigres tristes comiam. Um tigre, dois tigres , três tigres.
ARANHA :.
Num jarro há uma aranha.
Tanto a aranha arranha o jarro
como o jarro arranha a aranha.
A aranha arranha a jarra, a jarra arranha a aranha;
nem a aranha arranha a jarra nem a jarra arranha a aranha.
DESCONSTANTINOPLA :.
Se o príncipe de Constantinopla quisesse se desconstantinopolizar, qual seria o desconstantinopolizador que iria a Constantinopla para desconstantinopolizá-lo?
O arcebispo de Constantinopla será desarcebispoconstantinopolizado; quem o desarcebispoconstantinopolizará? Quem o desarcebispoconstantinopolizar, bom desarcebipoconstantinopolizador será.
.: TRAVALÍNGUAS GERAIS
A vaca malhada foi molhada por outra vaca molhada e malhada.
A mulher barbada tem barba boba babada e um barbado bobo todo babado!
A vida é uma sucessiva sucessão de sucessões
que se sucedem sucessivamente, sem suceder o sucesso...
Atrás da porta torta tem uma porca morta.
Fia, fio a fio , fino fio, frio a frio.
Farofa feita com muita farinha fofa faz uma fofoca feia.
Gato escondido com rabo de fora
tá mais escondido que rabo escondido com gato de fora.
Joguei o jogo no jóquei João.
O júri jurou ante os jurados.
Jurema jogou a jarra no jacaré.
Larga a tia, lagartixa! Lagartixa, larga a tia!
Só no dia que sua tia Chamar lagartixa de lagartinha
Nunca vi um doce tão doce
como este doce de batata-doce.
Não confunda a obra de arte do mestre Picasso
com a pica de aço do mestre de obras.
Não sei se é fato ou se é fita,
Não sei se é fita ou fato.
O fato é que você me fita
E fita mesmo de fato.
Num ninho de maçarico.
Três maçaricozinhos há.
Quem os desmaçariquizar,
Bom desmaçariquizador será.
8:15 PM
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> Fonoaudiologia > Áreas > Linguagem
O DESENVOLVIMENTO DA LINGUAGEM começa antes de a criança nascer. Ainda dentro da barriga, o bebê já é capaz de responder a sons e sensações vivenciadas pela mãe. No primeiro ano de vida, a criança se comunica através do olhar, do choro, do sorriso, do gesto. O adulto mais próximo deve ficar atento a esses comportamentos, respondendo às necessidades da criança e estimulando-a.
Quando começa a falar, ela usa uma mesma palavra para nomear várias coisas. Atentos, os pais, tios, avós e babás devem responder de forma correta, clara e simples, apontando e mostrando, sempre que possível, o objeto de que estão falando.
NA IDENTIFICAÇÃO DOS PROBLEMAS de linguagem, a avaliação do comportamento da criança é muito importante. Os problemas podem se manifestar de formas variadas, como atraso na emissão das primeiras palavras e na formação das frases; trocas, omissões ou acréscimos de sons na fala, além de gagueira. A terapia fonoaudiológica ajuda a superar ou amenizar as alterações através da estimulação adequada a cada caso.
A FONOAUDIOLOGIA ATUA tanto na habilitação de crianças com atraso de linguagem quanto na reabilitação de pessoas que adquiriram a linguagem e a perderam por algum motivo, como traumatismo craniano e derrame cerebral.
ATITUDES que AJUDAM a CRIANÇA a desenvolver a LINGUAGEM.
.Aproveite os momentos de maior atenção da criança para conversar com ela, usando palavras simples e frases curtas, falando de igual para igual.
. Pronuncie corretamente as palavras, usando boa articulação e entonação.
. Devolva sempre as palavras ditas pelo seu filho de maneira correta e motivadora, sem infantilizar a sua fala Valorize o contato com seu filho: o toque, o olhar são manifestações essenciais.
. Dê pequenas ordens, como "pegue um copo para a mamãe", "jogue um beijo para a vovó" Explore a língua, os lábios e as bochechas.
. Brinque com isso! Faça caretas, barulho de carro (vibrando os lábios), jogue beijo, encha as bochechas de ar e solte-as... Não é preciso um momento próprio para essas estimulações.
. Você pode aproveitar as situações do dia-a-dia, como a hora do banho, da alimentação e da troca de fraldas.
. Não se esqueça: a criança aprende através de suas experiências e o papel dos adultos é proporcioná-las!
8:05 PM
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Fonoaudiologia > Áreas > Motricidade oral
É uma área da fonoaudiologia que trabalha a musculatura da face, da boca e da língua, com o objetivo de corrigir problemas relacionados à sucção, mastigação, deglutição, respiração e fala.
O FONOAUDIÓLOGO TEM O PAPEL DE intervir junto àqueles que posicionam a língua ou engolem de forma inadequada, empurrando os dentes com a língua, contribuindo, assim, para o mau posicionamento dentário.
Também pode atuar junto aos que respiram pela boca para que a respiração nasal possa ser facilitada. Pessoas que sofreram traumatismo craniano, derrame ou paralisia cerebral ou são portadoras de síndromes que resultam em alteração da musculatura da face e das funções vitais também podem ser auxiliadas por este profissional. Em muitos casos, o fonoaudiólogo atua em parceria com dentistas, médicos, fisioterapeutas, psicólogos e educadores
DICAS...
Além de todos os benefícios nutricionais da AMAMENTAÇÃO, o movimento de sucção que o bebê realiza quando está mamando no peito possibilita um desenvolvimento harmônico da mandíbula, dos lábios e dos dentes.
A MAMADEIRA deve ser evitada. Se for realmente importante, fique atento à utilização de bico e furo adequados para cada tipo de alimento (chá, mingau ou sucos). Mas procure amamentar o seu filho no seio pelo menos até os 7 meses.
O uso da CHUPETA deve ser controlado.
Para as crianças que já têm dentes, ofereça alimentos de diferentes consistências e estimule a MASTIGAÇÃO dos dois lados da boca, alternadamente.
8:03 PM
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Fonoaudiologia > Àreas > AudiçãoVOCÊ ESCUTA BEM?
A PERDA DA AUDIÇÃO PODE PREJUDICAR A SUA COMUNICAÇÃO, isolando e afastando você da família e dos amigos. Existem causas diferentes para que os problemas auditivos apareçam e, muitas vezes, eles podem ser evitados ou tratados, melhorando a sua audição.
QUALQUER SINAL DE BAIXA AUDIÇÃO PODE SER SINTOMA DE ALGUMA DOENÇA. O excesso de barulho no lazer e principalmente no trabalho pode levar à perda de audição. Antes de adquirir um aparelho auditivo, consulte um especialista (fonoaudiólogo ou médico).
VOCÊ...
. tem dificuldade de entender o que lhe é dito?
. costuma escutar rádio e TV em volume muito alto?
. já trabalhou em locais barulhentos?
. já percebeu ou tem percebido sair pus do seu ouvido?
. tem algum tipo de barulho ou zumbido no ouvido?...
Então... DEVE PROCURAR UM ESPECIALISTA PARA AVALIAR A SUA AUDIÇÃO.
NA ÁREA DA AUDIÇÃO, O FONOAUDIÓLOGO É o responsável pela realização dos exames audiológicos, seleção e adaptação dos aparelhos para surdez e pela habilitação e reabilitação dos deficientes auditivos.
SEU FILHO ESCUTA BEM?
AS CRIANÇAS ESCUTAM DESDE O 5º MÊS DE GESTAÇÃO.
Ao nascer, são capazes de reconhecer a voz da mãe. Ouvir bem permite o desenvolvimento favorável da fala. Se seu filho não escuta bem, poderá ter muitas dificuldades para ler, escrever e entender o que as pessoas falam. Fique atento às reações dele aos sons desde bebê.
QUANDO DESCONFIAR DE PROBLEMA AUDITIVO EM BEBÊS?
. Os pais têm parentes com problema de audição?
. A criança foi prematura ou nasceu com menos de 1,5 Kg?
. Teve icterícia ao nascer?
. Nasceu com algum defeito físico?
. Teve meningite?
. A mãe teve rubéola durante a gravidez?
A CRIANÇA...
. Não acorda com barulhos fortes
. Não vira a cabeça quando é chamada
. Por volta de 1 ano, não fala: mamã, papá, dá...
. Não entende as palavras
. Não forma frases simples por volta de 2 anos
. Ainda troca letras ao falar após os 5 anos
. Assiste TV em volume muito alto
...PODE ESTAR COM PROBLEMAS AUDITIVOS CONSULTE UM ESPECIALISTA
8:01 PM
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Fonoaudiologia > Áreas > Voz
É o espelho da alma, diz da sua identidade tanto quanto a sua impressão digital. Varia com a idade, sexo, saúde, emoção, intenção, profissão e personalidade. Ela é produzida nas pregas ou cordas vocais pela PASSAGEM DO AR que vem dos pulmões. A partir de então, passa pelas cavidades oral e nasal e pela faringe, que funcionam como ALTO-FALANTES naturais.
Você certamente já atendeu um telefonema e se surpreendeu com uma voz muito agradável. Também já se deparou com pessoas de vozes ásperas, roucas e de difícil emissão. Quem já teve um problema de voz sabe o quanto ela é importante.
O FONOAUDIÓLOGO ATUA não só na PREVENÇÃO dos distúrbios de voz como também no seu tratamento. Ele também é responsável pelo APERFEIÇOAMENTO da voz de profissionais como cantores, professores, atores, locutores, advogados e telefonistas. Em casos mais graves, como o de câncer de laringe, paralisia de cordas vocais e outros distúrbios neurológicos que afetam a voz, o fonoaudiólogo atua no RESTABELECIMENTO da comunicação da melhor maneira possível.
O mais importante é detectar um problema vocal rapidamente. Se você utiliza a voz profissionalmente, é aconselhável que busque ORIENTAÇÃO para uma boa colocação vocal e aprenda a prevenir os distúrbios resultantes do desgaste do dia-a-dia. Se você não é um profissional da voz, ainda assim fique atento a ela, principalmente à rouquidão persistente por mais de 15 dias.
PREVINA OS PROBLEMAS DE VOZ
. Beba muita água, de 7 a 8 copos por dia, sem gelo
. Evite gritar e pigarrear: estes atos agridem as cordas .vocais.
. Se estiver com problema vocal, não utilize remédios caseiros.
. Evite falar quando estiver fazendo esforço físico.
. Evite o fumo e o álcool, pois são extremamente prejudiciais à voz.
. Evite falar em ambientes ruidosos, competindo com o barulho
. Procure se alimentar e dormir bem
7:58 PM
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As disciplinas estudadas e experienciadas na Faculdade
Língua Portuguesa
Metodologia das Ciências
Filosofia
Teologia
Anatomia e Fisiologia Geral
Anatomia e Fisiologia Específica:
sistemas auditivo / fonatório / nervoso.
Biologia: citologia / histologia / embriologia /genética
Física Acústica
Lingüística
Psicologia do Desenvolvimento
Psicologia da Aprendizagem
Aquisição e Desenvolvimento da Llinguagem
Patologias das Vias Aéreas: nariz / faringe / cavidade bucal / laringe
Patologias do Sistema Auditivo
Psicologia Cognitiva
Psicologia do Excepcional: Deficiência mental / Demências / Distúrbios emocionais / Autismo
Técnicas da Psicomotricidade
Didática
Ortodontia
Farmacologia
Distúrbios da Linguagem em Crianças
Distúrbios da Linguagem em Adultos
Distúrbios da Linguagem Escrita
Distúrbios da Voz
Distúrbios da Fluência
Distúrbios da Articulação e das Funções: Estomatognáticas (deglutição, mastigação, respiração)
Avaliação de Linguagem
Fissura lábio-palatina
Fonoaudiologia Aplicada à Paralisia Cerebral
Fonoaudiologia Aplicada à Deficiência Mental
Fonoaudiologia Aplicada à área de cabeça e pescoço
Prevenção e Diagnóstico dos Distúrbios da Audição
Avaliação Audiológica Infantil
Avaliação Eletrofisiológica da Audição
Avaliação Otoneurológica
Avaliação e Reabilitação das Desordens do Processamento Auditivo
Fatores Ocupacionais de Risco à Audição e Programas de Conservação Auditiva
Indicação e Adaptação de Aparelhos de amplificação sonora individual
(Re) Habilitação nas Deficiências Auditivas
Ética Profissional
Orientação de Estágio
Reuniões Clínicas
ESTÁGIOS
Clínica de diagnóstico dos distúrbios da comunicação humana
Avaliação comportamental, instrumen-talizada e multidisciplinar
Clínica de distúrbios de linguagem em crianças: distúrbios e atrasos na aquisição de linguagem
Clínica de distúrbios de linguagem em adultos: afasias / demências / doenças degenerativas
Clínica de distúrbios de linguagem escrita: dislexia / distúrbios de aprendizagem
Clínica de distúrbios da fala e das funções estomatognáticas: distúrbio articulatório / dispraxias / disfagias
Clínica de distúrbios da fluência: disfluência / gagueira / taquifemia
Clínica de distúrbios da voz: disfonias orgânicas / funcionais / psicogênicas
Clínica de distúrbios da comunicação do paralítico cerebral
Audiologia Clínica:audiometria, logoaudiometria, imitanciometria, otoemissões acústicas, avaliação do processamento auditivo
Audiologia ocupacional: avaliação e acompanhamento de profissionais expostos à fatores de risco auditivos
Audiológica clínica infantil: audiometria pediátrica / audiometria condicionada em cabine, avaliação comportamental
Clínica de avaliação do sistema vestibular: vectoelectronistagmografia
Clínica de indicação e adaptação de aparelhos auditivos
Clínica de (re) habilitação nas deficiências auditivas
Voz profissional: aperfeiçoamento vocal de atores,cantores,locutores, professores
Fonoaudiologia Preventiva: atuação em escolas, posto de saúde, hospitais, indústrias.
Programas de Cidadania: atuação em comunidades carentes na promoção da saúde da comunidade fonoaudiológica.
7:48 PM
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COMPETÊNCIA DA FONOAUDIÓLOGA:
Avaliar, diagnósticar e reabilitar alterações de linguagem em bebês, crianças, adolescentes, adultos e idosos
Avaliar, diagnosticar e reabilitar alterações de linguagem escrita
Avaliar, diagnosticar e reabilitar alterações da articulação, respiração, deglutição e mastigação
Avaliar, diagnosticar e reabilitar alterações da voz e fluência
Avaliar, diagnosticar e acompanhar distúrbios da audição e equilíbrio
Indicar e adaptar aparelhos de amplificação sonora individuais
Reabilitar portadores de deficiência auditiva
Aperfeiçoar os padrões de fala e voz
Reabilitar ou aperfeiçoar as habilidades da comunicação oral e escrita
Participar de equipes de orientação e planejamento escolar
Prevenir distúrbios da comunicação humana
Lecionar disciplinas Fonoaudiológicas em cursos de fonoaudiologia e afins
Realizar pesquisa na área fonoaudiológica
7:40 PM
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Reabilitação
Atuação reabilitadora dos seguintes distúrbios da comunicação:
Distúrbios da linguagem em crianças e adultos
Distúrbios da leitura e escrita
Distúrbios da comunicação no paralítico cerebral
Distúrbios da articulação e das funções estomatognáticas (deglutição, mastigação, respiração)
Distúrbios da voz e fluência
Distúrbios do sistema auditivo
Distúrbios neurológicos (quadros neurológicos como AVC, Alzheimer, etc)
Distúrbios neuro-vegetativos em bebês (RGE)
7:34 PM
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Diagnóstico
Realização de avaliações específicas instrumentalizadas e comportamentais para diagnóstico de: distúrbios da linguagem, voz, fala, motricidade oral, funções neuro vegetativas (respiração, deglutição, mastigação, sopro/sucção) e audição.
7:31 PM
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Prevenção
Atuação educadora para a promoção da comunicação junto a gestantes, bebês, crianças pré-escolares e escolares, profissionais expostos a fatores de risco à audição e profissionais que fazem o uso da fala como instrumento de trabalho (jornalistas, cantores, atores, locutores,palestrantes, pastores, advogados, políticos e outros).
7:29 PM
Comments:
Participação e atuação em equipes multidiciplinares
Neurologia, psicologia, genética, pediatria, otorrinolaringologia, fisioterapia, terapia ocupacional, odontologia, ortodontia, enfermagem, psicopedagogia.
7:26 PM
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Campos de atuação
Clínica privada
Posto de saúde
Ambulatório de especialidades
Hospitais especializados e de atendimento básico à saúde
Maternidades
Escolas regulares e especiais
Empresa de comunicação, rádio, TV, jornal
Grupos de Teatro, Canto e Coral
Instituições para deficientes
Universidades
Telemarketing
Empresas de aparelhos auditivos
Centros de Reabilitação Neurológica
APAEs
7:22 PM
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DEFINIÇÃO:
Fonoaudiólogo é o profissional, com graduação plena em Fonoaudiologia, que atua em pesquisa, prevenção, avaliação e terapia fonoaudiológicas na área da comunicação oral e escrita, voz e audição, bem como em aperfeiçoamento dos padrões da fala e da voz.
É uma profissão da área da saúde regulamentada pela lei nº6965 de 09 de dezembro de 1981.
Fonoaudiologia em definição é a ciência que se destina a cuidar do indivíduo ou de população no que se refere à comunicação humana em seus aspectos de fala ( articulação, voz e fluência), linguagem oral e escrita ( aspectos fonológicos morfológicos, sintáticos, semânticos e pragmáticos), audição (sensibilidade, acuidade, função e processamento) e sistema motor-oral (postura, tônus e sistema neuro-vegetativo).
7:17 PM
Comments:
" PORQUE COMUNICAR-SE É FUNDAMENTAL"
7:15 PM
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